segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Final de semana musical


Sábado eu estava em casa totalmente à toa, os programas na TV aqui são iguais ou piores que no Brasil, eu percebi que o chale que eu estava fazendo de crochê não vai nunca virar um chale da forma que eu estava fazendo ele (e toca desmanchar tudo) e aí logo antes de dar o pirepaque resolvi sair de casa.
Fui dar uma volta, arejar a cabeça, e fui pelo caminho mais longo, não porque eu goste mais dele, mas é o caminha que não passa na frente das lojas de comida, que nessas horas de nervoso são perigosas. Acabei dando numa praça e tinha um grupo tocando jazz (esse aí do vídeo abaixo). Fiquei super contente, ainda mais porque não tinha quase ninguém assistindo e eu fiquei imaginando que eles estavam ali tocando só para mim. Um dia eu ainda realizo o meu sonho de ser a única pessoa no cinema. É só se esforçar para ver filmes estranhos em horários improváveis que um dia calha de não ter mais ninguém na sala... OK, voltando ao assunto, fiquei vendo a banda por um tempo e depois voltei para casa mais contente.
No domingo tinha um evento perto de casa (eu achei que fosse, pelo menos!) chamado Cappuccino Festival, e eu saí sem olhar o endereço, andando. Meia hora depois ainda não tinha chegado lá e nem tinha ninguém para perguntar na rua... Depois de rodear o bairro por um tempo achei o festival, que também estava muito legal, mas o mais legal foi ter descoberto o bairro equivalente da vila Madalena aqui. E se eu tivesse andado em linha reta nem seria tão longe, um pouquinho menos de 2km. Um lugar a mais para explorar.
Nesse festival tinha também uma banda (foto acima), e eu me lembrei instantaneamente do Rika, porque os integrantes da banda deviam ter uns 12-14 anos, e tocavam SUPER bem. De verdade, tocavam muito bem mesmo. Aí fiquei pensando no Luquito, baterista!
Agora eu tenho que trabalhar. Estou enrolando um pouco para engrenar, porque fui ao cinema ontem ver "Che", e fiquei meio pensativa. Qualquer motivo é bom para enrolar no trabalho, né?

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Foto da festa


Só pra constar, uma foto da festa de final de ano dos pós-graduandos da UWA (tinha que ir chique...). As duas comigo são a Sara e a Nadia, nessa ordem. A Nadia também é da botânica, e as duas são italianas. A festa foi bem legal, pena que não tem muitas fotos...

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Texto infinito

Hoje eu pensei bastante. Até estou com dor de cabeça para provar isso, não que ninguém tenha como confirmar a dor de cabeça, nem que seja necessariamente causa e consequência, mas enfim...

De manhã fui pegar um jogo de panelas que me prometeram, e foi bom, porque elas estão em melhor estado do que as que eu vinha usando até agora. Infelizmente não tinha nenhuma frigideira pequena, mas tudo bem, eu posso continuar fritando um ovo na frigideira em que cabem 10 ovos. Muquiranice é um estilo de vida que eu adotei há algum tempo, não porque eu queira guardar o meu dinheiro numa caixa debaixo da cama para sempre, mas porque não vejo muito sentido em gastar dinheiro numa coisa supérflua que não vai facilitar a minha vida ou me deixar mais contente. Tá, já estou perdendo o rumo da conversa.

Depois de pegar as panelas, vim para a faculdade e li dois artigos; isso antes do intervalo do café. É um feito em tanto, porque é realmente muito difícil se concentrar em ler a mesma coisa escrita por trezentas pessoas diferentes. Acho que uma parte interessante, para mim, é tentar ver sob a perspectiva histórica. Agora tenho lido vários artigos dos anos 70 e 80, e eu fico pensando nos pesquisadores escrevendo as idéias deles em papel ao invés do computador. Eu me divirto bastante com isso. Eles liam as revistas científicas em papel e mandavam cartas para os demais pesquisadores. Quem sabe passavam um fax, se o departamento fosse rico... Os trabalhos eram mais de reflexão do que de análises malucas, embora alguns autores tenham criado fórmulas esdrúxulas só para serem diferentes.

No café o Matt levou flapjacks (aveia, manteiga e açúcar em forma de barra de cereal) e gingerbread (bolo de temperos variados) para a despedida do Ravi, que está voltando para a Índia. O Matt é um cara de uns 35 anos, casado e com dois filhos, que é super legal e engraçado e tranquilo e adora fazer bolos. É uma coisa rara, acho. A esposa dele reclama porque ele faz ela engordar, mas eu acho legal, que a gente fica conversando praticamente diariamente sobre receitas e ingredientes especiais. Ele me prometeu um bolo de natal que é feito com um mês de antecedência. Espero que ele se lembre, está mais ou menos na hora de começar :)

Aí teve uma palestra muito legal sobre seleção de variedades de plantas ao longo dos últimos 10mil anos. Basicamente, sobre como os homens caçadores-coletores mudaram para agricultores. Muito, mas muito interessante. Aí meio que eu passei o resto do dia com isso na cabeça, tentando trabalhar com as minhas coisas, mas pensando nisso ao mesmo tempo, o que não ajudou muito. Ao invés de pensar nos pesquisadores dos anos 70 eu fiquei pensando nos homens e mulheres do passado mais distante, escolhendo milho e plantando, discutindo de noite, no jantar, se eles continuariam migrando e procurando comida ou se ficariam ali para plantar dessa vez. Sei lá, alguém tem que ter tomado a decisão e falado para os outros, e eu tenho praticamente certeza que eles fizeram isso durante o jantar. Se bem que eles deviam jantar mais cedo para aproveitar melhor a luz do dia...

Aí eles ficaram, plantaram e tiveram mais comida a cada ano. Passaram a andar menos, a cultivar animais também, que passaram a fazer boa parte do trabalho físico. Aí as pessoas tinham mais pra comer e menos trabalho braçal, e resolveram pensar e fazer artesanato. E aí foi indo até que chega o dia em que eu passo o dia pensando sobre eles. E decidida a pensar e comer menos e me exercitar mais.

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Finalmente sexta!




Esta semana demorou para passar! Tive que enrolar muuuuuito para os dias mudarem, mas finalmente chegou sexta-feira. O restaurante hippie na segunda foi legal, era no estilo sopão, que você pega um prato, entra na fila e pega a comida de panelas gigantescas. Mas como era comida estilo indiano (e era não só vegetariano, mas vegan e sem gluten também!), estava bem gostoso, com temperos diferentes. Tinha uns sofás onde você senta e conversa com os hippies ou demais pessoas que aparecem lá para comer. Se quiser dar uma grana pra eles, tudo bem. Se não, tudo bem também.

Pra manter o tema, estou mandando duas fotos de um carro provavelmente de um hippie que está sempre estacionado aqui na faculdade. O parachoque diz: "você não está alucinando!". E uma foto do meu experimento, a minha fazendinha de Viminaria. Sete morreram, infelizmente, e quero pedir para que cada um reze pela vida das outras 143 plantas. Eu preciso dessas réplicas.

domingo, 15 de novembro de 2009

Mensagens/update da semana

Tem algumas pessoas que me disseram que não conseguem deixar comentários neste blog. Eu procurei aqui nas configurações e mudei alguma coisa, então agora qualquer um pode escrever um comentário, mesmo sem ser cadastrado. Iêba!

Esta semana passou bem rápido e foi bem legal também, acho que uma coisa deve estar relacionada com a outra.

Quinta-feira eu fui jantar na casa do Jason, que é amigo de uns amigos, e tinha 7 pessoas ao todo lá, e pelo o que eu entendi, ele sempre cozinha para a galera simplesmente porque gosta. Ele já tinha começado a preparar o curry de frango quando uma menina disse que ia comer só arroz porque estava com gastrite e os temperos fortes fariam mal para ela. Ele disse que não, imagina, e começou a preparar um macarrão para ela (totalmente ignorando que tomate é super ácido, mas tudo bem, porque ela não reclamou também). Aí uns dez minutos depois uma outra menina pergunta se ia dar muito trabalho fazer alguma coisa vegetariana para ela! Imagina, só avisou depois que ele começou a cozinhar! Eu teria ficado muito puta da vida, mas o cara levou numa boa, e o mais impressionante foi que tudo ficou pronto ao mesmo tempo! Sei lá, no mínimo deveriam ter avisado antes, e se fosse comigo acho que essas pessoas não seriam convidadas de novo tão cedo!

Depois do jantar o pessoal resolveu ir a um bar para tomar drinques coloridos, mas eu achei o lugar meio estranho, muito escuro e com gente descolada demais para o meu gosto. Mas eu tinha que esperar para ir embora com o resto do pessoal, porque estava de carona. Acabei por reconhecer um ator de uma peça que eu tinha assistido na semana antes, mas fiquei com vergonha de puxar papo, porque o meu papo normalmente acaba em 3 minutos e aí eu começo a falar de plantas, normalmente...

Aí na sexta-feira eu fiquei em casa amargurando um pouco o fato de que eu não ia no show do Pearl Jam. É que um amigo meu tinha comprado dois ingressos para ele, mas aí apareceu a festa de formatura de alguém e ele não ia mais poder ir ao show, só que eu não arranjei ninguém para ir comigo!!! Entre as justificativas mais comuns estavam preço e o fato de ser muito em cima da hora, mas teve uma menina que disse que não conhecia esse cantor (!). Como o dono dos ingressos disse que era mais fácil vender dois do que um só, eu fiquei sem nenhum. Aí tava em casa, com a TV ligada, e de repente eu ouço um som bem alto, como se estivesse ao lado de casa! E estava! O show era a uns 3 quarteirões de casa, e apesar de eu não ter visto o Eddie Vader, eu ouvi tudo perfeitamente, e foi o set list dos sonhos! Maravilhoso! Fui dormir super contente...

No sábado eu fui na casa do pai/madrasta da Annaliese porque eles construíram um forno de pizza novo no quintal e queriam inaugurar e ao mesmo tempo comemorar o fato dela ter ganho uma bolsa de pós-doc internacional, mesmo sem ter terminado o doutorado. É, financiamento de pesquisa aqui é ligeiramente mais fácil que no Brasil. Foi pizza na hora do almoço e foi bem legal. O pai dela está reformando todo o quintal, e como a maioria das pessoas aqui, ele faz a maior parte do serviço ele próprio, e como eu apareci lá e como eu tenho dois braços, ele me botou para passar tábuas para ele montar o telhadinho do gazebo. Me senti útil, e não só almoçando grátis.

Domingo (ontem) eu fui convidada para um churrasco na beira do rio. Era um churrasco da menina vegetariana de quinta-feira e o namorado dela, que estão indo para Sydney passar quatro meses lá e queriam se despedir do pessoal. Mesmo tendo conhecido eles muito recentemente, eu fui. A maioria das pessoas lá era francesa e o pessoal ficava conversando em francês, o que foi bem menos incômodo do que pode parecer. O lugar era bem bonito, de frente à marina, e as pessoas, simpáticas. A maioria era geofísico, amigos do Adam, gente que procura petróleo, mas tinha uma ou outra pessoa com quem eu consegui conversar! Um pequeno grupo de pessoas costuma mergulhar, e eu fiquei empolgada com a idéia de ter companhia para ir mergulhar aqui por perto. Usar a minha carteirinha que eu tirei e nunca mais usei...

Acho que é isso. Hoje eu vou num restaurante hippie em que eles cozinham a comida orgânica (e vegetariana, naturalmente) que eles próprios plantam e cada um paga o quanto acha justo. Espero que seja não só interessante, mas gostoso também!

Depois eu conto como foi.

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Espremendo o cérebro

Dá pra perceber que tem alguma coisa errada quando eu guardo a garrafa de água gelada junto com os copos no armário. Quando os pensamentos de compras de mercado se confundem com citações de estruturas botânicas e nomes de pesquisadores... Lista de compras? leite, ovos, cenoura, Lamont, frutas e McKendrick. Peraí, McKendrick não tem no supermercado!!!

Aviso aos não-pesquisadores que lêem este blog: isso é razoavelmente normal para quem faz doutorado. Pelo menos é normal para mim e mais uma pessoa, né, Carolzinha? Eu tenho a impressão de que se eu cortar a minha barriga vai vazar um monte de palavras misturadas, mas todas em Times New Roman 12 com espaçamento 1,5. Talvez vaze uma ou outra figura ruim também, ou tabelas incompreensíveis.

Boa notícia: ontem eu fiquei parte do dia em casa para o Troy ir lá consertar umas coisas para mim. Foi legal ele se oferecer para fazer isso, apesar de ter sido só isso mesmo. Ele trocou uma fechadura que não fechava, lixou a porta de entrada, que devia ter umas 28 camadas de tinta, colocou portas em um armarinho que estava com as fechaduras totalmente enferrujadas e demais bobeirinhas. O tipo de coisa que normalmente locatários não fazem, e por isso casas alugadas são diferentes de casas próprias. Mesmo que eu não vá ficar aqui a vida toda, acho que essa atitude de cuidar do lugar me faz sentir mais em casa. Afinal, colocar uma fechadura na janela custa só o preço da fechadura nova, e não ter um barbante amarrando a janela fechada melhora, sim, o meu dia.

É isso. Agora vou nadar pra ver se eu expulso os pensamentos científicos da minha cabeça e chego em casa tranquila.

domingo, 8 de novembro de 2009

Nove de Novembro

Tenho visto mais TV e limpado menos a casa, apesar de não ter largado o vício completamente... No final de semana fez bastante sol. No sábado eu marquei de encontrar meus amigos na feira para a gente fazer compras juntos, e de noite eu fui jantar com meus amigos num restaurante indiano e depois fui a um show/apresentação de coisas variadas. O tema era Noir, mas foi mesmo uma coleção maluca de apresentações de teatro, dança, música e tinha também uma contorcionista. Contorcionismo continua sendo a minha profissão dos sonhos de criança, bem mais que astronauta ou bombeiro, certeza!

Domingo eu dei uma volta pela cidade, e tinha me esquecido um pouco como é bom passear à pé. Eu descobri uma feirinha de tranqueiras na praça e visitei a galeria de arte no caminho da loja que eu estava indo, e na volta, comi numa barraquinha de comida Salvadoreña. É legal e estranho que aqui tenha mais coisa sulamericana que no Brasil. Acho que porque aqui tudo é muito diferente, e no Brasil, um bolinho de milho com frango seria só um bolinho de milho com frango.

Eu queria ir à praia no final de semana, mas depois de voltar para casa eu deitei no sofá e acabei só mofando. Vou convidar meus amigos para irem comigo, assim eu não poderei desistir na última hora.

Arranjei uma raquete de tênis grátis também. Só preciso colocar um grip novo e arranjar outra pessoa que saiba jogar...

Ah, melhor eu trabalhar um pouco agora. Ler artigos e mais artigos, todos escritos pelo mesmo cara e com uma variação mínima no conteúdo. Nessas horas eu penso que seria melhor ficar trocando solução de plantas, mas logo eu percebo que loucura que é dizer isso! Trocar solução de plantas diariamente por duas horas não era legal, não, e eu prefiro, sim, ficar sentada no escritório com ar condicionado e internet lendo 6 artigos por dia, e escrevendo pedacinhos da minha tese. Mesmo! (Ou eu posso repetir que isso é super legal até eu acreditar...)

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Uma TV, uma escada, duas meninas


A foto mostra eu e a TV sentadas no chão de casa. Ela é desse tamanho. Só quero dizer que a TV é bem mais pesada do que ela parece. Ainda mais depois dos primeiros 15 degraus, quando você chega na metade da escada e pensa que tanto faz agora, subir ou descer dá o mesmo trabalho, só que a minha cara estava roxa, todos os meus músculos nos braços já estavam arrebentados e os meus dedos ficavam suando e eu não conseguia mais nem segurar direito a TV.

Devia ter esperado uns homens para ajudar, ou pelo menos arranjado um daqueles carrinhos de entrega para facilitar, mas no fim deu certo. E funcionou e a imagem é boa e tá tudo bom.

Só que a TV nunca mais vai sair do lugar onde ela está. Agora ela faz parte da casa, e eventualmente, se eu me mudar, ela fica.

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Quarta-feira ensolarada

Hoje eu acordei contente porque era o dia que eu combinei de ir buscar uma TV grátis. Sem ter que comprar um carro, nem nada. É assim: tem um site chamado Freecycle, onde as pessoas anunciam aquelas coisas que elas não querem mais, e se você quiser, manda um email pra pessoa e vai buscar na casa dela. Tem de tudo, principalmente lixo, mas de ez em quando vale a pena.

Uma mulher chamada Alison anunciou uma TV Sharp grande de modelo antigo e o móvel pra ela. Como a TV que já estava na casa que eu aluguei não está muito confiável e de vez em quando cheira queimado, eu resolvi responder ao anúncio e ir buscar a tal TV. A casa da mulher era meio longe, mas achei que valeria a pena.

Acordei hoje, como já disse, contente, tomei café da manhã e fui ligar o carro. Sem bateria. Claro que por culpa minha, que deixei o farol aceso a noite toda... Então, como eu não tinha como ligar para o meu pai ou, liguei para o seguro e passei os dados. O rapaz ao telefone foi especialmente simpático, diferente da maioria das pessoas que trabalham atendendo telefonemas com problemas o dia todo. Enfim, em meia hora chegou o carro amarelo da RAC, a seguradora, saiu um homem enorme com um shortinho minúsculo de dentro e consertou o carro. Eu perguntei "o que eu preciso fazer?", pensando em assinar documentos, pagar uma conta ou mostrar o meu cartão da seguradora; e ele respondeu: "ah, se você tiver tempo, dirija por meia hora pra carregar a bateria". Apertou minha mão e foi embora. Simples assim.

Aí eu fiquei dando rolê por meia hora e depois disso vim pra faculdade, deu tempo só de olhar os emails e fui buscar a TV. Quando eu chego lá, a Alison me mostra uma TV de tubo, mas bem moderna, enoooorme (do tipo que uma pessoa sozinha não carrega), com controle remoto funcionando e tudo o mais, e um rack baixinho com portas pros DVDs inteirinho. Eu perguntei por que é que ela estava se desfazendo da TV, e ela respondeu que era porque ela preferia uma TV menor. OK, eu prefiro as maiores!

Agora só tenho o problema de carregar a TV até a minha sala, porque eu moro no 1o. andar, e não no térreo, mas acho que consigo convencer dois colegas quaisquer da faculdade a fazer isso para mim em troca de umas cervejas. Ou então eu chamo a minha amiga e a gente prova que não precisa de homem pra matar barata e abrir frasco de geléia!

Já sequestrei dois DVDs da Inge no domingo, quando eu fui na casa dela, e se tudo correr como o imaginado, como o resto do dia, hoje de noite eu assisto um filminho em casa! Eba! Televisão!!!

UWA Sports Fun Day



A Universidade criou no ano passado o Sports Fun Day. É um dia de jogos e atividades mais ou menos esportivas, em que os resultados não são contabilizados e não há prêmios para os vencedores (além de um adesivo que as pessoas colavam na camiseta dizendo 1o, 2o ou 3o colocado). Quer dizer: é o campeonato ideal para mim! E melhor que isso e melhor que qualquer coisa, é totalmente apoiado pela reitoria, ou seja: todos os funcionários são encorajados a participar ao invés de trabalhar! Perfeito!

Eu me inscrevi para qualquer jogo não-coletivo, e acabei sendo selecionada para jogar boliche no Wii. Sim, no dia dos esportes eu joguei videogame. Eu não ganhei, mas me dierti muito com as outras meninas do meu time. Acho que cumpre muito bem a função social e de estimular as pessoas a praticar qualquer tipo de atividade física, mesmo que seja só apertar um botão, como no meu caso.

Depois do almoço, todos os participantes (este ano foram cerca de 750) foram chamados para um alongamento coletivo que terminou sendo a maior palhaçada, e aí vieram os esportes não-tradicionais, que são tradicionais, mas só em festinhas de crianças e festas juninas. Teve corrida de saco, ovo na colher, corrida de pernas amarradas, o "desafio do escritório", que envolvia furar folhas, colocar na pasta e equilibrar a pasta na cabeça e arremesso de mouse. Eu fui a segunda colocada das mulheres no arremesso de mouse, arremessando ele por 8m!

Eu também brinquei de capturar a maçã no balde d'água (fotos), que provou ser bem mais difícil do que parecia - enfiando a cabeça completamente dentro d'água e mordendo a maçã contra a parede do balde eu consegui pegar só 4 maçãs. Minha amiga Annaliese pegou 3 simplesmente escolhendo aquelas que estavam com o cabinho para cima, enquanto o recorde foi para um cara que capturou 12 maçãs nos mesmos 30 segundos, mas eu acho que ele tem superpoderes. Eu participei também de um massacre no cabo-de-guerra. Nosso time, com 5 meninas e 3 japinhas perdeu fenomenalmente para a equipe dos trogloditas da Engenharia. Cada um pesava uns 130kg pelo menos.

Foi super legal, e assim como no ano passado, acho que foi o meu dia preferido de "trabalho".

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