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Ontem foi a terceira festa de Natal das 5 que eu participarei este ano. O lance aqui é levado a sério, e começa já no começo de Dezembro. Acho que dá na mesma que no Brasil, só que ao invés de ter festas de fim de ano na empresa e na faculdade, tem festas de natal, com decoração e comidas temáticas...
Então, as fotos são da festinha, que rolou no gramado ao lado da faculdade, a partir das 16h30, mais ou menos quando eu tirei a foto. Tinha várias famílias, um pula-pula e gente pintando o rosto das crianças (e não tão crianças, como a Yiming aí na foto). Como de costume, o arroz de festa aqui foi a primeira pessoa a chega e uma das últimas a ir embora. Na verdade, a festa se dissipou e tudo foi desmontado e eu e mais 6 amigos (3 amigos e 3 pessoas recém-conhecidas) fomos para a beira do rio continuar a festa. A Annaliese e o Lalith sequestraram champagne que sobrou da festa, e um cara conseguiu copinhos plásticos no laboratório.
Eu já tinha parado de beber fazia tempo, preocupada com como eu ia voltar para casa, mas como a festa começou super cedo, às 9 e meia da noite tinha muita gente estragada, e isso incluía a minha amiga, que acabou passando mal e eu tive que levar ela embora. Ah! Peguei a chave do carro dela (que, por sinal, é muito melhor que o meu!) e dirigi até a casa da mãe dela. Eu podia ter levado ela pra minha casa, mas provavelmente não ia ser legal ela passar mal lá...
Só que eu contava com dormir por lá mesmo, afinal, depois de entregar ela pra Valda(que nem resmungou nem nada, ela deu risada e disse: novidade, hein, filha?!), ela agradeceu e fechou a porta, e eu fiquei meio sem jeito de bater de novo e me convidar pra ficar, então eu virei e saí andando. Eram umas 10 e meia da noite.
Tá, aqui, depois das seis e meia fica muito difícil, senão impossível pegar ônibus fora do centro da cidade, e eu podia ligar pro taxi, mas ela mora meio perto da estação de trem e eu decidi pegar o trem. Perto de carro, né, Mariana! Andei uns 35 minutos até chegar na estação, com frio e sentindo que se eu tinha tido o trabalho até então, era melhor continuar com a idéia e não arregar e pedir o taxi. Foi tranquilo, deu tudo certo e tava cheio de guarda (tipo amarelinho, não polícia mesmo) me dando boa noite. Acho que é raro eles verem gente na rua sem estar tropeçando, e eu me senti super segura no caminho pra estação e da estação até em casa. Foi bom descobrir que é possível fazer isso sozinha, embora eu não tenha a intenção de repetir a dose.
Hoje a Annaliese não veio pra faculdade. O Louie e o Lalith, que são melhores amigos entre si e brigaram ontem porque o Louie (1,90m, uns 90kg) jogou o Lalith (1,65m, 60kg) no rio. O Lalith também perdeu o sapato e um outro cara que tava lá, Lucas, perdeu a carteira. Hoje eu encontrei os três juntos, amigos de novo e felizes por terem encontrado tudo.
Eu conversei mais com uma menina chamada Veronik, colombiana-francesa, da faculdade de Economia Ambiental, e um cara chamado James da mesma faculdade. Eles ficaram surpresos da festa ter ido tão longe para o pessoal da Botânica, e meio chateados por eles próprios não serem tão empolgados. Eu, na verdade, fiquei contente por ter mais gente sóbria ali, porque seria muito chato esperar a Annaliese ficar bem e parar de dar estrelas no gramado pra levar ela pra casa.
Foi legal. Mas honestamente espero que a galera não beba nem a metade na festa 4, que será na véspera na minha casa.




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