Ontem foi o dia da limpeza dos dois laboratórios de ecofisiologia. Era pra ter uma limpeza por ano, pra jogar coisa fora e efetivamente limpar a sala (porque não temos faxineira aqui); só que eu imagino que faz uns 10 anos que isso não acontece. Com certeza, pelo menos nos últimos 3 não aconteceu.
Então os alunos, o técnico e um professor (o Erik) invadiram o laboratório pra tirar tudo das prateleiras, olhar se era importante ou não e decidir ou jogar fora ou etiquetar e guardar. Dentre as toneladas de coisas que descartamos, as mais chocantes foram dois diários do ano 2000; amostras (muitas amostras) coletadas por um aluno que iniciou o doutorado em 2001; e pedaços de madeira quebrada (que encheram um carrinho de supermercado até transbordar).
Fora isso, claro, o normal, tipo embalagem da tesoura na gaveta, mesmo que não tenha tesoura lá; e pilhas e mais pilhas de pedaços de equipamentos quebrados.
Agora falta todos os professores se juntarem para olhar os equipamentos antigos. Tem muita coisa muito velha e que nem pode ser consertada, ou simplesmente que não será usada por não ser mais relevante. Quero ver o quanto isso vai demorar para acontecer...
Fora isso, os aventais, que eu levei para casa (são 13 aventais de laboratório); todos imundos e com a parte de dentro da gola até meio amarelada. Eca! Botei tudo na máquina de lavar (em dois lotes) mas o encardido de terra não saiu, então, como eu não tenho tanque em casa e portanto não seria possível esfregar nada, hoje eu vou comprar o vanish white super poder O2 pra deixar tudo de molho na banheira e lavar de novo depois.
Rezem pelo branco branquinho por mim!
quinta-feira, 28 de outubro de 2010
segunda-feira, 25 de outubro de 2010
Amor
Inspirado nos comentários que eu recebi pela última postagem, o que eu tenho a dizer é que amor é o que eu mais tenho e o que eu mais quero dar na vida.
Depois da viagem, terrível, sozinha e entediada, depois de ter passado mal e possivelmente desmaiado no banheiro do avião enquanto eu tinha calafrios e suava ao mesmo tempo; depois de tudo isso eu cheguei no aeroporto e o Troy estava lá me esperando, sorrindo.
Em casa, um aquário novo, lindo, cheio de peixes brincando uns com os outros, que o Troy montou pra mim enquanto eu estava fora, minha casa com tudo arrumado pela Letícia e o Danilo, que ficaram lá por três semanas, pagando o meu aluguel, e o Malcolm também ajudando a deixar as plantas lá debaixo do jardim contentes.
No domingo eu fui trabalhar com a Gail na feira e as pessoas que trabalham nas barracas ao lado, o Paul que vende chá e a Linda que vende ovos, queriam saber da viagem, saber como eu estava. Até o cara que fica lá longe e vende hot-dogs me deu boas-vindas novamente!
Mais tarde fui na casa da Parwinder e a Nadia estava lá também, assim como o Chris e a Kat, e eu me senti em casa, à vontade, super bem pintando as mãos das meninas com henna para o Karva Chaut (festa indiana, uma vez por ano), pela terceira vez.
Hoje, na faculdade, encontrei as secretárias fofocando juntas e abracei cada uma, coisa que não é muito normal aqui no mundo australiano; e foi muito bom encontrar os outros amigos e ver todo mundo sorrir. Claro que tem uma ou outra pessoa que eu preferiria ter passado batido, não ter cruzado no corredor, mas isso é realmente exceção ao enorme grupo de pessoas queridas.
Então eu estou em casa, seja em Campinas, São Paulo ou Perth. Eu entendo melhor agora a expressão que "home is where the heart is". Meu coração está em toda parte!
Fim da novela melosa :) Vou voltar ao meu trabalho de ler manual do Phmetro!
Um beijão pra todo mundo!
Depois da viagem, terrível, sozinha e entediada, depois de ter passado mal e possivelmente desmaiado no banheiro do avião enquanto eu tinha calafrios e suava ao mesmo tempo; depois de tudo isso eu cheguei no aeroporto e o Troy estava lá me esperando, sorrindo.
Em casa, um aquário novo, lindo, cheio de peixes brincando uns com os outros, que o Troy montou pra mim enquanto eu estava fora, minha casa com tudo arrumado pela Letícia e o Danilo, que ficaram lá por três semanas, pagando o meu aluguel, e o Malcolm também ajudando a deixar as plantas lá debaixo do jardim contentes.
No domingo eu fui trabalhar com a Gail na feira e as pessoas que trabalham nas barracas ao lado, o Paul que vende chá e a Linda que vende ovos, queriam saber da viagem, saber como eu estava. Até o cara que fica lá longe e vende hot-dogs me deu boas-vindas novamente!
Mais tarde fui na casa da Parwinder e a Nadia estava lá também, assim como o Chris e a Kat, e eu me senti em casa, à vontade, super bem pintando as mãos das meninas com henna para o Karva Chaut (festa indiana, uma vez por ano), pela terceira vez.
Hoje, na faculdade, encontrei as secretárias fofocando juntas e abracei cada uma, coisa que não é muito normal aqui no mundo australiano; e foi muito bom encontrar os outros amigos e ver todo mundo sorrir. Claro que tem uma ou outra pessoa que eu preferiria ter passado batido, não ter cruzado no corredor, mas isso é realmente exceção ao enorme grupo de pessoas queridas.
Então eu estou em casa, seja em Campinas, São Paulo ou Perth. Eu entendo melhor agora a expressão que "home is where the heart is". Meu coração está em toda parte!
Fim da novela melosa :) Vou voltar ao meu trabalho de ler manual do Phmetro!
Um beijão pra todo mundo!
quarta-feira, 20 de outubro de 2010
São Paulo-Perth
Hoje é o dia de terminar de empacotar tudo para voltar para Perth. Acho que eu já mencionei isso antes, mas eu não digo que vou pra lugar nenhum, eu estou sempre voltando. Volto para São Paulo e volto para Perth. Os dois lugares são igualmente meus.
Eu já tinha empacotado tudo nas duas malas antes (limite de duas de 23kg cada); mas tinha ficado um tanto de coisas para fora. Hoje eu abri tudo de novo e, como diz a Martina, fiz um origami das minhas coisas para caber. Meu pai (especialista em "carregar" os porta-malas) ficaria orgulhoso de ver que eu botei uma meia enroladinha em cada vão de cada sapato de salto alto...
Tá, deu ligeiramente mais de 23 kg em cada. Uma tem 23.800 e a outra tem 24.500. Vou tentar a técnica do olhar de cachorrinho para a moça do check-in; se não der, eu abro a mala na frente dela e escolho algumas coisas para serem retiradas. Vai ser uma escolha difícil!
Depois de tudo empacotado, parece que eu tenho muito pouco. Fiquei pensando nisso; será que a minha vida brasileira cabe em duas malas mais a mala de mão? Não coube. Além do óbvio, que são as pessoas que eu (infelizmente) não posso levar comigo, fiquei rodando a casa e vendo todas as outras coisas minhas que eu terei que deixar aqui, como as quinquilharias e decorações e origamis de passarinho e peixinho que eu fiz ou ganhei ou recortei de revistas ao longo do tempo; as minhas pastas de artes e pseudo-artes; os meus livros bonitos, daqueles que só têm figuras (do Monet, Van Gogh, Impressionistas, National Geographic, além de muitos, muitos mais, e também dos livros de literatura, mesmo.
Ficam para trás os meus brinquedos de criança, bichos de pelúcia (que eu estou guardando desde os 5 anos de idade para os filhos que eu terei), cartinhas das amigas e cartões de natal e aniversário. E mais, muito mais quinquilharias. Todas essenciais.
Acho bom, no final das contas. Acho bom que eu tenha coisas minhas aqui para olhar e pegar toda vez que eu vier visitar, e também porque essa casa aqui também é a minha casa e nada mais natural do que ter um monte de coisas minhas nela.
2h30 da madrugada sai o meu avião. Adiante com as 30 horas de cadeira! Pelo menos não temos mais que viajar por meses em um barco :) Nivelar por baixo, sempre!
Eu já tinha empacotado tudo nas duas malas antes (limite de duas de 23kg cada); mas tinha ficado um tanto de coisas para fora. Hoje eu abri tudo de novo e, como diz a Martina, fiz um origami das minhas coisas para caber. Meu pai (especialista em "carregar" os porta-malas) ficaria orgulhoso de ver que eu botei uma meia enroladinha em cada vão de cada sapato de salto alto...
Tá, deu ligeiramente mais de 23 kg em cada. Uma tem 23.800 e a outra tem 24.500. Vou tentar a técnica do olhar de cachorrinho para a moça do check-in; se não der, eu abro a mala na frente dela e escolho algumas coisas para serem retiradas. Vai ser uma escolha difícil!
Depois de tudo empacotado, parece que eu tenho muito pouco. Fiquei pensando nisso; será que a minha vida brasileira cabe em duas malas mais a mala de mão? Não coube. Além do óbvio, que são as pessoas que eu (infelizmente) não posso levar comigo, fiquei rodando a casa e vendo todas as outras coisas minhas que eu terei que deixar aqui, como as quinquilharias e decorações e origamis de passarinho e peixinho que eu fiz ou ganhei ou recortei de revistas ao longo do tempo; as minhas pastas de artes e pseudo-artes; os meus livros bonitos, daqueles que só têm figuras (do Monet, Van Gogh, Impressionistas, National Geographic, além de muitos, muitos mais, e também dos livros de literatura, mesmo.
Ficam para trás os meus brinquedos de criança, bichos de pelúcia (que eu estou guardando desde os 5 anos de idade para os filhos que eu terei), cartinhas das amigas e cartões de natal e aniversário. E mais, muito mais quinquilharias. Todas essenciais.
Acho bom, no final das contas. Acho bom que eu tenha coisas minhas aqui para olhar e pegar toda vez que eu vier visitar, e também porque essa casa aqui também é a minha casa e nada mais natural do que ter um monte de coisas minhas nela.
2h30 da madrugada sai o meu avião. Adiante com as 30 horas de cadeira! Pelo menos não temos mais que viajar por meses em um barco :) Nivelar por baixo, sempre!
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