terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Espelho

Vou começar do começo.

Quando eu cheguei aqui na Austrália depois de ter ficado 8 meses no Brasil, eu me hospedei na casa do Bruno e da Ana, por duas semanas, até eu encontrar um apartamento pra mim. Foi super bom, pois é horrível ter que escolher alguma coisa pela internet e quando você chega no lugar nunca é a mesma coisa...

Enfim, estava indo olhar os apartamentos, bem horríveis e bem caros, e um dia veio a Sharron jantar com a gente na casa do Bruno e ela falou que ela estava indo para a Alemanha, e que ia vagar o apartamento dela, pra eu ir lá olhar.

Acabou sendo o arranjo ideal, pois ela não queria se desfazer dos móveis e das coisas dela, e eu consegui um apartamento totalmente mobiliado, com pratos e garfos e facas e panela e TUDO nas gavetas, prontíssimo pra morar. Só que o apartamento é antigo.

Depois de mais de um ano morando lá, os "só que" foram aumentando aos poucos. Logo no início eu pintei a cozinha, que era nojenta. Quando a mãe e o pai vieram me visitar, a gente também pintou a lavanderia e o banheiro. Eu reorganizei todos os móveis do jeito que me agrada mais e coloquei uma mesa e cadeiras decentes na cozinha. Agora estou terminando de lixar um móvel que ficava na lavanderia (só pra me lembrar o quanto eu ODEIO lixar móveis); e o Troy está fazendo a reforma no banheiro; trocou a caixa da descarga e vai trocar a pia e reazulejar um pedaço.

A casa está definitivamente ficando mais com a minha cara, apesar de eu ter que continuar com todas as coisas da Sharron lá, visto que eu não posso jogar o que não é meu no lixo e também porque se eu ligar pra ela pra devolver tudo, eu também ficarei automaticamente sem geladeira, máquina de lavar, cama, armários...

Whatever. Isso dá pra aguentar numa boa. O que não dava pra aguentar mais era o espelho da sala. Imaginem isso: você abre a porta da sala e dá de cara com um espelho redondo, de 90cm de diâmetro, parafusado na parede e jateado com o desenho de (!) uma cesta de rosas que tinham um colorido desbotado pelo passar dos últimos 40 anos. Horrível. Simplesmente horrível.

Meu plano inicial era comprar um quadro maior que 90x90cm e botar por cima, e nunca mais pensar naquele espelho. Mas é surpreendentemente difícil achar um quadro de mais de 90x90cm que eu possa pagar, e o tempo foi passando, passando e o espelho continuava lá.

Ontem o Troy foi jantar em casa e a gente sentou na sala (agora que a cozinha virou o depósito de ferramentas por causa do móvel que ainda está sendo lixado e da reforma no banheiro), e antes mesmo de comer o frango tandoori que eu preparei pra gente, ele levantou, pegou umas chaves de fenda e alicate, subiu no sofá e começou a desparafusar.

O espelho foi removido com muita facilidade, mas aí a gente descobriu outra coisa: não só uma pessoa, mas duas, foram capazes de pintar a parede sem tirar o espelho. Atrás do espelho tinha uma rebarbinha de tinta azul royal, a última cor que aquela sala viu antes do atual bege neutro e são; dó que por trás disso é que está o mais terrível rosa-patê/vômito de molho rosê que qualquer pessoa já viu na vida. É, oficialmente, declarado por mim, a pior cor do mundo. É pior do que Flict.

Tiramos uma lasca da parede pra ir na loja de tinta e pedir para eles encontrarem a cor mais parecida com a atual, pra poder pintar só uma das 4 paredes, e espero que isso seja feito o mais rápido possível. Aquela cor é capaz de causar pesadelos, e se você olhar demais para ela, possivelmente suicídio.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Natação!

Ah, nada como uma piscina no verão! Semana passada fez acima de 30oC todos os dias da semana aqui em Perth, e eu realmente me sinto bem melhor quando vou nadar.

Eu estava usando a piscina da faculdade mesmo, na hora do almoço, que é o horário aberto pra qualquer um, mas agora que a minha anuidade da academia venceu, resolvi me inscrever pro time de natação. Acho que eu vou frequentar bem mais do que a academia...

Fui só em dois treinos, e o Taku, o instrutor japinha de 1,50m passa entre 2 e 3km por sessão de uma hora. É de matar! Na terça-feira eu fiquei tão cansada durante o treino que até me deu uma ansiazinha. Hoje não foi tão ruim, a gente nadou menos também, mas só faltou o ar umas vezes, nada de dores horrendas.

Já voltei também à minha forma antiga de comer feito um montro por causa da natação. Sei lá por quê, mas nos dias que eu nado eu tenho fome constante. Espero não acabar engordando por causa disso!

Depois da aula hoje as outras meninas (acho que a aula é mista, mas calhou de só ter meninas) queriam ir tomar café da manhã juntas e eu fui com elas. Tinha que ir trabalhar no laboratório, mas eu achei que valia a pena fazer amizade com elas. Eu fui sacar dinheiro primeiro e quando cheguei lá pedi um café com leite e torradas (9 dólares, obrigada - aaaaah!) e quando a comida toda chegou percebi que não sou só eu que como feito monstro! Meu, a Shan, que deve medir 1,70 e pesar não mais que 55kg mandou ver duas torradas (as quais ela besuntou de manteiga), uma montanha de ovos e bacon e espinafre e cogumelos. E o café, claro. TODAS elas comeram um super café assim, menos eu. Fiquei me sentindo uma florzinha ali!

Foi bem legal, espero que seja um grupo bom de amigas. No meio da conversa descobri que uma delas é na verdade a organizadora das aulas de natação e ela me perguntou se eu não quero dar aulas para as crianças. É de se pensar. Posso trocar um dos meus trabalhos por isso.

Logo mais, Mariana no bronze do UV!

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Rottnest 2011

A minha foto do blog, com o quokkinha, foi tirada ano passado em Rottnest, onde a gente vai todo ano com todo mundo da faculdade, professores e tudo, pra ter um mini-congresso do nosso departamento, conhecer os alunos novos e fazer um social.

Este ano eu acabei sendo uma das organizadoras-mor do evento, com a Dini. Eu não queria, inicialmente, mas aí a Eli me falou que ela realmente não podia e a Dini só ajudaria se eu participasse e tal e eu acabei aceitando. Resolvi facilitar as coisas e fazer tudo de forma super simples, eficiencia total. Não consegui.

Praticamente a cada dois dias eu tenho que ter uma reunião de duas horas sobre assuntos inúteis que não levam a lugar algum. O Hans me pede alguma coisa, eu tenho que pedir para a pessoa encarregada, porque eu não posso dar um toco nas pessoas que resolveram ser voluntários; mas aí ninguém faz m*** nenhuma e eu tenho que fazer eu mesma uma semana depois com cara de idiota por ter atrasado tudo.

Aaaargh! Devia seguir os meus instintos e continuar mofando no meu sofázinho, ou me enterrar num buraco! Às vezes eu realmente odeio pessoas em geral.

domingo, 21 de novembro de 2010

Pequenas coisas




Facas que cortam.
Óculos de sol.
Talheres de metal ao invés da colher-garfo de plástico de fast-food.
Ar-condicionado no carro.
Descarga que funciona e enche de novo em 1 minuto ao invés de 10.

Aí a foto da descarga nova e do buraco que ficou na parede (por enquanto, a gente vai consertar ao longo desta semana). Isso melhora muito a vida!

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Marreta+banheiro

Ontem eu terminei o meu dia de digestões das minhas amostras em ácido e diluições meio acabada, e ainda tive que ir depois comprar uma lanterna nova para o meu carro antes que a polícia me parasse por isso. Aí eu fui pra casa com vontade de me enterrar no meio das cobertas e ficar lá, quietinha, no escurinho.

Mas o Troy foi lá em casa encontrar comigo e ele chegou, comeu umas bolachinhas, olhou pra mim e perguntou: e aí, o que a gente vai fazer? A resposta que eu tinha em mente era: Ahmmm, nada!, mas eu acabei decidindo que fazer alguma coisa era melhor que mofar e me sentir mal.

Eu sugeri ir ao parque e tentar jogar bola australiana (daquelas bolas pontudinhas), porque eu comprei uma pra brincar e ainda não estreei ela.

A sugestão dele foi um pouco mais radical: ligar para o Mr Ian, dono da casa onde eu moro, e perguntar se tudo bem reformar o banheiro. Mr Ian disse que tudo bem e então a gente entrou lá pra quebrar tudo. Tá, não quebramos tudo (ainda) mas conseguimos arrancar a descarga antiga de cordinha e instalar uma nova, normal.

Foi bom. É bom quebrar coisas quando se está sentindo mal. Melhor ainda se elas forem substituídas por coisas melhores.

Colocarei uma foto amanhã, depois de limpar tudo. E depois eu também vou trocar a pia e a gente vai ter que reazulejar um pedaço, e provavelmente estender o piso do banheiro para a lavanderia também. Tudo nós mesmos. Depois de trabalhar e no final de semana. Como diria a Carol, descanso de pobre é carregar pedra.

No final das contas, marreta + banheiro = :)

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Jantar "australiano" e hipno-Chutney


A Letícia e o Danilo são amigos meus do Brasil que ficaram morando na minha casa aqui da Austrália enquanto eu estava no Brasil, e nesse período, o Troy conheceu eles e eles prepararam um jantar brasileiro pra ele.

Em troca, o Troy convidou-os (mais o Hally) pra ir jantar na casa dele, e a comida "australiana" da noite foi curry verde e curry vermelho tailandês. O pior é que é, de fato, algo bastante comum aqui na Austrália.

Enfim, o jantar estava ótimo, a noite foi ótima e depois de conversar bastante dentro de casa, a gente foi pro quintal e ficou conversando lá. O verão está chegando.

Mas o destaque da noite, mesmo, foi para a Letícia e a Chutney (a coelha), que ficaram no maior amor, e a Chutney inclusive ficou no colo o tempo todo e adorou o carinho, coisa que a gente nunca tinha visto nessa coelha hiperativa.

Aí está a foto provando que a Chutney tava curtindo um carinho de barriga pra cima!

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Kite extravaganza




No sábado eu fui com as minhas amigas Nadia e Eli, e mais os meninos associados a elas, para uma praça de frente pro mar em Fremantle para um evento que se chama Kite Extravaganza. Foi um evento programado para empinar pipa. Pena que o Troy estava trabalhando...

Eu, a Nadia e a Eli ficamos super empolgadas e eu fui na maior loja de suprimentos artísticos e tranqueiras para comprar papel, cola, varetas e linha. A loja tinha tudo, menos as varetas. Procurei em mais um lugar, e nada, então a gente teve que comprar uma pipa pronta mesmo. Compramos duas do mesmo modelo, o mais simples possível, um losango de plástico fininho com uma rabiolinha de nada.

Fomos lá e levamos um piquenique também. A Nadia, o Davis, a Eli, o Paddy e o Simon (irmão do David) ficaram tentando sem sucesso algum fazer a pipa voar. O David, depois de uma meia hora de tentativas, quebrou uma das pipas. Aí eu resolvi que eu é que ia tentar e no terceiro puxão, ela foi láááá pro céu e foi uma das primeiras a se estabelecer.

Bem, como aqui não tem cerol, depois de soltar um monte de linha, eu sentei, pisei em cima do rolo de linha e comi o meu piquenique. Foi a empinação de pipa mais passiva da minha vida. Nem o vento violento estava fazendo nada. Tinha gente embaralhando fios, enroscando na árvore e tal, e a minha pipa lá longe, preguiçosa, não fazendo nada.

Depois de um tempo foram chegando mais pessoas e coitadas das crianças cujos pais compraram as pipas mais caras e estrambólicas, porque elas eram muito pesadas e difíceis de empinar também. Tinha uns modelos bem bonitos: morcegos, peixes, pássaros, aviões, barcos, asa deltinha, para-quedinhas, dragão e muito mais. Mas foi o par de pernas (foto) que roubou totalmente a atenção de todo mundo! Pipa de pernas! Demais!

Pra terminar o dia, fui tomar um sorvete.

Fiquei com saudades do Fábio, Ri, Rê, Fê e Van, lá no quintal da casa da vó, fazendo pipa e amarrando pedacinhos de saco de lixo pra rabiola.

Estou determinada a encontrar as varetas e fazer uma pipa própria. Aí vou empinar no parque perto de casa e treinar umas manobras :)

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Limpeza do laboratório

Ontem foi o dia da limpeza dos dois laboratórios de ecofisiologia. Era pra ter uma limpeza por ano, pra jogar coisa fora e efetivamente limpar a sala (porque não temos faxineira aqui); só que eu imagino que faz uns 10 anos que isso não acontece. Com certeza, pelo menos nos últimos 3 não aconteceu.

Então os alunos, o técnico e um professor (o Erik) invadiram o laboratório pra tirar tudo das prateleiras, olhar se era importante ou não e decidir ou jogar fora ou etiquetar e guardar. Dentre as toneladas de coisas que descartamos, as mais chocantes foram dois diários do ano 2000; amostras (muitas amostras) coletadas por um aluno que iniciou o doutorado em 2001; e pedaços de madeira quebrada (que encheram um carrinho de supermercado até transbordar).

Fora isso, claro, o normal, tipo embalagem da tesoura na gaveta, mesmo que não tenha tesoura lá; e pilhas e mais pilhas de pedaços de equipamentos quebrados.

Agora falta todos os professores se juntarem para olhar os equipamentos antigos. Tem muita coisa muito velha e que nem pode ser consertada, ou simplesmente que não será usada por não ser mais relevante. Quero ver o quanto isso vai demorar para acontecer...

Fora isso, os aventais, que eu levei para casa (são 13 aventais de laboratório); todos imundos e com a parte de dentro da gola até meio amarelada. Eca! Botei tudo na máquina de lavar (em dois lotes) mas o encardido de terra não saiu, então, como eu não tenho tanque em casa e portanto não seria possível esfregar nada, hoje eu vou comprar o vanish white super poder O2 pra deixar tudo de molho na banheira e lavar de novo depois.

Rezem pelo branco branquinho por mim!

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Amor

Inspirado nos comentários que eu recebi pela última postagem, o que eu tenho a dizer é que amor é o que eu mais tenho e o que eu mais quero dar na vida.

Depois da viagem, terrível, sozinha e entediada, depois de ter passado mal e possivelmente desmaiado no banheiro do avião enquanto eu tinha calafrios e suava ao mesmo tempo; depois de tudo isso eu cheguei no aeroporto e o Troy estava lá me esperando, sorrindo.

Em casa, um aquário novo, lindo, cheio de peixes brincando uns com os outros, que o Troy montou pra mim enquanto eu estava fora, minha casa com tudo arrumado pela Letícia e o Danilo, que ficaram lá por três semanas, pagando o meu aluguel, e o Malcolm também ajudando a deixar as plantas lá debaixo do jardim contentes.

No domingo eu fui trabalhar com a Gail na feira e as pessoas que trabalham nas barracas ao lado, o Paul que vende chá e a Linda que vende ovos, queriam saber da viagem, saber como eu estava. Até o cara que fica lá longe e vende hot-dogs me deu boas-vindas novamente!

Mais tarde fui na casa da Parwinder e a Nadia estava lá também, assim como o Chris e a Kat, e eu me senti em casa, à vontade, super bem pintando as mãos das meninas com henna para o Karva Chaut (festa indiana, uma vez por ano), pela terceira vez.

Hoje, na faculdade, encontrei as secretárias fofocando juntas e abracei cada uma, coisa que não é muito normal aqui no mundo australiano; e foi muito bom encontrar os outros amigos e ver todo mundo sorrir. Claro que tem uma ou outra pessoa que eu preferiria ter passado batido, não ter cruzado no corredor, mas isso é realmente exceção ao enorme grupo de pessoas queridas.

Então eu estou em casa, seja em Campinas, São Paulo ou Perth. Eu entendo melhor agora a expressão que "home is where the heart is". Meu coração está em toda parte!

Fim da novela melosa :) Vou voltar ao meu trabalho de ler manual do Phmetro!

Um beijão pra todo mundo!

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

São Paulo-Perth

Hoje é o dia de terminar de empacotar tudo para voltar para Perth. Acho que eu já mencionei isso antes, mas eu não digo que vou pra lugar nenhum, eu estou sempre voltando. Volto para São Paulo e volto para Perth. Os dois lugares são igualmente meus.

Eu já tinha empacotado tudo nas duas malas antes (limite de duas de 23kg cada); mas tinha ficado um tanto de coisas para fora. Hoje eu abri tudo de novo e, como diz a Martina, fiz um origami das minhas coisas para caber. Meu pai (especialista em "carregar" os porta-malas) ficaria orgulhoso de ver que eu botei uma meia enroladinha em cada vão de cada sapato de salto alto...

Tá, deu ligeiramente mais de 23 kg em cada. Uma tem 23.800 e a outra tem 24.500. Vou tentar a técnica do olhar de cachorrinho para a moça do check-in; se não der, eu abro a mala na frente dela e escolho algumas coisas para serem retiradas. Vai ser uma escolha difícil!

Depois de tudo empacotado, parece que eu tenho muito pouco. Fiquei pensando nisso; será que a minha vida brasileira cabe em duas malas mais a mala de mão? Não coube. Além do óbvio, que são as pessoas que eu (infelizmente) não posso levar comigo, fiquei rodando a casa e vendo todas as outras coisas minhas que eu terei que deixar aqui, como as quinquilharias e decorações e origamis de passarinho e peixinho que eu fiz ou ganhei ou recortei de revistas ao longo do tempo; as minhas pastas de artes e pseudo-artes; os meus livros bonitos, daqueles que só têm figuras (do Monet, Van Gogh, Impressionistas, National Geographic, além de muitos, muitos mais, e também dos livros de literatura, mesmo.

Ficam para trás os meus brinquedos de criança, bichos de pelúcia (que eu estou guardando desde os 5 anos de idade para os filhos que eu terei), cartinhas das amigas e cartões de natal e aniversário. E mais, muito mais quinquilharias. Todas essenciais.

Acho bom, no final das contas. Acho bom que eu tenha coisas minhas aqui para olhar e pegar toda vez que eu vier visitar, e também porque essa casa aqui também é a minha casa e nada mais natural do que ter um monte de coisas minhas nela.

2h30 da madrugada sai o meu avião. Adiante com as 30 horas de cadeira! Pelo menos não temos mais que viajar por meses em um barco :) Nivelar por baixo, sempre!

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Outro dia daqueles

Ontem eu tive uma noite super legal, vieram amigos em casa, comemos pizza, conversamos, demos muitas risadas e depois comemos um strudel de maçã ótimo (que eu peguei a receita mais ou menos, porque parece receita da vó Inácia, de colocar o quanto você acha que dá de cada ingrediente).

Aí depois que a galera dispersou eu tomei banho e fui dormir, já quando deitei na cama eu sabia que eu teria sonhos maluquinhos, ou vai ver eu estava chamando esses sonhos de volta para mim, porque eu ando com saudades deles.

Sonhei, entre várias coisas simples, que eu estava conversando com o Troy pelo computador e ele disse pra eu encostar nele através da tela mesmo, e aí eu encostei e eu percebi que como num mundo de Fernando Sabino eu podia atravessar, mas ao invés de eu ir para lá, ele veio para cá.

E aí tinha uma festa enorme em casa, mas a minha casa era só um quintal gigante e meio labiríntico todo florido e cheinho de plantas, e no meio das plantas tinha umas camas enormes pra todo mundo e qualquer um cochilar e também tinha umas cadeiras e mesas cheias de comida e eu olhei para cima e pensei: arco-íris, e aí apareceu um arco-íris gordo, enorme, e o arco-íris estava feliz.

Aí as coisas do sonho foram se dissipando e ficou só o sentimento, e aí eu passei o resto da noite (que pode ser que tenha sido só dois minutos, mas pareceu super longo) sonhando só com os sentimentos, sem ter nada para ver ou para tocar.

Aí não tem jeito de passar um dia normal depois que eu acordo, né? Estou aqui na faculdade, esperando a hora de dar a minha palestra e conversando com todo mundo, mas totalmente etérea e pensativa. Me lembro de quando eu ficava deitada na cama olhando o teto e pensando, pensando.

Eu tenho saudades de todas as camas de todas as casas que eu já tive. De todas as janelas com ou sem cortina e de todos os tetos. Tenho saudades até das que eu não tive ainda.

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Quase duas semanas


Tem 12 dias que eu estou no Brasil e parece que eu nem fiz nada ainda. Quer dizer, eu fiz um monte de coisas, encontrei boa parte da família e dos amigos, mas mesmo assim, parece que duas semanas já se foram muito rápido.

Agora estou em Campinas, encontrando o pessoal daqui e fazendo uma parte do meu trabalho na faculdade. Por coincidência, a casa em que eu estou me hospedando já foi minha. Barão Geraldo é assim!

Apesar de eu já estar bem acostumada na Austrália a falar inglês o tempo todo, agora eu me lembro da diferença. Falar a própria língua é muito mais fácil! E falar besteira e dar risada é mais fácil ainda...

Aqui uma foto da minha festa de aniversário de 27 anos. Beeem mais popular do que aos 26 ;)

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

No Brasil

Cheguei no Brasil na quinta-feira, mas ainda estou meio confusa com o horário. Hoje eu acordei às 4h30 da manhã e achei muito estranho que estava tudo escuro e eu não tinha nada pra fazer.

Já fui numas festinhas de família e tenho mais outras para ir (inclusive a minha, no sábado), e é realmente muito bom encontrar as pessoas queridas e conversar de novo como se eu nem estivesse ficado fora. Muito bom fazer parte de tudo assim, fácil.

Ao mesmo tempo, estou com saudades de lá. Acho que é assim mesmo, quero tudo ao mesmo tempo!

Coisas mais estranhas da volta: cerveja vende no supermercado; os porteiros e pessoas na rua respondem ao meu "bom dia" com "bom dia, SENHORA"; as plantas são mais molhadas e mesmo não estando muuuito úmido, parece que dá pra segurar o ar, que tem peso e cor.

Quem estiver de bobeira, ligue aqui em casa!

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Horário oficial

Saiu o resultado oficial da corrida e eu terminei em 1:33:20. O Dion, que é meu amigo aqui e divide escritório comigo ficou super bravo porque ele terminou em 1:07, e ele mede mais de 1.90 e pratica esportes sempre, e achou ridículo terminar tão perto de mim!

Tentei explicar pra ele que eu segui a mesma rotina de preparação que eu tinha no colégio, de estudar 5 minutos antes da prova. Ele não achou engraçado. Mas ele achou engraçado quando o Troy disse que eu me preparei para a corrida comendo muito carbohidrato antes da prova. Por 26 anos.

domingo, 29 de agosto de 2010

City to Surf



AHHHH, 12KM!

Tá, eu tive que parar de correr e andar um pouquinho às vezes, e no final foi mais andar do que correr, mas ainda sim, eu terminei a prova e eu não tive que sentar pra descansar em nenhum momento. Acho que eu completei a prova em uma hora e meia cravado, mas ainda estou esperando os resultados oficiais do microchip. Até que não está tão ruim para quem não vai na academia há mais de um mês...

Uma foto do evento geral pra divertir. Mais de 40 mil completaram a prova.

Agora eu tenho uma medalha! La-la-la-la

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Deja-vu

Terceira tentativa deu em nada. No dia seguinte eu medi tudo de novo, exatamente as mesmas amostras que eu guardei na prateleira, e deu tudo errado, mas errado diferente. Começo a suspeitar dos gremlins que mexem nas amostras e nos experimentos depois que a gente vai embora... Vai ver é por isso que tem uns alunos que praticamente dormem aqui na faculdade!
Quarta tentativa amanhã, dependendo puramente de sorte, já que eu não mudei nada no protocolo, de acordo com as sugestões do meu orientador.

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Manchete do dia



Depois de repetir o experimento interminável, com trocas de nutrientes diárias para 150 plantas em potes individuais, depois de fazer tudo de novo, tudo deu errado de novo.

Pelo menos eu não matei as plantas ainda. O teste de terça feira deu em nada e o teste modificado de hoje deu em nada. Estou começando a achar que nada é o que eu tenho pra contar.

Banksias desgraçadas! Vou matar todinhas daqui a duas semanas. Hua-ha-ha-ha!

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Correria total

Eu não desisti do blog, não, só estou realmente sem tempo de sentar aqui e escrever.

Comecei a repensar minha decisão de ajudar a mãe do Troy a vender bolos na feira nos finais de semana. Não que eu não goste, ou que o dinheiro não ajude, mas é que esta é a quinta semana que eu entro sem nenhum diazinho de final de semana. Acordo às 6 da manhã no sábado e domingo. E com as trocas de solução nutritiva na faculdade (diariamente) eu estou cansando. Eu estou cansada.

Aí com tudo isso e com o trabalho temporário no laboratório ao lado (mais ou menos 8 horas por semana) e a viagem para o Brasil chegando perto, eu estou sentindo mais a pressão e o tempo está curto e eu estou na maior correria. Ontem pipetei duas placas com amostras (levou mais ou menos 4 horas para fazer tudo) e aí na hora de abrir a porta do laboratório eu derrubei as placas no chão. Assim, simples.

Mesmo tendo mais amostra para refazer o trabalho eu não aguentei e comecei a chorar. Fui para a estufa trocar as soluções onde eu posso chorar o quanto eu quiser que não tem mais ninguém lá, e por azar o ajudante das estufas, o jardineiro que é super legal e gente boa entrou junto na minha estufa para conversar comigo. O coitado não sabia o que fazer e foi chamar o Troy, que também não sabia o que fazer.

Meia hora e aí passou. Amanhã vou refazer tudo. Acho que o maior desespero foi de pensar que eu perdi a manhã fazendo isso enquanto eu podia estar em casa dormindo ou atá mesmo fazendo faxina - como eu chego esgotada em casa todos os dias agora, eu dei para morar no xiqueirinho.

Tá, postagem totalmente sem graça, sem informações novas ou coisas interessantes para contar. Mas tá aí. Justificada a ausência.

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Festival de trufas

No sábado, depois de vender bolos, eu fui para casa e aí liguei para a Annelise, que me disse que estava no festival de trufas e que estava bom, então eu dirigi meia hora até Mundaring e fui no festival. Sim, eu sabia que era de trufas=cogumelos e não de trufas de chocolate, e foi bem legal experimentar coisas diferentes com trufas; inclusive doces. Tinha várias barraquinhas vendendo comida, algumas com coisas para provar de graça, e também vendendo diversas coisas associadas ao festival.

Tinha inclusive um estande da livraria Boffins, que é especialista em livros diferentes e de temas específicos, como culinária, e eles montaram o maior estande com vários livros lindos e ao invés de gastar o meu dinheiro lentamente provando coisas diferentes eu acabei gastando tudo ali na livraria. Incorrigível! Mas foi ótimo e ao longo da minha vida vai valer muito a pena também.

Um livro é de currys do mundo inteiro, com explicações junto das receitas e o outro é sobre panificação e confeitaria de coisas assadas (baking em geral), esse, sim, um livro que eu vinha procurando nos últimos 2 anos...

Cobaias, por favor se preparem!

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Sem nada muito novo

Às vezes acontece um monte de coisas e eu não tenho tempo de atualizar as postagens aqui, e às vezes eu tenho vontade de escrever mas não tenho muito para contar. Hoje é um dia da segunda opção.

O final de semana foi meio nhé, não fiz nada de mais na sexta; teve um jantar na casa do Tim que foi legal, e aí no sábado de manhã eu lavei um milhão de toneladas de roupa e limpei a casa... Aí o Troy veio em casa pra eu cortar o cabelo dele com a maquininha, e foi terrível, porque ele tem muuuuito cabelo, e além de ter doído (para ele), agora tem restinho de cabelo por toda a casa, mesmo aspirando é impossível de limpar.

Enfim... Fomos jantar na casa do Ben e da Emily e foi legal, foi engraçado por causa do coreano e do Taiwan-nês que moram com eles e eles querem aprender todas as palavras erradas. Aí eu dormi lá porque no domingo eu e a Emily tivemos que sair às 6 da manhã para ir vender bolos no mercado.

Vendemos tudo, não sobrou nenhumzinho para levar para casa, e aí depois disso, ao invés de descansar eu vim para a faculdade para cuidar das minhas plantas. Só cheguei em casa às 5h30 ou 6 da tarde, aí eu jantei hiper cedo e fui dormir às 8.

Hoje trabalhei o dia inteiro de novo, e estou indo para a academia, finalmente, depois de mais de um mês de não ir nunca.

Deixei meu carro na oficina que ele está na revisão e me ligaram para avisar que a correia do alternador (ou qualquer coisa assim) e o timing belt e os wipers e os filter e oils e tudo o mais tava na hora de trocar e aí eu vou tomar uma facada! Ainda bem que eu sou muito sortuda e recebi o retorno do imposto de renda hoje! Então nada terá que ir para o cartão de crédito!

É isso. Vida normal.

Beijos para todos!

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Aniversário do Troy


Ontem foi aniversário do Troy, 25 anos, e de manhã ele levou um bolo na faculdade para todo mundo comer na hora do cafézinho; e aí de noite ele chamou uns amigos para irem na casa dele e ir jantar no restaurante que é vizinho do prédio dele. Eu fui, claro, e comi bife com batatas fritas e salada e molho de alho em cima de tudo. Gostoso, mas melhor por estar todo mundo junto dando risada mais do que qualquer coisa. A Lou, que é a outra moradora da casa dele, apareceu com uns muffinzinhos deliciosos também, segundo bolo do dia :)

Aí ele resolveu convidar todo mundo para a festa de verdade no sábado que vem, na minha casa. Nem perguntou pra mim nem nada, eu achei legal que ele se sinta assim na liberdade. Eu gosto de dar festa mesmo, e tenho uma desculpa para fazer um bolo também!!!

Aí completa a terceira comemoração. Sempre tem que ter três!

A pedidos da Fê, uma foto minha com ele (uma das duas que eu tenho, raridade) - esta em Margaret River.

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Margaret River






Margaret River é um lugar não muito longe de Perth, conhecida por ser a melhor região produtora de vinhos de Western Australia, que nem é super o máximo em termos de Austrália e do mundo, mas em termos de Western Australia é o supra-sumo. A região também é conhecida (aí, sim, internacionalmente) pelas praias e surfe.

Como eu disse ontem, o Owen foi dirigindo a gente até lá; ele próprio, óbvio, a Kate, mulher dele (casaram no ano passado e ela só tem 24 anos!), a Stella, cachorra mais mimada do mundo e eu e o Troy.

Foi muito boa a viagem, certamente visitarei a região de novo. É estranho, porque fica entre a praia e a floresta, no meio de um monte de vinícolas e fazendas. Mas foi muito legal, é super tranquilo e vocês bem sabem que não fazer nada é uma das coisas que eu mais gosto de fazer. Mofar e mofar.

Estou mandando fotos da cabeleira (hair-monster) e depois bonitinha na foto, mesmo que de lado. Foto da gente com a vaca-Beatles (apesar de que a Kate nunca queria foto porque não estava maquiada, penteada ou arrumada o suficiente! afe! uma hora de manhã pra se arrumar e sair na chuva!), uma foto da degustação na cervejaria e uma das árvores na floresta.

Não tem muitas fotos porque foi uma viagem curta e porque eu estava me divertindo demais pra sacar a máquina fotográfica e me distrair... Mas pelo menos ilustra um pouquinho.

terça-feira, 29 de junho de 2010

Postagem múltipla





Vinte e dois dias sem escrever absolutamente nada, mas eu não desisti do Blog ainda, não, Lorena! É que acumulou uma coisa e depois outra coisa, e aí é que nem passar uma semana sem ir na academia. Uma semana vira um mês rapidinho.

PARTE 1

Finalmente, fotos da festa junina. São as últimas fotos com óculos que eu tenho de mim mesma. As bandeirinhas foram fabricadas por mim na minha casa, que virou um super bandeiral imenso. Pelo menos o Bruno (na minha opinião, mais bem caracterizado como caipira e o dono da festa) salvou as bandeirinhas pro ano que vem.

Foram 2 litros de quentão e 8 litros de vinho quente. Uma tonelada de comida também, e os australianos entraram na onda, foram fantasiados e dançaram quadrilha. Mas forró ficou só pros brasileiros e colombianos...

PARTE 2

Dia 14 de Junho foi o dia da minha cirurgia nos olhos. A Carol (minha médica) me levou até lá, ficou esperando, foi confundida por minha mãe mais de uma vez, e depois me levou para a minha casa com um muffin e um café de presente. Os médicos disseram que era melhor eu ficar acompanhada de noite pois poderia precisar de ajuda, e como o Troy tinha a despedida de uma amiga dele na casa dele, eu liguei pro Bruno pra me hospedar por lá. De novo. Valeu Bruno! Essa noite foi tranquila, e no dia seguinte, depois do trabalho, o Troy passou lá pra me buscar e me levou pro apartamento dele, onde eu fiquei hospedada com ele, o Ben e a Emily, ingleses.

Aí foi ruim. Quem é da minha família já ficou sabendo das novidades, mas vou escrever pra informar geral. Foi terrível. Doeu muito, mas muito mesmo, o que é raro nesse tipo de cirurgia. Eu tive uma reação qualquer à lente protetora e não conseguia abrir os olhos nem um pouquinho que eles fechavam com força automaticamente, e qualquer sinalzinho de luz me incomodava. A sensação era de que eu estava esfregando pimenta com vidro nos olhos constantemente. Fiquei dentro da casa o tempo todo, a não ser pelas consultas no oftalmo, com chapéu, óculos de sol, luz apagada e de vez em quando com o cobertor me cobrindo a cabeça, o que foi apelidado de caverninha. Por causa dos óculos de sol o Ben me apelidou de Stevie (Stevie Wonder).

Eles três foram ótimos comigo, eu ficava chorando com frequência, e o Troy cuidou muito bem de mim, me acalmou quando possível e também me deu sorvete, chocolate, queijo e me manteve constantemente alimentada. O Ben e a Emily, que não trabalham e ficaram em casa comigo o dia todo me liam as notícias e o Ben fez a locução de jogos de futebol e até ficou tocando músicas brasileiras do Youtube. Realmente a melhor coisa que se pode ter na vida são bons amigos!

Na sexta-feira o médico tirou a tal da lente protetora e eu parei de sofrer. Não passei a enxergar perfeitamente na hora, ainda está melhorando devagarzinho, mas posso ler o computador e dirigir e tal. Me surpreendo ainda de não estar de óculos ou lentes de contato. É muito bom!

PARTE 3

Depois disso veio a curtição. Sábado teve uma festa mexicana na casa da Kate e do Owen, foi bom, e fui duas vezes na semana seguinte na casa do Tim, que tudo o que acontece é na casa do Tim. Teve jantar com a Annaliese e os amigos dela também, e este final de semana passado eu fui para Margaret River, que será um post por si só amanhã. Muito bom! Muito bom mesmo!

PARTE 4

A quarta parte desta postagem enorme é sobre trabalho, que, afinal de contas, é o que eu vim fazer aqui na Austrália. Transplantei ontem metade das minhas plantas para o experimento e está tudo correndo bem, aparentemente. Tem que dar certo desta vez, porque não terei tempo para refazer (ou melhor, tre-fazer) isso. Todo mundo, dedos cruzados para mim!

Na faculdade também consegui um trabalho temporário (6 a 8 horas por semana) ao invés de monitoria este semestre, pra uma graninha a mais. Eu andei gastando dinheiro livremente nos últimos tempos, e percebi que se eu quiser viajar para o Norte da Austrália ou para a Nova Zelândia quando terminar o doutorado, preciso voltar a ser mais econômica. Então esse trabalho ajuda, e também o trabalho de domingo, quando eu vendo bolo na feira. Além de vender bolo na feira, eu posso ficar com o resto da produção que não é vendida! Uh! Delícia!

Acho que vou ficar por aqui por hoje. Escreverei amanhã de novo, o que, devido ao fuso horário vai cair no mesmo dia por aí...

Beijos para todo mundo,
Mari

terça-feira, 8 de junho de 2010

Festa junina

Sábado que vem eu vou numa festa junina! Eba! Eu estou me encarregando das bandeirinhas e do doce de abóbora. Os demais brasileiros também vão garantir paçoca, pé-de-moleque e pão de queijo. Os aussies vão trazer um prato de qualquer coisa, imagino que combinações bizarras possam ser formadas nessa festa, sempre tem alguém trazendo comida chinesa ou indiana. Mas tudo bem! Pelo menos tem uma festinha junina :)

Prometo fotos depois!

domingo, 30 de maio de 2010

Saga do final de semana

Este final de semana foi intenso! Fiz mais coisa num final de semana do que eu estou acostumada a fazer num mês. Vamos lá:

Sexta-feira, depois de dar a última monitoria do semestre (e provavelmente do ano), eu fui encontrar meus amigos no Happy Hour no pub aqui perto da faculdade. Depois de ver 10 apresentações mixurucas e desinteressantes eu precisava dar risada. Foi legal, tinha bastante gente lá, tomei uma cerveja e aí saí de novo para ir ao cinema com a Nadia e a Sara. Como eu não tinha jantado, comprei um baldinho de pipoca :)

Saindo do cinema (vimos um filme australiano chamado "I love you too"), o Troy me liga dizendo que está no Mustang, um lugar perto de casa que tem música ao vivo. Pra quem está achando estranha a aparição do Troy na história, é isso aí. A gente brigou e ficou separado por uma semana e só, e estamos juntos namorando e tals. Enfim, ele me ligou do Mustang dizendo que estava super legal e que ia me esperar lá, então eu fui dançar, ficamos até tarde, uma menina mais manguaçada que qualquer coisa escorregou na minha frente e derrubou um copão cheio de coca com vodka em mim e eu fiquei de mau-humor. Aí a gente saiu de lá e fomos comer um kebab, equivalente do dogão. Eu já tinha almoçado kebab, acho que é contra os 10 mandamentos comer 2 kebabs no mesmo dia...

Sábado de noite tinha a festa de noivado da Allanah, prima do Troy, e eu tive que sair de dia comprar um vestido pra ir na festa. A Annaliese me emprestou os vestidos dela para eu escolher, mas mesmo tendo a mesma altura e o mesmo peso, a gente é bem diferente, e os vestidos ficaram estranhos. Fui na Myer, uma loja enorme de departamento e tava em promoção e acabei comprando dois vestidos. Um azul/aquamarine e o outro rosa claro, anos 60, o meu favorito. Compramos um presente pro casal também e aí passamos no escritório do pai do Troy pra conversar, já eram 3 da tarde e a gente não tinha almoçado e o Troy não sente fome nunca e eu não consigo explicar de jeito nenhum pra ele que fome é fome, e eu preciiiiiso comer... Ele foi pra casa dele se arrumar e eu fui pra casa comer lasanha (hummmm!) e me arrumar.

Aí eu fui passar o vertido rosa e me deparo com uma daquelas coisas que apitam ao sair da loja. Inspecionei o troço e parecia que eu não ia conseguir tirar mesmo e resolvi deixar pra ir na loja dia seguinte pra tirar aquilo. Mas quando o Troy chegou em casa pra me buscar e me viu com o vestido azul ele ficou incomodado porque sabia que eu queria usar o rosa (ah, problemas! problemas!) e resolveu tentar tirar o negócio. Ele foi delicado o suficiente para não estragar o vestido, mas ao quebrar a peça, descobrimos que ela contém várias bolinhas de tinta, e o vestido novo, lindo, ganhou uma nhaca verde na barra. Eu quase chorei, porque não achei nunca que a loja trocaria o vestido... Mas era tarde e a gente foi pra festa e pronto.

A família dele é normal, legal, não sei porque ele reclama tanto deles. Fiquei dançando com a Janice, a tia-avó, e a família do noivo, que era super empolgada. Veio um monte de gente conversar comigo e me entupir de comida e bebida. O único problema dessa festa é que não teve bolo.

Domingo: café da manhã na casa do Jeremy, que está indo embora para Brisbane, um amigo a menos aqui. Cheguei lá às 10 da manhã e fiquei até mais de meio-dia. Foi legal, o Alberto imprimiu várias fotos de nós todos para dar de presente para ele, e comprou um cartão bem legal também.

Saí de lá e voltei na Myer pra explicar o problema do vestido, e para a minha surpresa enorme eu não tive que discutir com gerente nem nada. A moça do caixa pediu muitas desculpas para mim por não ter tirado o alarme da roupa e por ter me causado um inconveniente de não poder usar o vestido novo. Eu fiquei em silêncio porque entrei em choque com isso. Trocou o vestido e pronto. Agora preciso de outra festa pra ir!

Daí fui na casa da Katherine pra usar a máquina de costura dela pra alterar umas roupas, enquanto ela fazia um brinco de miçanga. Levei 3 horas pra consertar tudo o que eu tinha, mas foi muito legal que a gente ficou conversando bastante e eu até descobri que tem um curso aqui de alteração de roupas. Vou ver se é legal.

Saí da casa dela para a casa da Eli, que tinha combinado de fazer macarrão (na máquinha). Fizemos macarrão e a maior sujeira do mundo! Conseguimos fazer linguine pra secar e fizemos ravioli fresco, recheado de ricota, manjericão e nozes. Ficou bom, bem bom! A Nadia e a Liz estavam lá também, e completou meu dia de convívio social.

Fiquei sem fazer faxina no final de semana pela 3a. semana seguida. Mas se eu nem fico em casa, pra que limpar, certo?

segunda-feira, 24 de maio de 2010

New Norcia




Ouvi dizer (isto é, a Stephanie me disse) que tem um lugar aqui perto de Perth, 130 km de distância, que é uma cidadezinha que foi iniciada por causa de um mosteiro beneditino e que é um centro cultural e que tem uma padaria super famosa e que também vende vinho do porto local (versão melhor de pão e vinho, né?)

Então no final de semana passado eu resolvi ir lá dar uma olhada, passar um dia, só. Peguei o carro, entrei na estrada Norte, depois de 30km descobri que eu estava na estrada errada, voltei, peguei a outra estrada Norte e fui até lá.

A viagem é tranquila, duas pistas retas até o infinito, mas com paisagens que vão mudando e mini-cidades de 40 habitantes (tá, elas devem ter mais de 40 habitantes, mas é a impressão que dá) e quase nenhum posto de gasolina. Ainda bem que o meu carro é hiper econômico...

Cheguei em New Norcia super animada, mas me surpreendi que não há ruas na cidade. Na verdade, a "cidade" consiste do mosteiro, três prédios que eram colégios no passado (estilo internato, um para meninas, um para meninos e um para aborígenes), um museusinho com lojinha e um hotel. E é isso. Era mais de meio-dia e eu estava morrendo de fome, e fui comer no hotel, única opção. Relembrei as lições sobre monopólio da quinta série, ao pagar 15 dólares por um lanche bizarro de apresuntado com tomate seco. Mas uma coisa me deixou extremamente feliz. O pão era do mosteiro, e era um pãozinho francês, perfeito, sem tirar nem pôr, até com aquelas marquinhas redondinhas na parte de baixo.

Enfim, já que estava lá acabei pagando o tour pelos prédios, e ao pisar no grupo eu baixei consideravelmente a idade média da galera. Todo mundo ali, exceto eu, tinha mais de 60 anos.

A história acabou sendo muito interessante, esse mosteiro era de origem espanhola, e tinha um monte de coisas diferentes do resto que se vê aqui, e vitrais e murais e ornamentos por todo o canto, lembrou um pouco as igrejas no Brasil, apesar de eles não terem tanto ouro, mas terem muito dinheiro mesmo assim. Hoje tá meio decadente, mofo nas paredes e cocô de pássaro por todos os cantos, mais uma similaridade, acho. Eles estão investindo a maior parte do dinheiro em restaurações de escadas de madeira nobre que foram pintadas de tinta marrom ou murais lindos que foram pintados de branco com suvinil. Aparentemente tem uma técnica boa que retira camadas pequenas de tinta, mas o trabalho é feito (sem brincadeira) com cotonete. Paredes e paredes...

A padaria estava fechada mas eu descobri que tem uma filial não muito longe da faculdade, e já virei fã. Não tem o pãozinho francês nessa padaria, mas tem pão de verdade além do pão de forma que os australianos gostam tanto.

Algumas fotos de lá para ilustrar o passeio.

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Baywatch


(música de fundo: Beach Boys, Good Vibrations)

Lembram que eu tinha feito aquele lance para ser salva-vidas de piscina faz um tempão? Então, esta semana chegou no correio um envelope da faculdade, meio pesadinho, e ao abrir, eu fiquei super contente de ver que eu tenho uma medalha de bronze de verdade! Uh! Salva vidas! Se afoguem que eu vou ao resgate!!!

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Luzes



Hoje o Jeremy ligou para mim para saber se eu não podia fazer luzes no cabelo dele. Sim, mesmo sendo loiro ele quer luzes mais loiras, e aí eu fui lá e ele tinha tudo preparado, aquela touquinha com os furinhos e agulha de crochê e botou um filme para a gente assistir enquanto eu trabalhava ali.

De graça? Nada! Ele me pagou em cheesecake. Mais um amigo que me conhece o suficiente pra saber que açúcar é moeda.

terça-feira, 11 de maio de 2010

Fim da catação de clusters

Mais uma etapa cumprida no meu trabalho, acabei de separar os clusters do resto das raízes das minhas 150 amostras! Eba! Se não dá para entender, leia: acabei de catar as agulhas no palheiro na piscininha d'água usando uma pinça em cada mão.

Agora eu terei mais um trabalho trash, que é de contar as micorrizas (leia: botar raiz sob o microscópio e contar os fiozinhos e as bolinhas certas).

Vou comemorar não indo para a academia! Porque qualquer desculpa vale! Hahaha

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Mickey

Final de semana de pobre serve para carregar pedra. No meu caso, para fazer faxina. Hoje eu acordei, enrolei um pouco na cama, fiquei pensando no que eu poderia fazer de manhã, pensando em rearranjar os móveis ou arrumar as roupas dentro deles de uma forma melhor (ou simplesmente diferente) e aí decidi fazer algo útil: faxina.

Antes disso eu me embolei no cobertor e fiquei pensando no café da manhã no sítio, ovos mexidos com presuntinho e café com leite com açúcar (ao invés do adoçante com o qual eu já me acostumei) e pãozinho. Fiquei pensando forte, meuito forte mesmo pra ver se a comida se materializava, ou se os meus pais (que preparavam isso ocasionalmente) não se materializavam pra aí fazer a comida. Não foi dessa vez. Tive que levantar e preparar a comida eu mesma. Sentei de frente pra janela que dá pra ver uma árvore lá longe e comi.

Aí... faxina! Nada de balde e vassoura, porque aqui não tem piassava nem ralo em casa. Aspirei tudo primeiro e passei o "pano" que é um tipo de esfregão que é basicamente uma esponja com cabo. A diferença do que eu faço normalmente é que hoje eu arrastei os móveis. Arrastei a cama e removi cabelo o suficiente para fazer 4 perucas, arrastei o sofá e limpei a poeira que invade a sala e arrastei o fogão e encontrei a casinha do Mickey. Ou do Jerry. Tinha várias sementes e outras gostosuras de rato acumuladas ali, e não fui eu que derrubei. É que tem uma fresta entre as tábuas do chão e a parede, que dá um espaço para o bichano entrar e sair do vão no contrapiso ou laje, sei lá, onde eu imagino que ele more. Aspirei tudo, limpei tudo, mas fiquei com uma dúvida séria: eu quero ou não quero matar ele?

Porque se eu não matar, o Mickey pode conhecer a Minnie e aí é infestação total. Ou ele pode dar para revirar o meu lixo ou ir passear no quarto, o que é uma possibilidade horrível. Mas se eu colocar veneno, ele pode comer e ir morrer num lugar pouco acessível, aí a minha casa vai ficar fedendo (de novo); e se eu colocar ratoeira, depois de ficar preso na armadilha, eu tenho que matar. Ou soltar no quintal e esperar ele voltar para a vingança.

Resolvi não fazer nada, deixar a casa tão asseptica que ele resolva morar em algum lugar com mais comida que aqui. Também resolvi que na próxima vez que eu fizer um jantar eu vou perguntar pros meus amigos: "então, você já matou algum rato na vida?"

Pena que eu não goste muito de gatos como bichos de estimação. Entendo porque 2 dos meus 3 vizinhos têm gatos agora...

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Frio

Agora a temperatura baixou mesmo aqui. Durante o dia ainda está fazendo uns 22-25 graus muito agradáveis, e ainda não começou a chover todo dia, o que é fantástico, mas a maior diferença é à noite, porque tem feito uns 7 a 10 graus de noite.

Comprei um lençol de flanela (que na primeira lavagem já encheu de bolinhas, que saco! odeio bolinhas nas roupas!) e embolo todo o cobertor em cima de mim. É ruim quando eu tenho que fazer xixi de noite, porque o banheiro fica lááá longe.

As manhãs também estão menos ensolaradas, e quando eu acordo, às 7, o sol está nascendo e sai fumacinha do meu nariz.

Descobri que além da minha casa ser insuportavelmente quente no verão, ela é bem fria no inverno. E nem é inverno ainda. As frestas entre a porta e o batente insistem em deixar o frio entrar, e o pé direito enorme também não está ajudando muito. Mas é o de menos. Ainda acho que vale muito a pena ter a minha casinha só para mim, super bem localizada e baratinha (em comparação com o que eu consigo achar aqui).

Estranho, né? No verão parece que eu não tenho saias e regatas o suficiente, e no inverno parece que eu não tenho calças e botas em número! Comprei duas calças jeans esta semana, porque eu tive que dar tchau para duas outras que sublimaram depois de tanto uso, e eu encontrei duas bem boas, que eu espero que durem. Preciso fazer a barra. Vou ver se a Katherine deixa eu usar a máquina de costura dela.

Aaaahhh, hora de trabalhar!

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Um daqueles dias


Tem dias em que as palavras não querem formar frases, que os pensamentos ficam reverberando sem ir para lugar nenhum e que o sol fica te chamando pra ir lá fora deitar na grama.

Nesses dias eu vejo as cores melhor do que os formatos, e me parece que as partes do meu corpo não fazem parte do todo e tem um pouquinho de vontade própria. Dá pra sentir cada um dos dedos. O lábio em cima dos dentes.

E é nesses dias que eu me lembro mais e melhor de alguns acordes de algumas músicas, e que Carlos Drummond faz ainda mais sentido que o normal, que eu encosto nas paredes enquanto ando no corredor.

Hoje está mais fácil de pensar que o trabalho é bom porque eu conheço muita gente interessante, e eles permitem que eu observe como eles pensam. As frutas querem escorrer até os cotovelos e eu penso em abraçar as crianças (Bi, Lu, João) e ao mesmo tempo imaginar que eles são tamanho normal e eu sou gigante. E a gente usa chapéu e pode voar.

DISCLAIMER: Este texto foi produzido sob condições normais e não é efeito de nenhum psicotrópico. É só para dividir um pouco com vocês o que eu experimento dentro de mim mesma. Estranho e bom.

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Atualização


Eita blog lerdo esse, né? Hoje eu vi que faz uma semana que eu não escrevo, mas é que as coisas por aqui não estão assim, num ritmo frenético. Muito pelo contrário, parece que eu entrei num túnel de espaço-tempo viscoso, que nem aqueles sonhos em que você corre, corre e não sai do lugar. Hum. Acho que eu estou confundindo a mim mesma. Ignorem.

Neste final de semana eu fui na casa da Stephanie, a minha amiga alemã, e a gente cozinhou junto e foi legal, que eu descobri que o Bruno ensinou ela a fazer arroz brasileiro, e ela fez o arroz, então, com alho e cebola, ao invés de arroz japonês. Eu levei uma abóbora já cavada bonitinha pra casa dela e botei no forno enquanto a gente descascava os camarões. Eu cheguei meio tarde no caminhão que vende frutos do mar e os camarões limpos já tinham acabado. Ela não tinha feito isso nunca na vida, mas ela é médica (cirurgiã), e acho que isso aumenta a tolerância a nojeiras consideravelmente. Eu falei pra ela tirar a tripinha e ela nem fez cara feia. Na verdade, ela pegava os camarõezinhos, um em cada mão, e ficava fazendo um conversar com o outro: "you've lost your head" e "you've got no guts".

Resultado: camarão na moranga com ricota e parmesão porque catupiry não existe aqui, com arroz e vinho de Margaret River. Ela disse que foi uma das melhores comidas que já comeu, de todas; mas eu acho que ela já tinha bebido um pouco de vinho demais. Tava bem gostoso, mas não entra no top 10. Tenho que fazer o frango nas natas pra ela ver o que é comida! Ha!

Aí a gente viu um filme de comédia inglesa chamado Hot Fuzz que é muito, mas muito engraçado. Isso tomando sorvete. Era sábado. De sábado e domingo pode! Eu dormi no meu quartinho de hóspedes e no domingo a gente foi junto buscar o Bruno no aeroporto, que estava voltando do Brasil. Ou, como ele diz, do Brasa.

Aí no domingo a gente foi no mercado, limpou a casa e tal. Eu fui pra minha casa tentar consertar a torneira da pia do banheiro, e sei lá como, acabei quebrando a descarga. Tive que chamar o dono da casa pra consertar, e ele veio na terça, tá tudo certo agora.

Fora isso, cluster roots. Muito cluster root pra eu separar! Uma foto deles aí.

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Salva-vidas

Nem contei, né? Sexta-feira passada eu fiz uma prova para ser salva-vidas de piscina. Porque nessa categoria não é preciso correr, enquanto que os salva-vidas de praia precisam correr. Me inscrevi para o próximo curso que houvesse em Outubro ou Novembro, e aí fiquei esperando.

Na semana passada recebi um email que dizia que o curso seria na sexta. Mais nada. Investiguei na internet e o que eu encontrei é que eu precisaria nadar 400m em menos de 8 minutos e fazer o curso de CPR (ressucitação). OK, eu pensei. Vou lá.

Cheguei e descobri que era o dia todinho para isso. Primeiro tivemos aulas teóricas sobre ressucitação e emergência, depois a gente teve que treinar a ressucitação em bonecos e com os nossos coleguinhas. Eu estava pareada com a Jess, que não parava de dar risada quando eu tentava ressucitar ela.

Depois fomos para a piscina para o treino de rebocagem. Primeiro uma parte teórica, de qual é o melhor jeito de rebocar a pessoa em cada tipo de acidente (se ela está consciente ou não, se te ajuda ou tenta se agarrar em você, se está machucada e tal), e aí toca todo mundo se rebocar. Eu tive que nadar 100 metros sozinha e depois rebocar a Jess por 100 metros. Por mais leve que uma pessoa seja dentro d'água, quando você está com um braço ocupado segurando um peso morto, nadar fica bem complicado, e da primeira vez eu falhei completamente, mas ganhei uma segunda chance e aí completei a prova em 2 min45. O limite é 3min15. Por pouco.

Aí a gente teve a prova de ressucitação, com uma encenação bizarra, e eu passei, e depois a prova da piscina, que não era o que eu li na internet. A gente tinha que nadar 400 metros, sim, mas 100 livre, 100 peito, 100 costas estilo "survival" (que eu nunca tinha ouvido falar), e 100 de lado! Isso mesmo, de lado! Fui a última a completar a prova, se bem que eu acho que eu nadei 50 metros a mais por tosquice minha, porque eu perdi a conta. Mas passei.

Depois veio a última prova, onde as 6 pessoas novas (inclui eu) tinham que salvar 25 pessoas fingindo de afogadas numa aula de hidroginástica. Foi legal que eu fui a única pessoa a pensar que ninguém se afoga em aula de hidroginástica, e que todos afogados de uma vez devia ser por eletrocução, então eu desliguei o rádio imaginário da tomada imaginária e impedi que todos os salva-vidas de mentirinha morressem também. Isso foi bom, ganhei pontos, mas aí eu entrei no desespero total, porque tinha várias pessoas com a cabeça virada pra baixo e eu fui salvar elas primeiro, quando elas deveriam ter ficado por último.

Então por isso eu não sei se eu passei, mas foi muito legal fazer o curso de qualquer forma, e eu aprendi um monte de coisa. Se eu passar, acho que vou comprar um maiô vermelho em comemoração! Hahaha!

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Jogo no Domingo


Ontem fui no estádio ver um jogo de Aussie Rules, Futebol australiano. É mais ou menos assim: pode chutar, pode passar, pode correr segurando a bola (mas não muito, senão tem que pingar a bola no chão), e pode machucar um pouco os jogadores do outro time. Mas não muito, porque ninguém usa capacete e roupa almofadada que nem futebol americano.

Gol no meio das traves menores vale 6 e nas traves maiores vale 1 ponto. E tem ponto à beça no jogo! Por isso acho que é muito divertido.

Assisti Fremantle vs. Geelong (Fremantle é um dos times locais e Geelong foi o campeão no campeonato do ano passado). Foi um jogo super apertado, ponto a ponto, e aí no 3o. tempo o Geelong foi ganhando mais diferença e aí chegou a ter 21 pontos a mais, mas no 4o. (e último tempo), Fremantle virou e ganhou. Na foto dá pra ver o jogador do Fremantle com um pouco de medo do Geelong... Ganhamos por pouco! Todo mundo vibrando muito! No meio da emoção toda ao invés de gritar em inglês eu acabava gritando em português mesmo: VAAAAAI, CORRE e AAAEEEEEE!!!!!

Foi super legal, eu assisti da segunda fileira, e todo mundo fica sentadinho, bonitinho, e só abanam as bandeiras quando tem ponto. Ah, e outra coisa: os torcedores ficam completamente misturados, lado a lado, sem briga, sem problemas. Só os jogadores que brigam, ficam se empurrando no chão e se dando ombrada. Testosterona... Teve um até que foi segurar o outro pela camiseta (coisa que não pode) e segurou tanto que rasgou a camiseta do infeliz. Aí a torcida ficou fazendo fiu-fiu! Hahaha!

Virei fã de footie. Mas acho que vou torcer para os Eagles, que o uniforme deles é mais bonito :)

terça-feira, 6 de abril de 2010

Páscoa

A Páscoa é mais ou menos que nem o Natal pra mim, só que sem os presentes... Eu sei que todo mundo da família aí no Brasil tá junto, curtindo, e eu não. Só faltou a Mariana... E a maioria das pessoas aqui também encontra com os amigos ou vai viajar e os estrangeiros ficam se sentindo mais estrangeiros.

Sexta eu tive que trabalhar na faculdade (mas é porque eu estava sendo paga extra, então achei legal!), e depois fui aprender a cozinhar comida indiana com a Parwinder, que, naturalmente, é indiana. Depois de cozinhar e jantar, a gente viu Shutter Island na casa dela mesmo. Pirata. Foi bem legal.

Felizmente, assim como no Natal, a Annaliese me ligou na sexta-feira me dizendo que iam rolar umas coisas de família e que era pra eu ir junto. No sábado eu fui visitar a sobrinha dela, que está com duas semanas, e aí fiquei lá conversando com ela, as irmãs dela, a prima de 14 anos dela que é revoltada e fuma e bebe e usa mais maquiagem que a Hebe e vendo todo mundo feliz com o bebê. Foi bom também, fiquei sentindo como se fosse uma prática para a Ervilha.

Domingo eu fiquei em casa, reguei as plantas, vi que tem uma beringela nascendo e aí fui ver tv, não tinha nada bom, comi um sanduíche, enrolei, enrolei mais, fiz origami, fiquei achando que eu devia passear ou fazer alguma coisa, mas as ruas estavam desertas e eu preferi ficar em casa.

Aí segunda-feira é que foi super legal. Fui na casa do pai da Anneliese para um brunch de páscoa, e ganhei ovo e tudo! A família dela me apresenta para quem ainda não me conhece como: esta é a Mariana, ela fica com a gente. Me senti muito bem. A nuvem negra está indo embora.

quarta-feira, 31 de março de 2010

Flores e perda total






As fotos das minhas flores no canteiro de casa. Espero ter abobrinhas e berinjelas e tomatinhos cerja logo. Por enquanto as únicas plantas que formaram frutos foram o feijão e o chilli.

Estou super feliz com o meu canteiro crescendo muito bem, e o Malcolm está ajudando também, ele dá uma olhada pra ver se não tem lesma e ele plantou umas florzinhas que atraem abelhas para que as abelhas polinizem as flores. O canteiro está indo tão bem que até as estacas que a gente colocou (primeira foto) para apoiar os tomates estão brotando :)

Parte 2 do email, a perda total do meu carro. Levei para o seguro avaliar e infelizmente meu carro sofreu perda total. Como aqui não tem martelinho de ouro, eles trocam as peças, e qualquer carro segurado por menos de 10mil dólares (segundo o cara) recebeu PT. Não foi tão mal para mim, pois o carro estava segurado por um valor mais alto do que eu paguei, e eu pude comprar o meu próprio carro de volta, na hora (os destroços, como eles se referiram ao blue bug). No fim das contas, contando comprar o carro (as duas vezes), seguro, licenciamento e revisão, eu gastei um total de 300 dólares. Quaaaase que eu tenho lucro por ter um carro!

Agora eu vou segurar o carro só contra terceiros e roubo, que é bem mais barato, e aí eu espero um dia poder vender ele por um trocado também, de forma que eu tenho um carro praticamente de graça! Demais!

Ah, mas eu tenho que consertar a lanterna que está quebrada. Me disseram que a polícia pode me ferrar por causa disso, mesmo que as lâmpadas de freio, ré e seta funcionem... Vou fazer isso semana que vem! Vou tentar trocar eu mesma.

Amigos


Tem amigo pra todo tipo de coisa, mas é preciso um tipo de amigo especial pra colocar (e acorrentar) sua bicicleta em cima de uma árvore, mais ou menos a 3m de altura do chão. Esse foi o ponto alto do meu dia - porque a bike não era minha, senão ia ficar lá para sempre!

O resto do dia eu passei lavando raízes. Pega o saco plástico, pega o saco de papel com a mesma etiqueta, esvazia o saco plástico na peneira, lava com mangueira, pega a pinça e coloca as raízes no saco de papel. Fiz isso por cinco horas. Depois eu tive reunião com os meus alunos da monitoria, e fui toda séria, toda profissional, exceto pela minha camiseta branca IMUNDA de areia e terra. Tudo bem!

Hoje eu vi os primeiros feijõezinhos nascendo na minha horta. Tá tudo cheio de flor, e eu lembrei do Tistu, o menino do dedo verde, que disse que "onde há flores, o mal não prospera". Flores para todos vocês! Amanhã coloco fotos.

Beijos,

quarta-feira, 24 de março de 2010

Indubitavelmente

Hahaha, lembrei disso. Meu pai disse que sonhou um dia com uma criança (netinha dele, acho, não me lembro bem), que era bem bebê e abriu a boca pra falar e falou: INDUBITAVELMENTE.

Fê e Dani, tomem cuidado com as palavras grandes perto da Ervilha!

segunda-feira, 22 de março de 2010

Tempestade

Bom, update de not'icias assim 'e meio estranho, mas acho que 'e melhor contar de uma vez geral do que ter que contar para cada um e ficar triste cada vez. Eu e o Troy terminamos. Nao sei exatamente o que aconteceu, acho que cansou, dos dois lados, mas mais do lado dele. Fiquei triste e depois com raiva e depois triste e a'i chorei um monte e a'i veio a tempestade. Literalmente.

Ontem teve a tempestade de granizo do s'eculo aqui em Perth e felizmente a minha casa segurou a onda. Nao tive nenhum vidro quebrado e meu telhado nem despencou, o que 'e extraordin'ario para uma casa constru'ida na d'ecada de 20. Estou sem energia, mas meu vizinho que tem energia me passou uma extensao gigante at'e que a companhia conserte. Pelos estragos em toda a cidade acho que eles devem estar bem ocupados.

Recebi um email da faculdade hoje para ningu'em, so hip'otese alguma, chegar perto das casas de vegeta'cao. Porque o granizo (do tamanho de bolas de golfe) detonou praticamente todas elas, e tem peda'cos de vidro pendurados do telhado esperando para cair. Projetos por 'agua abaixo!

E teve um deslizamento de terra no Kings Park, bloqueando uma das principais avenidas da cidade, e o que fez com que eu nao conseguisse ir para a faculdade. Voltei pra casa e vim andando para a biblioteca municipal. Vou ficar por aqui mesmo.

Para ver como foi no bairro aqui da faculdade, abram http://www.youtube.com/watch?v=7ZATbPdujWc é realmente muito bom esse vídeo!

Inacreditavelmente, o meu canteiro em casa nao sofreu nada, absolutamente nada.

terça-feira, 16 de março de 2010

Campos de Jordão

Campos é um dos meus lugares favoritos. Acho que é um lugar que eu nunca não gostei de ir. Em Campos o clima é beeem mais fresquinho, de noite vários cobertores e de dia, sol com vento frio. Às vezes chove muito também, mas aí é perfeito para ficar dentro de casa não fazendo nada ou bordando alguma toalhinha ou lendo um livro.

Hoje eu acordei e o clima me pareceu exatamente igual ao de Campos. Eu botei a minha roupa (legging, regata e moletom), igual eu uso em Campos; tomei café, alimentei os peixes e reguei as plantas e vim para a faculdade. Como eu cheguei tarde eu tive que estacionar láááá longe e aí fui caminhando para a Biologia. Assim como em Campos, depois de andar um pouco você não precisa mais do moletom, mesmo que esteja meio friozinho...

Estou com saudades. De novo eu penso no teletransporte. Queria ir para lá passar a Páscoa com todo mundo que nem a gente passou um ano, nem me lembro quando, com umas 20 pessoas na casa. Queria sentar do lado de fora da casa quebrando madeirinha pela metade, e depois metade, e depois metade... Ou sentar na laje olhando os cachorros olharem para a gente.

Ai, que vontade de não fazer nada!

sexta-feira, 12 de março de 2010

World's Greatest Shave

Então era hoje o dia de cortar o cabelo, e o Troy fez isso no trabalho. Tinha mais gente na Houghton's (vinícola em que ele trabalha) cortando o cabelo, então a galera se juntou para fazer isso junto. É claro que eles não cortaram tudo de uma só vez, então o coitado teve que andar pela empresa com metade do cabelo cortado por algumas horas. Está melhor agora. Não melhor do que com todo o cabelo, mas melhor do que com metade :)

No fim das contas, ele arrecadou mais de 1300 dólares que vão para a Fundação de Leucemia. E sim, eu estou muito orgulhosa!

Obrigada para aqueles que contribuiram!!!

segunda-feira, 8 de março de 2010

Potência dos carrapatos

Eles fizeram eu ter uma reação alérgica, sim, mas bem menor do que aquelas que eu (e muitos de vocês já viram) tive durante a faculdade e o mestrado. Ou os carrapatos são menos do mal ou o meu corpo está exagerando menos na resposta.

Detalhes bizarros (aqueles que apresentam nojinho, não leiam!): poucas picadas ficaram inflamadas, apesar de todas terem virado bolhas d'água. A maioria, como de costume, está na linha da barriga onde a calça termina e nas costas e suvaco, também conhecido como linha do elástico do sutiã. Mesmo que eu consiga me controlar e não coçar as picadas durante o dia, eu acordo de noite arranhando a minha pele loucamente. Tenho umas 4 ou 5 bolhas no joelho e no cotovelo que estouram a cada 2 horas. É o tempo que demora para elas se refazerem e serem estouradas de novo.

Ah! Chega, né? Sei que nem todo mundo curte as minhas histórias nojentinhas. Mas fazer o quê se essas são as novidades que eu tenho pra contar?

sábado, 6 de março de 2010

Ubatuba vs. Whiteman Park

Sexta fui de monitora numa excursão para o Whiteman Park. E peguei carrapatos. Muitos.

No carro, na volta, eu tirei por volta de uns 70 carrapatos só por cima da minha calça e blusa. Em casa, de noite, eu tirei por volta de uns 50 do meu corpo.

Em quantidade, ganhou de Ubatuba. Só que os carrapatos daqui são aussie e eles andam devagar e demoram a morder, então o dano deve ser menor. Aqui também não tem nenhuma doença transmitida por eles, então tá tranquilo!

Ah, e detalhe que eu só fui pra casa bem tarde porque depois de voltar do campo eu fui direto para o show do Cat Empire, que é uma banda suuuper legal de Sydney. A Eli, minha amiga, ia com o namorado e ele acabou tendo que ir para Melbourne, então eu fui com ela. Já é a segunda vez que eu ganho um ingresso de um namorado/a que furou. A vantagem de ser ímpar!

quinta-feira, 4 de março de 2010

Bali






Bom, muita gente pediu para eu tirar muitas fotos de Bali e mostrar depois que voltasse, e eu fui com aquela impressão de que Bali é o lugar mais paradisíaco do mundo e que seriam as férias dos sonhos.

Na verdade, Bali é um lugar meio triste. Dentro dos resorts e dos hotéis 5 estrelas é tudo realmente muito bom, mas assim que você ultrapassa o portão, você percebe que as ruas não têm calçada, que o esgoto corre a céu aberto num canal ao longo das ruas e vai diretamente para o mar, que, consequentemente, é imundo e está cheinho de lixo em geral, assim como a areia da praia.

Como o destino também é muito conhecido por ser muito barato, Bali acaba atraindo um tipo de turista que está mais interessado em cair de bêbado nos bares do que em apreciar o local e a cultura da ilha. Foi difícil encontrar um restaurante de comida típica; os restaurantes italianos e fast food são bem mais comuns...

O povo é totalmente explorado no seu trabalho e a pobreza é geral. O trânsito é totalmente insano, sem regra alguma: farol vermelho não vale nada, dar seta é raríssimo e quanto maior o veículo, mais preferência ele tem. Ah, e as motinhos tipo scooter são para a família toda. Com frequência vimos 4 pessoas numa mesma scooter (pai dirigindo, o filho maiorzinho na frente dele, de pé e segurando no guidão, a mãe na garupa segurando o bebê entre o corpo dela e do pai).

Claro que nem tudo é horrível, as vistas dos lugares mais afastados da cidade são lindas, nas vilazinhas as crianças vêm correndo com a mão estendida pra dar um Hi-five, as cores impressionam, eu vi um vulcão suuuper bonito e, sim, é tudo muito barato; acho que uma hora de massagem (reflexologia) por 10 reais foram os 10 reais mais bem gastos em toda a minha vida.

E a companhia também foi ótima; eu a Sara e a Nadia ficamos conversando o tempo todo e estávamos bem no mesmo clima de férias, então não rolou estresse de quero-fazer-isso ou quero-fazer-aquilo...

Algumas fotos pra vocês!

terça-feira, 2 de março de 2010

Lembra do congresso?

Lembram que eu fui para Rottnest para um congresso? Provavelmente não, porque eu fiquei com muita preguiça de tirar fotos e acabei não publicando, mas a Diane (japa das Filipinas) ficou tirando fotos loucamente e publicou tudo agora no Picasa dela.

Pra quem estiver de bobeira ou para aqueles que preferem ver fotos a trabalhar:
http://picasaweb.google.com/deee.tan

Beijos,
Mari

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Próxima estação: São Paulo

Tá reagendado. Depois de pagar uma singela taxa, eu marquei a minha próxima parada em São Paulo para o dia 17 de Setembro. 17 de Setembro aí, porque daqui eu saio dia 15...

Duas semanas de férias em São Paulo, congresso no Chile (espero) e nascimento da Ervilha, cujo nome eu espero que seja Ervilha se for menina ou Grão de Bico se for menino.

Isso se o meu futuro experimento cooperar desta vez, claro.

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Sophie



Sophie, ou Sophinha é a gata que é que nem a Sofia, só que australiana.
Ela é preta, tem os olhos verdes, é peluda e adora carinho. Ela é do meu vizinho, então está sempre na porta de casa, e quando eu chego, falo pra ela: "So-fi-nha..."; e ela já deita, se esfrega na calçada e vira de barriga pra cima!

Este post é dedicado especialmente à Carol.

Sorte, finalmente!

Ontem depois do trabalho, eu estava com a cabeça cheinha de números, totalmente confusa porque os meus dados que eu queria que dessem numa linha reta inclinada pra baixo ficaram totalmente maluquinhos e foram pra todos os lados. Os gráficos até que ficaram bonitos, cheios de picos e 300 linhas de cores diferentes, mas pro trabalho é péssimo.

Aí o Bruno da Ana me perguntou se eu não queria ver uma apresentação de jazz perto de casa, e como eu precisava esvaziar os pensamentos, resolvi ir. Foi bem legal, um jazz meio maluco, mas legal, e no intervalo passou uma senhora vendendo rifas, 5 por 3 dólares. Eu dei 2 dólares e ele deu 1. A gente ganhou! Ganhamos dois toblerones e um CD de Jazz. Eu fiquei com um Tobler e o CD e dei o outro chocolate pra ele. Ele vai gravar o CD no computador de qualquer forma também.

Engraçado é que da outra vez que ele foi nesse lugar, que foi só ele e a Ana, eles também ganharam; ganharam dois ingressos pra um show, que como era depois da Ana ter voltado pro Brasil, eu fui ver!

Tomara que seja uma onda de sorte, e não só um acontecimento puntual.

domingo, 14 de fevereiro de 2010

Ano do Tigre




Este final de semana, além de ser Carnaval, foi o reveillon do ano chinês. Deixou de ser o Ano da Vaca para ser o Ano do Tigre. Supostamente força e coragem. Vai ser o ano também do nascimento da ervilha do Fê e da Dani, que já foi constatado que é maior que uma ervilha agora, mas ainda não tem outro nome para ser chamado. Ervilha será, segundo os chineses, um líder nato, com gosto pelo poder e por gastar dinheiro. Pode ser que mude de profissão algumas vezes por causa do excesso de criatividade, que no geral, é uma coisa boa. Mas isso realmente parece uma combinação de características do Fê e da Dan, então não sei se a gente vai poder culpar o tigre mesmo...

Rolaram umas festas perto de casa, com tambores e fogos de artifício (ilegais). Eu comemorei construindo um canteiro no meu quintal. Ano novo, canteiro novo. Vai ser bom para eu mexer na terra, ser um pouco obrigada a ficar do lado de fora de casa ao invés de ver tevê, e para ver os tomates, pimentas, pimentões, beringelas e outras coisas mais crescerem e depois virarem comidas deliciosas.

Então são essas as fotos que eu coloquei. O muro que eu construí com os tijolos abandonados, e depois eu enchi o buraco com areia, o que provocou uma certa calosidade nas minhas mãos (e a descoberta de que aquele espaço tinha sido usado no passado para jogar o lixo de madeira da obra; e a segunda descoberta de que não tem bicho NENHUM no solo), e aí no domingo, Valentine's Day, eu e o Troy terminamos o trabalho juntos, ele colocou a irrigação subterrânea e a gente foi junto na loja porque eu não entendo muito de como plantar em areia, e ele escolheu os produtos e aí a gente voltou pra casa e cobriu o a areia com "corretor de solo" e richgro, que é tipo um fertilizante em formato de ração de coelho. Já plantei 8 pés de tomate cereja! Vou tentar colocar mais coisas durante esta semana pro solo não ficar muito exposto.

Eba! Brincar de fazendinha!

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