Depois de tanto tempo colocando mensagens práticas no blog, com fotos da casa e do trabalho, chegou a hora de um daqueles textos de antes, que são uma foto super exposta do que derrama da minha cabeça.
Outro dia eu acordei pensando na sensação que um vitral colorido tem na pele, quando o sol atravessa as cores diferentes, e cada cor tem a sua temperatura. Não que eu frequente nenhum lugar com vitrais assim. Sensações de experiências não experimentadas. Ou talvez a memória falhe mas a sensação perdure.
E, por causa de um livro que eu li, ficou também uma mensagem muito forte na minha cabeça - o resumo mais resumido da vida: eu sou a segunda. A segunda filha do sexto filho com a terceira filha. Pode ser completa loucura minha e que não faça sentido para mais ninguém (e se for o caso, melhor parar de ler aqui), mas para mim, acho que é o que mais define quem eu sou. E, estranhamente, eu gosto de ser a segunda. Eu também fui a segunda na minha opção de carreira, a segunda no colegial, número 2 no time de basquete e, bem recentemente, no time de futebol.
Por que é que no mundo todo mundo tem que lutar para ser número 1? Eu quero ser o número 2. Sidekick. Robin. Quando eu entro numa sala, não quero que todos olhem para mim. Quero que todos olhem para a pessoa que entra na sala comigo...