quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Natal parte 3/5




Ontem foi a terceira festa de Natal das 5 que eu participarei este ano. O lance aqui é levado a sério, e começa já no começo de Dezembro. Acho que dá na mesma que no Brasil, só que ao invés de ter festas de fim de ano na empresa e na faculdade, tem festas de natal, com decoração e comidas temáticas...

Então, as fotos são da festinha, que rolou no gramado ao lado da faculdade, a partir das 16h30, mais ou menos quando eu tirei a foto. Tinha várias famílias, um pula-pula e gente pintando o rosto das crianças (e não tão crianças, como a Yiming aí na foto). Como de costume, o arroz de festa aqui foi a primeira pessoa a chega e uma das últimas a ir embora. Na verdade, a festa se dissipou e tudo foi desmontado e eu e mais 6 amigos (3 amigos e 3 pessoas recém-conhecidas) fomos para a beira do rio continuar a festa. A Annaliese e o Lalith sequestraram champagne que sobrou da festa, e um cara conseguiu copinhos plásticos no laboratório.

Eu já tinha parado de beber fazia tempo, preocupada com como eu ia voltar para casa, mas como a festa começou super cedo, às 9 e meia da noite tinha muita gente estragada, e isso incluía a minha amiga, que acabou passando mal e eu tive que levar ela embora. Ah! Peguei a chave do carro dela (que, por sinal, é muito melhor que o meu!) e dirigi até a casa da mãe dela. Eu podia ter levado ela pra minha casa, mas provavelmente não ia ser legal ela passar mal lá...

Só que eu contava com dormir por lá mesmo, afinal, depois de entregar ela pra Valda(que nem resmungou nem nada, ela deu risada e disse: novidade, hein, filha?!), ela agradeceu e fechou a porta, e eu fiquei meio sem jeito de bater de novo e me convidar pra ficar, então eu virei e saí andando. Eram umas 10 e meia da noite.

Tá, aqui, depois das seis e meia fica muito difícil, senão impossível pegar ônibus fora do centro da cidade, e eu podia ligar pro taxi, mas ela mora meio perto da estação de trem e eu decidi pegar o trem. Perto de carro, né, Mariana! Andei uns 35 minutos até chegar na estação, com frio e sentindo que se eu tinha tido o trabalho até então, era melhor continuar com a idéia e não arregar e pedir o taxi. Foi tranquilo, deu tudo certo e tava cheio de guarda (tipo amarelinho, não polícia mesmo) me dando boa noite. Acho que é raro eles verem gente na rua sem estar tropeçando, e eu me senti super segura no caminho pra estação e da estação até em casa. Foi bom descobrir que é possível fazer isso sozinha, embora eu não tenha a intenção de repetir a dose.

Hoje a Annaliese não veio pra faculdade. O Louie e o Lalith, que são melhores amigos entre si e brigaram ontem porque o Louie (1,90m, uns 90kg) jogou o Lalith (1,65m, 60kg) no rio. O Lalith também perdeu o sapato e um outro cara que tava lá, Lucas, perdeu a carteira. Hoje eu encontrei os três juntos, amigos de novo e felizes por terem encontrado tudo.

Eu conversei mais com uma menina chamada Veronik, colombiana-francesa, da faculdade de Economia Ambiental, e um cara chamado James da mesma faculdade. Eles ficaram surpresos da festa ter ido tão longe para o pessoal da Botânica, e meio chateados por eles próprios não serem tão empolgados. Eu, na verdade, fiquei contente por ter mais gente sóbria ali, porque seria muito chato esperar a Annaliese ficar bem e parar de dar estrelas no gramado pra levar ela pra casa.

Foi legal. Mas honestamente espero que a galera não beba nem a metade na festa 4, que será na véspera na minha casa.

domingo, 13 de dezembro de 2009

Final de fevereiro

Sabem o que eu vou fazer no final de fevereiro/começo de março, enquanto vocês pulam carnaval? Vou tomar sol. Em BALI!!! Hahaha - morram de inveja!

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Baratinha

Ela veio para me aterrorizar. Hoje cedo eu abri o armário debaixo da pia (é sempre no armário debaixo da pia, né?!) e tinha uma baratinha. Não daquelas nojentas voadoras enormes, mas mais parecida com aquelas magrinhas que ficam nas pedras na praia, sabe? Não importa: pequena ou grande, qualquer barata me dá uma aflição ENORME e eu já começo a arrepiar, o meu nariz coça e eu quero lavar tudo o que tem na casa inteira. Paranóia completa.

Peguei o spray, porque a última coisa que eu quero é esmagar ela e limpar a meleca depois, e spray-zei a barata e ela ficou maluca e eu virei de costas, tive um mini-faniquito e virei de frente de novo para ver se ela estava morta, e ela estava lá, andando contente por cima das pás da batedeira e do mixer, então eu spray-zei mais dessa vez, e aproveitei para jogar um pouco de veneno no fundo do armário também.

[observação: enquanto escrevo isso, estou coçando o nariz e a cabeça e fazendo uma cara de nojo ridícula para quem só está se lembrando de um evento...]

Ela foi resistente, não morreu. Aí ela subiu em cima do passador de café e isso foi demais para mim. Peguei o coador e joguei ele no chão, a baratinha caiu meio longe e eu pisei nela com tudo. Aí, claro, tive que pegar o papel toalha e recolher ela, com o braço super esticado, pra manter meu corpo o mais longe possível daquele ser repugnante, e joguei no lixo. Aí passei a próxima meia hora lavando tudo o que estava dentro do armário, tanto pela barata ter andado ali como pelo spray ultra-nocivo.

Fico pensando: será que as baratinhas se aventuram por outros armários, como o que eu uso para guardar os copos e pratos? Vou acreditar que não, que elas gostam de ficar só debaixo da pia, pra não ter a paranóia de lavar tudo antes de usar também.

Credo! Por que ninguém extinguiu as baratas ainda? Será que elas cumprem um papel muito importante no mundo? O que aconteceria se as baratas simplesmente deixassem de existir?

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Guinada de 180 graus (ou seriam 360?)

Estou falando de comida, de paladar. Eu tive alguns momentos na minha vida em que mudei bastante a minha opinião sobre alguns alimentos, e apesar de ter algumas coisas, como ostras e mariscos que eu nem experimento por causa do aspecto melequento que me lembra as aulas de invertebrados na faculdade, eu passei a comer as coisas que antes eu não gostava, de um dia para o outro.

Primeiro foram as peras. Achava elas meio estranhas, que nem maçã farinhenta, sem contar que elas escorrem quando você morde e isso pra mim não era legal. Depois de não comer peras por muitos anos, eu vi o filme Cidade dos Anjos (citando Hemingway) e resolvi experimentar de novo. Gostei. Hoje é uma das frutas que eu mais como.

Acompanhando outra referência literária, eu passei a comer berinjela. Berinjela é estranho. A cor é estranha, a textura é estranha e quando você corta ela faz barulho de borracha. Muito estranho. Mas assim como a personagem do Garcia Márquez, um dia eu não gostava e no dia seguinte eu passei a adorar berinjela. Simples assim.

Mas frutas e legumes não são nada que choca muito, né? Pois é, para surpresa geral (e provavelmente maior da minha mãe), eu passei a querer comer muita carne, e pior, eu tenho tido vontade de manusear a carne crua. Só a idéia teria feito eu me contorcer anteriormente, mas eu estou lotada de carne no congelador e toda vez que eu vou ao mercado agora, eu passo no açougue e fico olhando as carnes, e acabo sempre comprando mais alguma coisa... Resolvi escrever sobre isso hoje porque ontem eu cruzei mais uma linha: comprei um coelho. Inteiro. Acho que nunca comi coelho na vida, e não tenho a menor idéia de como cozinhar ou do gosto, mas eu encostei no balcão, pensei: coelho! E pedi. Nem tinha na vitrine, mas o cara tinha um coelho congelado, de um kilo.

Tá, sinto muito pelos meus amigos que, ao ler isso, estão se sentindo como eu teria me sentindo um mês atrás, mas sei lá, porque é que todo mundo acha normal comer frango, vaca e porco, mas coelho ou canguru não pode? Só porque eles são mais bonitinhos?

É provável que essa fase passe também, mas por enquanto, preciso investigar cortes e carnes diferentes e aprender a temperar e cozinhar o que antes eu só comeria se viesse pronto.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Surfe, dança e outros fracassos

Eu tinha me matriculado para fazer duas aulas de surfe no final de semana passado, e estava super empolgada com isso, mas ao chegar na praia no local combinado, 5 minutos atrasada, eu não encontrei ninguém, e, é claro, achei que era porque eu estava atrasada, então saí andando pela praia procurando grupos de pessoas surfando muito mal.

Encontrei vários, e em cada um, eu perguntava, gritando da areia para o instrutor no mar, se eles eram o grupo da UWA, e depois de repetir umas 4 ou 5 vezes, eles me diziam que não, que eu devia procurar mais pra lá ou mais pra cá. Eu passei 40 minutos andando pela praia, procurando as pessoas e até cheguei a entrar no mar em meio a um monte de pranchas desgovernadas e gente sem coordenação pra pedir informação, e aí depois disso eu decidi parar de procurar e só deitar na areia e aproveitar.

No domingo eu nem fui lá, porque não queria passar nervoso de novo, e fiquei imaginando como eu poderia explicar que eu queria o meu dinheiro de volta e fiquei pensando na moça do centro esportivo dizendo que todos os outros 99 inscritos encontraram a aula, como você não encontrou?! E esse tipo de coisa, mas a minha semana foi ocupada com outras coisas e eu acabei deixando pra depois e depois e hoje, na caixa de correios, tinha um cheque para mim com os meus 80 dólares de volta! Aparentemente, não teve o curso mesmo! Eles bem que poderiam ter ligado para avisar, mas vou ficar feliz de ter conseguido o reembolso sem ter que brigar por isso! Maravilha!

Na terça eu passei por uma situação similar, a minha amiga Nadia matriculou nós duas em uma aula de dança, e eu peguei o endereço do lugar pelo site deles próprios, e como não era muito longe de casa, eu resolvi ir de bike. Wrong move! Ficar perdida de bicicleta é bem pior que ficar perdida de carro, e no carro tem o guia de ruas, na bike não tem nada!

O que aconteceu é que eu cheguei no lugar indicado e estava rolando uma aula de sapateado, e não era pra isso que a gente se matriculou. O endereço, no site deles, estava desatualizado e infelizmente outra escola de dança se instalou no mesmo lugar. Fiquei, novamente, rondando o lugar até que finalmente, depois de 45 minutos de bike (e, portanto, meia hora de atraso numa aula de uma hora) eu achei o lugar. Estava todo mundo lá, todo mundo achou o endereço errado sem problemas!

Fiz a minha meia hora de aula e agora eu já sei onde fica, pras semanas seguintes. É que eu estou tentando fazer coisas diferentes aqui, aprender a surfar e praticar mais esportes e participar de atividades coletivas pra ver se eu faço uns amigos fora da faculdade, mas o mundo está um pouco contra mim ultimamente. Não importa! Vou insistir.

Ontem eu saí de noite pra dar uma volta andando, porque está bem quente agora, e aqui é tudo seguro mesmo, então não vi motivo pra ficar em casa. Andei pelo bairro e encontrei uns restaurantes que eu nunca tinha visto, umas ruazinhas lindas e também uns becos que de noite e sem poste de luz não parecem um lugar bom de se estar. Mas foi bom, mesmo que eu nunca mais encontre os mesmos lugares de novo. Acho que vou imprimir um mapa gigante só dos arredores de casa pra quando eu for dar uma volta, aí eu posso anotar o que eu encontro de legal. Tá vendo? Quem precisa de um iPhone com mapas?

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Final de semana musical


Sábado eu estava em casa totalmente à toa, os programas na TV aqui são iguais ou piores que no Brasil, eu percebi que o chale que eu estava fazendo de crochê não vai nunca virar um chale da forma que eu estava fazendo ele (e toca desmanchar tudo) e aí logo antes de dar o pirepaque resolvi sair de casa.
Fui dar uma volta, arejar a cabeça, e fui pelo caminho mais longo, não porque eu goste mais dele, mas é o caminha que não passa na frente das lojas de comida, que nessas horas de nervoso são perigosas. Acabei dando numa praça e tinha um grupo tocando jazz (esse aí do vídeo abaixo). Fiquei super contente, ainda mais porque não tinha quase ninguém assistindo e eu fiquei imaginando que eles estavam ali tocando só para mim. Um dia eu ainda realizo o meu sonho de ser a única pessoa no cinema. É só se esforçar para ver filmes estranhos em horários improváveis que um dia calha de não ter mais ninguém na sala... OK, voltando ao assunto, fiquei vendo a banda por um tempo e depois voltei para casa mais contente.
No domingo tinha um evento perto de casa (eu achei que fosse, pelo menos!) chamado Cappuccino Festival, e eu saí sem olhar o endereço, andando. Meia hora depois ainda não tinha chegado lá e nem tinha ninguém para perguntar na rua... Depois de rodear o bairro por um tempo achei o festival, que também estava muito legal, mas o mais legal foi ter descoberto o bairro equivalente da vila Madalena aqui. E se eu tivesse andado em linha reta nem seria tão longe, um pouquinho menos de 2km. Um lugar a mais para explorar.
Nesse festival tinha também uma banda (foto acima), e eu me lembrei instantaneamente do Rika, porque os integrantes da banda deviam ter uns 12-14 anos, e tocavam SUPER bem. De verdade, tocavam muito bem mesmo. Aí fiquei pensando no Luquito, baterista!
Agora eu tenho que trabalhar. Estou enrolando um pouco para engrenar, porque fui ao cinema ontem ver "Che", e fiquei meio pensativa. Qualquer motivo é bom para enrolar no trabalho, né?

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Foto da festa


Só pra constar, uma foto da festa de final de ano dos pós-graduandos da UWA (tinha que ir chique...). As duas comigo são a Sara e a Nadia, nessa ordem. A Nadia também é da botânica, e as duas são italianas. A festa foi bem legal, pena que não tem muitas fotos...

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Texto infinito

Hoje eu pensei bastante. Até estou com dor de cabeça para provar isso, não que ninguém tenha como confirmar a dor de cabeça, nem que seja necessariamente causa e consequência, mas enfim...

De manhã fui pegar um jogo de panelas que me prometeram, e foi bom, porque elas estão em melhor estado do que as que eu vinha usando até agora. Infelizmente não tinha nenhuma frigideira pequena, mas tudo bem, eu posso continuar fritando um ovo na frigideira em que cabem 10 ovos. Muquiranice é um estilo de vida que eu adotei há algum tempo, não porque eu queira guardar o meu dinheiro numa caixa debaixo da cama para sempre, mas porque não vejo muito sentido em gastar dinheiro numa coisa supérflua que não vai facilitar a minha vida ou me deixar mais contente. Tá, já estou perdendo o rumo da conversa.

Depois de pegar as panelas, vim para a faculdade e li dois artigos; isso antes do intervalo do café. É um feito em tanto, porque é realmente muito difícil se concentrar em ler a mesma coisa escrita por trezentas pessoas diferentes. Acho que uma parte interessante, para mim, é tentar ver sob a perspectiva histórica. Agora tenho lido vários artigos dos anos 70 e 80, e eu fico pensando nos pesquisadores escrevendo as idéias deles em papel ao invés do computador. Eu me divirto bastante com isso. Eles liam as revistas científicas em papel e mandavam cartas para os demais pesquisadores. Quem sabe passavam um fax, se o departamento fosse rico... Os trabalhos eram mais de reflexão do que de análises malucas, embora alguns autores tenham criado fórmulas esdrúxulas só para serem diferentes.

No café o Matt levou flapjacks (aveia, manteiga e açúcar em forma de barra de cereal) e gingerbread (bolo de temperos variados) para a despedida do Ravi, que está voltando para a Índia. O Matt é um cara de uns 35 anos, casado e com dois filhos, que é super legal e engraçado e tranquilo e adora fazer bolos. É uma coisa rara, acho. A esposa dele reclama porque ele faz ela engordar, mas eu acho legal, que a gente fica conversando praticamente diariamente sobre receitas e ingredientes especiais. Ele me prometeu um bolo de natal que é feito com um mês de antecedência. Espero que ele se lembre, está mais ou menos na hora de começar :)

Aí teve uma palestra muito legal sobre seleção de variedades de plantas ao longo dos últimos 10mil anos. Basicamente, sobre como os homens caçadores-coletores mudaram para agricultores. Muito, mas muito interessante. Aí meio que eu passei o resto do dia com isso na cabeça, tentando trabalhar com as minhas coisas, mas pensando nisso ao mesmo tempo, o que não ajudou muito. Ao invés de pensar nos pesquisadores dos anos 70 eu fiquei pensando nos homens e mulheres do passado mais distante, escolhendo milho e plantando, discutindo de noite, no jantar, se eles continuariam migrando e procurando comida ou se ficariam ali para plantar dessa vez. Sei lá, alguém tem que ter tomado a decisão e falado para os outros, e eu tenho praticamente certeza que eles fizeram isso durante o jantar. Se bem que eles deviam jantar mais cedo para aproveitar melhor a luz do dia...

Aí eles ficaram, plantaram e tiveram mais comida a cada ano. Passaram a andar menos, a cultivar animais também, que passaram a fazer boa parte do trabalho físico. Aí as pessoas tinham mais pra comer e menos trabalho braçal, e resolveram pensar e fazer artesanato. E aí foi indo até que chega o dia em que eu passo o dia pensando sobre eles. E decidida a pensar e comer menos e me exercitar mais.

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Finalmente sexta!




Esta semana demorou para passar! Tive que enrolar muuuuuito para os dias mudarem, mas finalmente chegou sexta-feira. O restaurante hippie na segunda foi legal, era no estilo sopão, que você pega um prato, entra na fila e pega a comida de panelas gigantescas. Mas como era comida estilo indiano (e era não só vegetariano, mas vegan e sem gluten também!), estava bem gostoso, com temperos diferentes. Tinha uns sofás onde você senta e conversa com os hippies ou demais pessoas que aparecem lá para comer. Se quiser dar uma grana pra eles, tudo bem. Se não, tudo bem também.

Pra manter o tema, estou mandando duas fotos de um carro provavelmente de um hippie que está sempre estacionado aqui na faculdade. O parachoque diz: "você não está alucinando!". E uma foto do meu experimento, a minha fazendinha de Viminaria. Sete morreram, infelizmente, e quero pedir para que cada um reze pela vida das outras 143 plantas. Eu preciso dessas réplicas.

domingo, 15 de novembro de 2009

Mensagens/update da semana

Tem algumas pessoas que me disseram que não conseguem deixar comentários neste blog. Eu procurei aqui nas configurações e mudei alguma coisa, então agora qualquer um pode escrever um comentário, mesmo sem ser cadastrado. Iêba!

Esta semana passou bem rápido e foi bem legal também, acho que uma coisa deve estar relacionada com a outra.

Quinta-feira eu fui jantar na casa do Jason, que é amigo de uns amigos, e tinha 7 pessoas ao todo lá, e pelo o que eu entendi, ele sempre cozinha para a galera simplesmente porque gosta. Ele já tinha começado a preparar o curry de frango quando uma menina disse que ia comer só arroz porque estava com gastrite e os temperos fortes fariam mal para ela. Ele disse que não, imagina, e começou a preparar um macarrão para ela (totalmente ignorando que tomate é super ácido, mas tudo bem, porque ela não reclamou também). Aí uns dez minutos depois uma outra menina pergunta se ia dar muito trabalho fazer alguma coisa vegetariana para ela! Imagina, só avisou depois que ele começou a cozinhar! Eu teria ficado muito puta da vida, mas o cara levou numa boa, e o mais impressionante foi que tudo ficou pronto ao mesmo tempo! Sei lá, no mínimo deveriam ter avisado antes, e se fosse comigo acho que essas pessoas não seriam convidadas de novo tão cedo!

Depois do jantar o pessoal resolveu ir a um bar para tomar drinques coloridos, mas eu achei o lugar meio estranho, muito escuro e com gente descolada demais para o meu gosto. Mas eu tinha que esperar para ir embora com o resto do pessoal, porque estava de carona. Acabei por reconhecer um ator de uma peça que eu tinha assistido na semana antes, mas fiquei com vergonha de puxar papo, porque o meu papo normalmente acaba em 3 minutos e aí eu começo a falar de plantas, normalmente...

Aí na sexta-feira eu fiquei em casa amargurando um pouco o fato de que eu não ia no show do Pearl Jam. É que um amigo meu tinha comprado dois ingressos para ele, mas aí apareceu a festa de formatura de alguém e ele não ia mais poder ir ao show, só que eu não arranjei ninguém para ir comigo!!! Entre as justificativas mais comuns estavam preço e o fato de ser muito em cima da hora, mas teve uma menina que disse que não conhecia esse cantor (!). Como o dono dos ingressos disse que era mais fácil vender dois do que um só, eu fiquei sem nenhum. Aí tava em casa, com a TV ligada, e de repente eu ouço um som bem alto, como se estivesse ao lado de casa! E estava! O show era a uns 3 quarteirões de casa, e apesar de eu não ter visto o Eddie Vader, eu ouvi tudo perfeitamente, e foi o set list dos sonhos! Maravilhoso! Fui dormir super contente...

No sábado eu fui na casa do pai/madrasta da Annaliese porque eles construíram um forno de pizza novo no quintal e queriam inaugurar e ao mesmo tempo comemorar o fato dela ter ganho uma bolsa de pós-doc internacional, mesmo sem ter terminado o doutorado. É, financiamento de pesquisa aqui é ligeiramente mais fácil que no Brasil. Foi pizza na hora do almoço e foi bem legal. O pai dela está reformando todo o quintal, e como a maioria das pessoas aqui, ele faz a maior parte do serviço ele próprio, e como eu apareci lá e como eu tenho dois braços, ele me botou para passar tábuas para ele montar o telhadinho do gazebo. Me senti útil, e não só almoçando grátis.

Domingo (ontem) eu fui convidada para um churrasco na beira do rio. Era um churrasco da menina vegetariana de quinta-feira e o namorado dela, que estão indo para Sydney passar quatro meses lá e queriam se despedir do pessoal. Mesmo tendo conhecido eles muito recentemente, eu fui. A maioria das pessoas lá era francesa e o pessoal ficava conversando em francês, o que foi bem menos incômodo do que pode parecer. O lugar era bem bonito, de frente à marina, e as pessoas, simpáticas. A maioria era geofísico, amigos do Adam, gente que procura petróleo, mas tinha uma ou outra pessoa com quem eu consegui conversar! Um pequeno grupo de pessoas costuma mergulhar, e eu fiquei empolgada com a idéia de ter companhia para ir mergulhar aqui por perto. Usar a minha carteirinha que eu tirei e nunca mais usei...

Acho que é isso. Hoje eu vou num restaurante hippie em que eles cozinham a comida orgânica (e vegetariana, naturalmente) que eles próprios plantam e cada um paga o quanto acha justo. Espero que seja não só interessante, mas gostoso também!

Depois eu conto como foi.

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Espremendo o cérebro

Dá pra perceber que tem alguma coisa errada quando eu guardo a garrafa de água gelada junto com os copos no armário. Quando os pensamentos de compras de mercado se confundem com citações de estruturas botânicas e nomes de pesquisadores... Lista de compras? leite, ovos, cenoura, Lamont, frutas e McKendrick. Peraí, McKendrick não tem no supermercado!!!

Aviso aos não-pesquisadores que lêem este blog: isso é razoavelmente normal para quem faz doutorado. Pelo menos é normal para mim e mais uma pessoa, né, Carolzinha? Eu tenho a impressão de que se eu cortar a minha barriga vai vazar um monte de palavras misturadas, mas todas em Times New Roman 12 com espaçamento 1,5. Talvez vaze uma ou outra figura ruim também, ou tabelas incompreensíveis.

Boa notícia: ontem eu fiquei parte do dia em casa para o Troy ir lá consertar umas coisas para mim. Foi legal ele se oferecer para fazer isso, apesar de ter sido só isso mesmo. Ele trocou uma fechadura que não fechava, lixou a porta de entrada, que devia ter umas 28 camadas de tinta, colocou portas em um armarinho que estava com as fechaduras totalmente enferrujadas e demais bobeirinhas. O tipo de coisa que normalmente locatários não fazem, e por isso casas alugadas são diferentes de casas próprias. Mesmo que eu não vá ficar aqui a vida toda, acho que essa atitude de cuidar do lugar me faz sentir mais em casa. Afinal, colocar uma fechadura na janela custa só o preço da fechadura nova, e não ter um barbante amarrando a janela fechada melhora, sim, o meu dia.

É isso. Agora vou nadar pra ver se eu expulso os pensamentos científicos da minha cabeça e chego em casa tranquila.

domingo, 8 de novembro de 2009

Nove de Novembro

Tenho visto mais TV e limpado menos a casa, apesar de não ter largado o vício completamente... No final de semana fez bastante sol. No sábado eu marquei de encontrar meus amigos na feira para a gente fazer compras juntos, e de noite eu fui jantar com meus amigos num restaurante indiano e depois fui a um show/apresentação de coisas variadas. O tema era Noir, mas foi mesmo uma coleção maluca de apresentações de teatro, dança, música e tinha também uma contorcionista. Contorcionismo continua sendo a minha profissão dos sonhos de criança, bem mais que astronauta ou bombeiro, certeza!

Domingo eu dei uma volta pela cidade, e tinha me esquecido um pouco como é bom passear à pé. Eu descobri uma feirinha de tranqueiras na praça e visitei a galeria de arte no caminho da loja que eu estava indo, e na volta, comi numa barraquinha de comida Salvadoreña. É legal e estranho que aqui tenha mais coisa sulamericana que no Brasil. Acho que porque aqui tudo é muito diferente, e no Brasil, um bolinho de milho com frango seria só um bolinho de milho com frango.

Eu queria ir à praia no final de semana, mas depois de voltar para casa eu deitei no sofá e acabei só mofando. Vou convidar meus amigos para irem comigo, assim eu não poderei desistir na última hora.

Arranjei uma raquete de tênis grátis também. Só preciso colocar um grip novo e arranjar outra pessoa que saiba jogar...

Ah, melhor eu trabalhar um pouco agora. Ler artigos e mais artigos, todos escritos pelo mesmo cara e com uma variação mínima no conteúdo. Nessas horas eu penso que seria melhor ficar trocando solução de plantas, mas logo eu percebo que loucura que é dizer isso! Trocar solução de plantas diariamente por duas horas não era legal, não, e eu prefiro, sim, ficar sentada no escritório com ar condicionado e internet lendo 6 artigos por dia, e escrevendo pedacinhos da minha tese. Mesmo! (Ou eu posso repetir que isso é super legal até eu acreditar...)

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Uma TV, uma escada, duas meninas


A foto mostra eu e a TV sentadas no chão de casa. Ela é desse tamanho. Só quero dizer que a TV é bem mais pesada do que ela parece. Ainda mais depois dos primeiros 15 degraus, quando você chega na metade da escada e pensa que tanto faz agora, subir ou descer dá o mesmo trabalho, só que a minha cara estava roxa, todos os meus músculos nos braços já estavam arrebentados e os meus dedos ficavam suando e eu não conseguia mais nem segurar direito a TV.

Devia ter esperado uns homens para ajudar, ou pelo menos arranjado um daqueles carrinhos de entrega para facilitar, mas no fim deu certo. E funcionou e a imagem é boa e tá tudo bom.

Só que a TV nunca mais vai sair do lugar onde ela está. Agora ela faz parte da casa, e eventualmente, se eu me mudar, ela fica.

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Quarta-feira ensolarada

Hoje eu acordei contente porque era o dia que eu combinei de ir buscar uma TV grátis. Sem ter que comprar um carro, nem nada. É assim: tem um site chamado Freecycle, onde as pessoas anunciam aquelas coisas que elas não querem mais, e se você quiser, manda um email pra pessoa e vai buscar na casa dela. Tem de tudo, principalmente lixo, mas de ez em quando vale a pena.

Uma mulher chamada Alison anunciou uma TV Sharp grande de modelo antigo e o móvel pra ela. Como a TV que já estava na casa que eu aluguei não está muito confiável e de vez em quando cheira queimado, eu resolvi responder ao anúncio e ir buscar a tal TV. A casa da mulher era meio longe, mas achei que valeria a pena.

Acordei hoje, como já disse, contente, tomei café da manhã e fui ligar o carro. Sem bateria. Claro que por culpa minha, que deixei o farol aceso a noite toda... Então, como eu não tinha como ligar para o meu pai ou, liguei para o seguro e passei os dados. O rapaz ao telefone foi especialmente simpático, diferente da maioria das pessoas que trabalham atendendo telefonemas com problemas o dia todo. Enfim, em meia hora chegou o carro amarelo da RAC, a seguradora, saiu um homem enorme com um shortinho minúsculo de dentro e consertou o carro. Eu perguntei "o que eu preciso fazer?", pensando em assinar documentos, pagar uma conta ou mostrar o meu cartão da seguradora; e ele respondeu: "ah, se você tiver tempo, dirija por meia hora pra carregar a bateria". Apertou minha mão e foi embora. Simples assim.

Aí eu fiquei dando rolê por meia hora e depois disso vim pra faculdade, deu tempo só de olhar os emails e fui buscar a TV. Quando eu chego lá, a Alison me mostra uma TV de tubo, mas bem moderna, enoooorme (do tipo que uma pessoa sozinha não carrega), com controle remoto funcionando e tudo o mais, e um rack baixinho com portas pros DVDs inteirinho. Eu perguntei por que é que ela estava se desfazendo da TV, e ela respondeu que era porque ela preferia uma TV menor. OK, eu prefiro as maiores!

Agora só tenho o problema de carregar a TV até a minha sala, porque eu moro no 1o. andar, e não no térreo, mas acho que consigo convencer dois colegas quaisquer da faculdade a fazer isso para mim em troca de umas cervejas. Ou então eu chamo a minha amiga e a gente prova que não precisa de homem pra matar barata e abrir frasco de geléia!

Já sequestrei dois DVDs da Inge no domingo, quando eu fui na casa dela, e se tudo correr como o imaginado, como o resto do dia, hoje de noite eu assisto um filminho em casa! Eba! Televisão!!!

UWA Sports Fun Day



A Universidade criou no ano passado o Sports Fun Day. É um dia de jogos e atividades mais ou menos esportivas, em que os resultados não são contabilizados e não há prêmios para os vencedores (além de um adesivo que as pessoas colavam na camiseta dizendo 1o, 2o ou 3o colocado). Quer dizer: é o campeonato ideal para mim! E melhor que isso e melhor que qualquer coisa, é totalmente apoiado pela reitoria, ou seja: todos os funcionários são encorajados a participar ao invés de trabalhar! Perfeito!

Eu me inscrevi para qualquer jogo não-coletivo, e acabei sendo selecionada para jogar boliche no Wii. Sim, no dia dos esportes eu joguei videogame. Eu não ganhei, mas me dierti muito com as outras meninas do meu time. Acho que cumpre muito bem a função social e de estimular as pessoas a praticar qualquer tipo de atividade física, mesmo que seja só apertar um botão, como no meu caso.

Depois do almoço, todos os participantes (este ano foram cerca de 750) foram chamados para um alongamento coletivo que terminou sendo a maior palhaçada, e aí vieram os esportes não-tradicionais, que são tradicionais, mas só em festinhas de crianças e festas juninas. Teve corrida de saco, ovo na colher, corrida de pernas amarradas, o "desafio do escritório", que envolvia furar folhas, colocar na pasta e equilibrar a pasta na cabeça e arremesso de mouse. Eu fui a segunda colocada das mulheres no arremesso de mouse, arremessando ele por 8m!

Eu também brinquei de capturar a maçã no balde d'água (fotos), que provou ser bem mais difícil do que parecia - enfiando a cabeça completamente dentro d'água e mordendo a maçã contra a parede do balde eu consegui pegar só 4 maçãs. Minha amiga Annaliese pegou 3 simplesmente escolhendo aquelas que estavam com o cabinho para cima, enquanto o recorde foi para um cara que capturou 12 maçãs nos mesmos 30 segundos, mas eu acho que ele tem superpoderes. Eu participei também de um massacre no cabo-de-guerra. Nosso time, com 5 meninas e 3 japinhas perdeu fenomenalmente para a equipe dos trogloditas da Engenharia. Cada um pesava uns 130kg pelo menos.

Foi super legal, e assim como no ano passado, acho que foi o meu dia preferido de "trabalho".

domingo, 25 de outubro de 2009

Festa e festa!

Sexta feira eu dei a festa para os meus amigos conhecerem o caminho de casa, e foi super legal. Incluiu uma leve dose de stress preparando as coisas, achando que a comida não ia dar (menos da metade da comida foi consumida) e arrumando tudo.

A Annaliese chegou meia hora antes para me ajudar, o que foi ótimo, porque às 7h30 eu ainda não tinha tomado banho e estava preparando as comidas ainda. Ela tomou conta das coisas e às 8 os primeiros convidados chegaram. Foi legal, tinha umas 15-18 pessoas, e mesmo que não tenha dado pra dar muita atenção para cada um, acho que a galera se divertiu.

Os últimos convidados ainda estavam conversando comigo na mesa da cozinha às 6 da manhã, eu morrendo de sono e querendo que eles fossem embora. Acabei optando por dizer que eles podiam ficar lá se quisessem, que a chave do portão estava na mesinha e que eu ia dormir. Tudo bem pra todo mundo, tudo normal.

Acordei uma da tarde e fui para a faculdade regar as plantas da Ana, que está viajando e me deixou encarregada disso. Saí de lá e voltei pra casa lavar os 300 copos e pratos e limpar o vinho que alguém derramou no chão. Aí eu não fiz mais nada e fui dormir às 9 da noite, do jeito que eu gosto!

Domingo fui no almoço de aniversário da Valda, 53 anos, mãe da Annaliese, que foi bem legal também, tinha bastante gente que eu não conhecia, os amigos dela, e tinha piscina e eu peguei um bikini emprestado, o maior bikini do mundo (dei sorte de não ser magra, porque se eu tivesse um kg a menos o bikini simplesmente cairia de mim). Aí todo mundo foi indo embora e eu fiquei pra ajudar a arrumar um pouco as coisas, colocar tudo na máquina de lavar e tal, aí eu fiquei para ver um filme com mais três pessoas que estavam lá e aí tinha outro filme... Enfim, fui embora às 11 da noite, a Valda já estava dormindo, acho.

Isso deve ser bem normal por aqui. Eu gosto desse esquema, de ser tão de casa que você pode abrir a geladeira, de poder tomar banho na casa da pessoa e pronto.

Pena que eu não tenho nenhuma foto desta vez. Simplesmente esqueci, assim como esqueci que eu tinha 60 provas para corrigir neste final de semana. Tudo bem, eu corrijo hoje :(

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Laboratório

No último texto eu fiquei tão empolgada com a casa (de novo) que eu esqueci de falar do meu trabalho! Eu estou montando um experimento novo e precisei pegar 160 vasinhos, forrar cada um com um saco plástico, colocar 1kg de areia em cada (e pesar na balança, claro!) e depois adicionar 20 ml de uma mistureba nutritiva em cada e mais o tratamento de fósforo, que é diferente a cada 7 vasos. Número mágico.

Fiz isso ontem e hoje e amanhã eu espero que esteja tudo bem sequinho para que eu possa misturar a areia dentro de cada vaso com uma colher e depois plantar as minhas mudinhas. Junto com cada muda tem que ir 1g (isso mesmo! UM GRAMA) de pó especial com fungos pras plantas ficarem mais felizes. São micorrizas, fungos do bem. Aí cobrir tudo com contas plásticas e cuidar delas por uns 3 ou 4 meses para, enfim... MATAR TUDO!!! ua-ha-ha (risada diabólica)

Tá dando trabalho, vou falar a verdade. Ainda mais porque finalmente ficou calor e todo esse processo tem que ser feito dentro das estufas. Eu ignoro completamente as regras de segurança que dizem pra usar sapato fechado e calça comprida e vou pra lá de short e chinelo. Hoje eu estava suando tanto que escorria suor dentro do meu olho e aí eu tinha que parar para lavar o rosto.

Nivelando por baixo, acho que será bom para eu ganhar uma cor. E para o doutorado, claro!

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Cozinha e laboratório




Domingo eu passei o dia pintando a cozinha. Ela tinha muitas cores uma por cima da outra e eu não estava contente que a sujeira não saía lavando. Fui na loja, comprei pincel, rolo, bandeja e tinta e preparei tudo para pintar domingo. O único problema é que eu não tenho escada e escada é uma coisa bem cara pra comprar e usar uma vez só, estão testei o equilíbrio da cadeira em cima da mesa de centro (com muito cuidado, tá, mãe!!!) e vi que dava certo. Cobri tudo com fita crepe e pintei das 8 da manhã às 5 da tarde. Aí eu tomei banho, descansei um pouco e depois de tudo seco (tá um calorzão agora), dei a segunda demão só no que tava meio estranho, meio falho.

Quero agradecer publicamente meus pais por terem me ensinado a fazer esse tipo de trabalho doméstico. Eu sabia exatamente o que fazer, o que poderia dar errado e como consertar. Tinha até dois lençóis velhos para cobrir o chão dos respingos. Acho que se eu não soubesse fazer isso eu mesma, simplesmente não seria feito. É como saber usar a furadeira e saber serrar uma tábua. Obrigada, mãe e pai por terem me ensinado essas coisas!

Depois disso eu me senti pronta para convidar o pessoal para ir em casa e fazer uma festinha inaugural. Tá tudo bonitinho e arrumado, exceto pelo canto da sala que ainda tem umas coisas da antiga moradora (a mãe dela vem buscar de pickup no final do mês).

Então, sábado depois da festa eu conto como foi. E coloco fotos do pessoal. Hoje vão só fotos da cozinha, o canto preferido da casa de qualquer um.

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Frenesi de limpeza

Acho que a maioria de vocês sabe que eu costumo dormir muito cedo. E a palavra MUITO tem importância na frase, porque se puder, eu durmo às 9 da noite. Mas ultimamente eu tenho ficado acordada, facilmente e sem bocejar, até as 2 da manhã. Isso porque eu não consigo parar de limpar a casa e arrumar as coisas.

Vocês podem estar se perguntando: que coisas? Já que eu acabei de me mudar e não tenho praticamente nada. Bom, a antiga moradora deixou a maior parte das coisas dela para mim, e anteontem e ontem eu lavei tudo o que estava na casa, porque a julgar pela poeira, ela não usava muito os pratos e xícaras que estavam lá. Eu limpei as janelas também, o que incluiu também cortar a planta trepadeira que está tentando invadir a cozinha e o banheiro. Sim, eu subi na pia e equilibrei metade do corpo pra fora da janela segurando na parede com uma mão e com uma tesoura de poda na outra. Deu certo.

Hoje de manhã eu resolvi arrumar mais ou menos a lavanderia, que estava abarrotada de caixas vazias e produtos de limpeza (inclusive 3 potes começados de Jif e dois Vidrex e muitas outras coisas pela metade, até soda cáustica). Foi bom porque logo depois eu precisei deles!

Arrastei o móvel da lavanderia e quase tive um choque e morri de repulsa! Não vou nem contar porque é nojento no extremo. Enfim, aí não consegui sair de casa pra ir pra faculdade. Fiquei limpando loucamente até conseguir limpar as imagens da minha cabeça. Limpei a banheira também, que era branca, e não bege - como o chão é bege eu juro que achei que a banheira também fosse. Era sujeira encrustrada. Limpei com praticamente todos os produtos de limpeza, e no final, pra terminar com toque especial, eu limpei a banheira com limpa-fogão. Era a coisa mais forte que tinha lá.

Eu fui numa loja comprar mais umas coisas que eu realmente preciso e agora vou voltar para casa para limpar a varanda. Tenho que fazer isso de dia porque não quero que os meus vizinhos me odeiem antes mesmo de me conhecer. Depois disso vai faltar pouco, e aí eu termino no final de semana.

Só depois que eu vi o resultado do meu trabalho é que eu pensei que devia ter tirado umas fotos do "antes" pra fazer o antes e depois. Ah, tudo bem! Eu mando só as fotos do depois.

domingo, 11 de outubro de 2009

Minha linda casinha



Querido diário,

Ontem eu me mudei para o meu apartamento novo, cujo endereço eu já passei por email pra todo mundo (ou assim, eu espero), e a minha casinha é o máximo! Fiquei tão animada ontem que eu nem consegui dormir. O que aconteceu foi mais ou menos assim:

Acordei cedo e arrumei minha mala para a mudança. Fiquei sentadinha na cozinha com tudo empacotado esperando dar umas 10 da manhã pra eu poder ligar pra Annaliese. Aí eu e a Ana lavamos roupa e consertamos a bike (eu ganhei uma bike de um amigo da faculdade grátis!), demos uma voltinha perto do rio para testar se os pneus estavam bons e voltamos pra casa. Aí ela disse que tinha tudo pra fazer strogonoff e cozinhamos juntas.

Quando o Bruno chegou da faculdade (e daí que é domingo? ele e o Danilo trabalham todos os dias!) e nós almoçamos juntos e aí eu saí pra encontrar a Annaliese na casa da mãe dela pra gente ir na casa do pai dela pra buscar as caixas que eu tinha deixado aqui na Austrália, com mais roupas e tranqueiras.

Na casa do pai dela tinha um monte de gente, como de costume, e a gente acabou ficando lá por mais um tempo, conversando e avaliando o jardim e a churrasqueira e forno de pizza novo dele. Só pra aliviar os meus pais, a reforma deles estava rolando quando eu fui lá no Natal. Acho que o pedreiro deles é tão lerdo quanto o nosso...

Pegamos as caixas e seguimos para a cidade, onde fica a minha casa. Como a Sharron ficou doente, ela não terminou de tirar as coisas dela da casa, então tá a maior mistureba de caixas minhas e dela. Eu escrevi meu nome em tudo o que é meu para não confundir, mas como ela vai deixar um monte de coisas dela (móveis e utensílios), eu sei que depois de um ano vou confundir de qualquer forma. Me surpreendeu o fato dela estar limpando a casa pra eu entrar numa casa limpa, e me surpreendeu mais ainda ela dizer que vai pagar a minha primeira semana de aluguel porque ela acha que ficar indo lá pra tirar as coisas dela todo dia vai me encher muito o saco! Incrível! Isso é que é a reviravolta da sorte!

E hoje de manhã eu dei mais uma volta pela casa, olhei alguns detalhes que não tinha visto antes, bons e ruins, e imaginei que pelo jeito da casa acho que eu seria bem amiga dela. A decoração tem tudo a ver e o estilo da casa é bastante simples e espaçoso. Isso sem contar as facas e acessórios de cozinha!

Acho que final de semana que vem eu terei que sair às compras novamente, vou tentar ir em garage sales primeiro, porque não quero ficar falida, mas se não encontrar tudo, irei para a Ikea depois. É tipo uma Etna ou Tok&Stok de preços mais baixos.

Esta noite eu dormi no sleeping usando uma almofada como travesseiro. Não tinha pensado em comprar cobertor...

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Compras!!!

O título "compras"realmente merece todas as exclamações. Desde que eu respirei o spray consumista que estavam liberando no ar lá nos EUA, eu não voltei ao que era antes, e desde aquele dia em que eu entrei na loja e comprei várias maquiagens mesmo que eu não use maquiagem, às vezes eu perco o controle...

Hoje eu saí de casa para ir numa loja de jardinagem e construção tipo o Leroy, chamada Bunnings. Eu já tinha ido lá antes, mas não tinha me empolgado. Acho que a perspectiva de ter um apartamentinho pra eu cuidar me empolgou, e eu comprei umas sementes pra mim. Pra agradecer os casais da casa onde eu morei pelas últimas 3 semanas sem pagar aluguel nem nada, eu comprei umas coisas que eles precisavam também, como tela anti-mosquito, escorredor de talheres e fertilizante para o limoeiro do quintal, que tá sofrendo, coitado.

Aí eu saí de lá e fui no Kmart, que é um Mappim, mais ou menos. Fui porque eu preciso comprar um jogo de lençol (talvez eu até precise de cobertor, mas vou conferir com a menina se ela não vai deixar o dela antes). Comprei, e comprei também um filtro de água e umas comidinhas que estavam em promoção - só tranqueira, claro.

Fazer compras aqui é muito divertido. Mesmo no mercado, em cada corredor tem um monte de coisas diferentes e novas, e mesmo o que é mais caro, como utensílios domésticos, é relativamente barato, como uma panela de fazer arroz por 30 dólares australianos (45 reais).

Como eu estou dando aulas na faculdade, fica totalmente possível comprar umas coisas de vez em quando. Tem que ser assim, porque se bobear, aqui, a conta no banco só aumenta! Ah, problemas, problemas...

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Pinnacles, pinnacles, pinnacles

Quarta-feira eu matei trabalho pra ir nos Pinnacles. É que os pais da minha amiga Inge estavam visitando ela aqui em Perth e iam para lá, então eu peguei uma carona no passeio deles. Eu nem sabia onde ficado, tinha dado uma pesquisada de leve no que era e fui.

Os Pinnacles são como umas estalactities; são formações de pedra que "brotam" do meio da areia e os pesquisadores não sabem se foi uma coisa formada por causa dos ácidos produzidos pelas raízes de uma floresta que não existe mais ou se é a própria floresta fossilizada. Eu achei que ia ter uns 20 ou 50 no máximo, mas quando cheguei lá, eram morros e morros deles. Você anda pelo deserto e chega num outro ponto com vista e vê mais um milhão deles!

A viagem para chegar lá leva umas 3 horas e é meio demorado pra fazer só isso, mas por perto tem também a praia (sim, praia+deserto) e os estromatólitos. Super passeio de cientista, mas tava cheio de turista lá. Acho que qualquer lugar com boa infra-estrutura e uma lojinha de souvenirs no final pode fazer sucesso. Pelo menos por aqui.

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Resumo


Eu tenho feito bastante coisa até agora; semana passada eu visitei um parque com os meus amigos chamado Wireless Park (mas nada de wireless desse jeito de hoje; é porque foi o parque onde foi instalada a primeira rede de transmissão de rádio aqui), e fomos ao Bold Park onde tinha uma orquídea que parecia flor de ervilha e sábado fomos ao Araluen Park, com milhões de tulipas e rosas e magnólias, rododendros, glicínias e outras flores mais. Foi bem legal!

Domingo quis ir à praia, mesmo estando um pouco frio ainda, motivo pelo qual nós ficamos de jeans, camiseta e moletom. Eu tirei um monte de fotos, mas ao chegar em casa descobri que eu trouxe a câmera fotográfica nova e o cabo USB velho para a Austrália, portanto terei que esperar que meus pais me mandem o cabo certo...

Enfim, também saí na sexta tomar um café com uma amiga que ainda não tinha encontrado e fui numa festa de aniversário no sábado de noite, com direito a lasanha de feijão. E o pior é que ficou gostoso!

Hoje eu e a Stephanie fizemos um bolo muito, muito delicioso, e apesar de achar que todo mundo gostaria de um pedaço, eu comi o meu pedaço especialmente para o Fá. É de chocolate, recheado de chocolate e com cobertura de chocolate. A foto é da parte dele que sobrou para amanhã.

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Motorizada!


Hoje eu fiz uma coisa pela primeira vez na vida: comprei um carro! Eu já tive carros antes, mas todos me foram simplesmente entregues pelos meus pais, e eu nunca tinha nem escolhido um modelo nem nada. Fiquei um tempo olhando os sites de carros usados por aqui e falei com todos os meus amigos que têm carro pra saber valor, ano, qualidade e documentação. Descobri que eu posso comprar um carro de AUD$700,00, mas que era melhor não comprar nada por menos de AUD$2500 se eu quiser que ele ligue TODA vez que eu colocar a chave.

Acabei escolhendo um Daewoo Matiz azul brilhante, que é 2002 e fora uns amassadinhos de leve, tá inteiro. Ele é um carro 0.8 com ar-condicionado, mas acho que vai ser legal pra passear por aqui por perto nos finais de semana e pra ir para a praia.

Me disseram que quase ninguém aqui tem seguro fora o obrigatório, mas eu acho que vou fazer mesmo assim, porque vai que eu me confundo com a mão e bato de frente num Aston Martin?! Ou se eu faço que nem um cara que passou na TV que bateu com o carro num cano de gás e ainda por cima perfurou o tanque de gasolina? Aí é melhor ter seguro!

Enfim, tenho um carro, e espero que ele seja realmente confiável. Isso provavelmente significa que eu terei mais coisas pra contar daqui pra frente. Lugares novos, aí vou eu!!!

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Tecnologia





Eu consegui descobrir como é que as fotos que moram dentro do celular podem se mudar para dentro do computador sem nenhum fiozinho e sem ligar para o Felipe! Impressionante!

Agora sim a descrição do Royal Show, que rolou há quase uma semana, pode ser ilustrada.

Viva o Blu-tuti!

Ta aí: galo premiado, montagem dos produtos provenientes da região de Perth, lixo decorado de vaquinha e os homens na competição de cortar lenha; em qualquer ordem.

domingo, 27 de setembro de 2009

Lar, doce lar

Ontem eu fui visitar uma casa pra alugar. É uma menina chamada Sharron (com dois R mesmo), que é amiga do pessoal daqui da casa onde eu estou me hospedando. Os sapos dela pararam de se reproduzir, então ela teve que trancar o doutorado e portanto não tem mais bolsa e não pode mais pagar o aluguel. Aí ela vai aproveitar para ficar de licensa de verdade, na Alemanha, com o namorado!

Enfim, o que importa pra mim é que é uma casinha muito legal, espaçosa e bem iluminada e que já está toda mobiliada com as coisas da Sharron. Cama, armário, fogão, geladeira, sofá... Tudo. E fica super bem localizada, a uns 5 quarteirões das estações de ônibus e trem e mais ou menos perto de restaurantes e barzinhos no centro.

Dá pra ir para a faculdade em uns 15 minutos de bicicleta, pela margem do rio, e tem um quintal enorme que é dividido com outros 3 apartamentos.

Acho que vai ser bem legal morar ali sozinha, com o meu canto do meu jeito! Em duas semanas ela disse que eu poderei mudar, só estou esperando confirmação do dono da casa.

Fogos do Royal Show

sábado, 26 de setembro de 2009

Excellent, fantastic!

A primeira semana de volta na Austrália passou rápido, um pouco de trabalho, um pouco de amigos e à procura de apartamentos para morar. Aí na sexta-feira a minha amiga Anaaliese me convidou para ir com ela no Royal Show no sábado, hoje, e eu fui.

Ainda bem que eu fui! Sabe, às vezes me dá preguiça de sair, sei que se eu for vai ser legal, mas dá trabalho e eu sou essencialmente preguiçosa. Mas eu resolvi fazer um esforço inicial sabendo que a recompensa viria. E que dia ótimo que eu tive.

Fomos nós duas para o Royal Show, que é uma feira de agricultura, cultura, parque de diversão e compras tudo numa coisa só, que acontece uma vez por ano desde 1927, por aí. E os australianos têm essa mania de superlativos, que as coisas não são boas, elas são excelentes, fantásticas, maravilhosas, então eu fui achando que poderia me divertir, mas que muito seria exagero deles.

Não é. Eu vi um milhão de exposições de bichos (filhotinhos e adultos e bichos premiados) de cabra, ovelha, gado, galinhas e afins, aves, pôneis, cachorros e gatos; vi uma exposição de coisas antigas em geral, com direito a me mandar um telégrafo por código morse na hora e conversar com o senhorzinho que trabalhou com isso a vida toda nos correios e no exército, e que foi substituído por equipamentos; vi um campeonato de agility de cachorros, cachorros que arrebanham ovelhas em ação, homens a cavalo arrebanhando gado e depois um monte de cavalos soltos num campo do tamanho de um estádio; vi os doces premiados (bolos, cupcakes, cookies, e muito mais); vi todos os tipos de produtos que cada região do estado produz, em displays muito, muito lindos; vi um milhão de coisas hoje. Vi até competição de raspar lã de ovelha e de cortar troncos com machado, todos os homens brutos e toscos de regatinha :)

E eu comprei umas coisas também. Começou com um chapéu por causa do sol, e aí uns sabonetes porque eram muito cheirosos, e eu comprei uma revista de culinária e depois um molho para marinar carne feito de produtos locais, e aí a minha amiga fez uma assinatura para receber 12 garrafas de vinho; uma a cada 10 dias, pela metade do preço das lojas, e vinhos bons, e eu me empolguei e assinei também! Mas como eu não tenho endereço mandei entregar na casa dela! Hahaha! Frenesi total! Isso sem contar as comidas de quermesse que tinham por lá e todas as amostras grátis de tudo o que ganhamos. Foi demais! E eu também brinquei de jogar dardos para ganhar bichinho de pelúcia, e eu consegui a façanha de arrebentar 6 balões com 5 dardos! Ganhei um Scooby.

Chegamos às 11h30 da manhã e o show terminou às 20h30 com fogos de artifício. De verdade, nem no Rio os fogos são tão bonitos. É tudo de cor, e não de barulho, e eles são perfeitamente coordenados entre si e com a trilha sonora que rola nos auto-falantes desse estádio onde os homens andavam a cavalo. Sem brincadeira, deve ter durado uns 20 minutos direto, porque tocaram umas 8 músicas pelo menos, e músicas conhecidas que eu ficava cantarolando também. Eu não sabia se olhava, se tirava foto com o celular, se tentava ficar de boca fechada ou se me matava de rir! Foi MUITO legal. Foi MUITO bonito.

Além de tudo ter sido divertido, eu estar em boa companhia e o dia estar bom, finalmente sem chuva, acho que eu adorei fazer algo australiano de verdade. Me deu vontade de estar aqui para o Australia Day, que é em Janeiro, e eu perdi este de 2009, mas vou pegar o de 2010. Este lugar tem coisas realmente contagiantes. E para a próxima vez acho que eu terei menos preguiça de sair da cama!

Fotos seguirão quando eu conseguir fazer o celular se entender com o computador.

Ai, acho que eu nem vou conseguir dormir de tão empolgada que eu ainda estou!

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Saldo final

Uma hora eu saí do computador e resolvi ir tomar café. Encontrei o alemão na cozinha preparando um monte de coisas, porque era aniversário da mulher dele também. Isso que é sorte! Entrei de carona na celebração do aniversário dela (que fez 29 anos), e além de toda a formalidade alemã característica, como discurso e tudo, teve bolo de aniversário, chocolate, champanhe e velas e um monte de presentes. Tá, todos os presentes eram para ela, mas foi legal o desembrulhar de pacotes de qualquer forma.
Na faculdade alguns amigos se lembraram também, e eu tinha planos de convidar umas pessoas pra jantar fora, ou ir a um bar, mas não aguentei e dormi às 19h45.
Tudo bem, eu posso sair no final de semana!

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Feliz aniversário!!!


Em casa eu costumava ser acordada com café na cama, presentes e a família cantando parabéns. Hoje eu fui acordada às 4h30 da madrugada. Que delícia! Ao fazer 26 anos os possums do forro do meu quarto estão arranhando as unhas em ritmo de parabéns. Como esse aí da foto, mas provavelmente mais gordo.

Mas pára de reclamar, né, Mariana! Meu plano para esta quarta-feira não é nada mau: vou tomar café com as pessoas que estão me abrigando aqui em Perth: Ana, Bruno (brasileiros da Unicamp) e Stephanie e Danilo (alemães), depois vou andar até a faculdade, o que demora uns 2 minutos, já que a casa deles é tipo uma moradia estudantil, só que boa; e na hora do almoço eu vou nadar e depois de trabalhar devo sair com os meus amigos.

Mas o melhor de tudo é que depois do aniversário a gente sai do inferno astral, o que provavelmente indica que a nuvem preta que tava me seguindo vai se dissipar. E aí, de presente de aniversário eu terei a sorte de achar um lugar bem legal pra morar, que não acabe totalmente com a minha grana, e que eu possa ficar até a hora de ir embora de vez. Tomara!

Blergh! Eu tenho um blog.

Porque eu achei que ficar enchendo a caixa de mensagem de cada um de vocês era muito chato. Assim quem quiser saber o que eu tenho feito ou as últimas novidades e mini-fotos, é só entrar aqui.
Credo! Nunca achei que eu teria um blog...

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