domingo, 31 de janeiro de 2010

Segunda-feira




Aaargh! O final de semana foi super legal, fui ao cinema, fui andar ao redor do Lake Monger (que tem 3.5km e um monte de aves aquáticas, super lindo), vi a final do tênis e o episódio novo do House, mas aí, infelizmente eu tive que dormir e quando eu acordei hoje, de acordo com todas as expectativas, era segunda-feira.

Aí faculdade, morning tea, montar apresentação para o projeto, regar as plantas, espremer o cérebro, natação, contas pra ver se o dinheiro no banco vai dar com sobra ou sem sobra, pregui...

Sexta a Ana Luiza vai de volta pro Brasil, e sábado o Bruno, da UNICAMP, chega por aqui. É pra manter os números de brasileiros na UWA, acho. O Bruno vai ficar em casa por um tempo, até arranjar apartamento. Acho que vai ser legal ter alguém em casa de novo, pra muquifar um pouquinho.

As fotos que coloquei hoje não têm nada a ver com o texto, é de quando a mãe e o pai estavam aqui e a gente foi no Caversham Wildlife Park e e peguei o coelho fofinho e macio no colo, dei de comer na mão pro canguru e fiz um carinho no wombat. Foi legal!

Até mais,
Mari

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Festa da Leanda



Era uma festa à fantasia e eu fui fantasiada de tucano. Demorou pra eu pensar em de que cor era o bico do tucano, sem a internet pra me ajudar. Meio laranja, com a pontinha de outra cor, né? No final não importou muito porque eu não tinha cartolina de todas as cores nem canetinha nem nada, então ficou uma fantasia meio tosquinha mesmo. E eu tinha uns penachos pretos na cabeça, e aí sem o bico (porque estava ventando e ele ficava me enchendo tanto que eu tive que tirar) eu fiquei mais pra cisne negro ou corvo. Ok, sem problemas. Pelo menos eu não estava passando calor que nem o cara fantasiado de tubarão...

A Leanda é a irmã mais nova da Annaliese, que acabou de fazer 21 anos. Eu me dou super bem com ela, e acho que a gente vai sair pra balada junto no final de semana. É bom, porque nenhum dos meus amigos (ou por serem mais velhos ou com namorados ou simplesmente sem graça) sai muito, e eu bem que queria ter mais o que fazer...

Fora isso, tudo certo, ontem eu fui na praia depois do trabalho, fez sol até umas 7h30 da noite, e aí a gente foi comer fish & chips, e eu saí rolando de lá. Mas tava muito gostoso!

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Volta às aulas 2010




Não tenho aulas, mas o meu trabalho é na escola... quer dizer, faculdade. Ontem eu consegui até trabalhar um pouco, mandei um resumo para um congresso e respondi emails de trabalho. Aí eu fui nadar no meio do dia para relaxar um pouco do estresse e perdi o pique do trabalho :(
Em casa, de noite, eu vi no noticiário que não teve 37 graus ontem, nada! Foram 41, e foi a noite mais quente em Janeiro dos últimos 21 anos. Que maravilha! Eu liguei o ventilador e usei o sprayzinho de água das plantas para me refrescar.
Estou colocando duas garrafas de água congelada no aquário de noite pra baixar um pouco a temperatura dos peixinhos e ninguém mais morrer. As minhas plantas estão meio mais ou menos, mas vivas também. Bom! Espero que sobrevivam a fevereiro também.

Umas fotos aí pra vocês verem como foram as minhas férias:
Rottnest Island, uma das praias qualquer;
Churrasquinho em casa com o Malcolm, meu vizinho;
Singelos pedaços de bolo na loja mais linda do mundo em Leederville.

M

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

O blog não morreu!

Estava em coma, mas voltou à vida agora. É que sem internet em casa e passeando todos os dias fica difícil mesmo atualizar os recadinhos aqui. Mas foram poucas as reclamações e por isso eu entendo que vocês também estavam por aí, livres do computador e se divertindo no ar fresco.

O ar aqui não está fresco, não. Hoje está fazendo 37 graus no maior bafo seco, o que é um alívio depois de dois dias de 43. Vai ser assim pra sempre. E dizem que o mês quente é fevereiro... Tô só vendo! Ou eu fico derretendo na piscina ou acabo trabalhando, porque no escritório tem ar-condicionado.

As demais festas de natal foram boas, mas eu nem me lembro direito mais. Aí depois do Natal os meus pais vieram passar as férias deles aqui, e deu pra lembrar do calor da praia grande e de Caraguá junto deles :) A gente nem foi viajar pra longe daqui, mas fomos na ilha-playgroung de Perth; Rottnest, e fomos dar comida na mão pra canguru, e fizemos um tour-zinho pelas vinícolas da região seguido de uma visita à loja que vende vinhos pro pai contrabandear umas coisas aí pro Brasil. Espero que não quebre... A festa de ano novo foi super legal apesar do vento violento e apesar de não ter tido fogos de artifício... e o que mais?... Nossa, foi uma mistura de um monte de coisa com coisa nenhuma, nem sei direito o que a gente fez. A gente também fez churrasquinho na beira do rio, fomos à praia duas vezes, passeamos em Fremantle e no centro da cidade, bastante.

A mãe cozinhou todos os dias, praticamente, e eu nem lavei louça nem roupa nesses 20 dias. E o pai consertou tudo o que estava mais ou menos na casa. Quer dizer, tudo menos a campainha, mas assim é melhor que as testemunhas de Jeová não me chamam pra encher! Fiquei mimada, claro. Ganhei presentes (por sinal, recebi presentes vindos do Brasil também, muito obrigada, meus queridos!). Foi muito bom os dois terem vindo aqui. Sei que é menos prático do que eu ir para o Brasil, mas assim dá pra mais gente presenciar a farofinha no cinema a céu aberto. Assim quando eu voltar para o Brasil vai ser menor a chance de eu achar que passei, na verdade, 3 anos no manicômio sonhando que isso tudo aconteceu, que tem lugar que ônibus é de graça e que tem lugar que o restaurante na beira da Marina tem vista para o por-do-sol e a garçonete se preocupa em te avisar para trazer um casaquinho porque pode ficar frio.

E espero que a mãe e o pai também se lembrem do Malcolm, da Inge e do Jeremy, da Annaliese e da família dela, do Hans que tomou um café com a gente, do Troy que fala "inglês" e da Ana, Ana e Bruno. Do Alberto e da Adriana e da festa dos indianos.

E espero ter mostrado umas coisas novas pra eles também: que kebab é muito bom e pimenta também. Mesmo que a pimenta faça o lábio formigar e o nariz escorra. Que comida indiana, viet e indonésia não são assustadoras, que salami não é salame, e que G'day é bom dia, e não get out! E que tem um tipo de spray diferente pra limpar cada coisa, e que nunca, mas NUNCA você precisa esfregar nada.

Eles nem chegaram no Brasil ainda e eu já estou com saudades. Acho que a mãe vai ter saudades de fazer compras no Coles e o pai vai sonhar com as churrasqueiras que ele não comprou... Eu estarei aqui, na faculdade, curtindo um ar-condicionado, porque em casa até a água da torneira está hiper quente. A pasta de dente tá quente, o lençol tá quente, o vento tá quente, e quando você pisca o olho, você sente a pálpebra quente. Vou ficar aqui na faculdade um pouco mais também porque não tem mais muquifo em casa, não tem 30 pacotes de timtam espalhados na mesinha e não tem 20 toalhas penduradas pela casa. Pra falar a verdade, a casa ficou bem sem graça agora que está tudo arrumado...

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Natal parte 3/5




Ontem foi a terceira festa de Natal das 5 que eu participarei este ano. O lance aqui é levado a sério, e começa já no começo de Dezembro. Acho que dá na mesma que no Brasil, só que ao invés de ter festas de fim de ano na empresa e na faculdade, tem festas de natal, com decoração e comidas temáticas...

Então, as fotos são da festinha, que rolou no gramado ao lado da faculdade, a partir das 16h30, mais ou menos quando eu tirei a foto. Tinha várias famílias, um pula-pula e gente pintando o rosto das crianças (e não tão crianças, como a Yiming aí na foto). Como de costume, o arroz de festa aqui foi a primeira pessoa a chega e uma das últimas a ir embora. Na verdade, a festa se dissipou e tudo foi desmontado e eu e mais 6 amigos (3 amigos e 3 pessoas recém-conhecidas) fomos para a beira do rio continuar a festa. A Annaliese e o Lalith sequestraram champagne que sobrou da festa, e um cara conseguiu copinhos plásticos no laboratório.

Eu já tinha parado de beber fazia tempo, preocupada com como eu ia voltar para casa, mas como a festa começou super cedo, às 9 e meia da noite tinha muita gente estragada, e isso incluía a minha amiga, que acabou passando mal e eu tive que levar ela embora. Ah! Peguei a chave do carro dela (que, por sinal, é muito melhor que o meu!) e dirigi até a casa da mãe dela. Eu podia ter levado ela pra minha casa, mas provavelmente não ia ser legal ela passar mal lá...

Só que eu contava com dormir por lá mesmo, afinal, depois de entregar ela pra Valda(que nem resmungou nem nada, ela deu risada e disse: novidade, hein, filha?!), ela agradeceu e fechou a porta, e eu fiquei meio sem jeito de bater de novo e me convidar pra ficar, então eu virei e saí andando. Eram umas 10 e meia da noite.

Tá, aqui, depois das seis e meia fica muito difícil, senão impossível pegar ônibus fora do centro da cidade, e eu podia ligar pro taxi, mas ela mora meio perto da estação de trem e eu decidi pegar o trem. Perto de carro, né, Mariana! Andei uns 35 minutos até chegar na estação, com frio e sentindo que se eu tinha tido o trabalho até então, era melhor continuar com a idéia e não arregar e pedir o taxi. Foi tranquilo, deu tudo certo e tava cheio de guarda (tipo amarelinho, não polícia mesmo) me dando boa noite. Acho que é raro eles verem gente na rua sem estar tropeçando, e eu me senti super segura no caminho pra estação e da estação até em casa. Foi bom descobrir que é possível fazer isso sozinha, embora eu não tenha a intenção de repetir a dose.

Hoje a Annaliese não veio pra faculdade. O Louie e o Lalith, que são melhores amigos entre si e brigaram ontem porque o Louie (1,90m, uns 90kg) jogou o Lalith (1,65m, 60kg) no rio. O Lalith também perdeu o sapato e um outro cara que tava lá, Lucas, perdeu a carteira. Hoje eu encontrei os três juntos, amigos de novo e felizes por terem encontrado tudo.

Eu conversei mais com uma menina chamada Veronik, colombiana-francesa, da faculdade de Economia Ambiental, e um cara chamado James da mesma faculdade. Eles ficaram surpresos da festa ter ido tão longe para o pessoal da Botânica, e meio chateados por eles próprios não serem tão empolgados. Eu, na verdade, fiquei contente por ter mais gente sóbria ali, porque seria muito chato esperar a Annaliese ficar bem e parar de dar estrelas no gramado pra levar ela pra casa.

Foi legal. Mas honestamente espero que a galera não beba nem a metade na festa 4, que será na véspera na minha casa.

domingo, 13 de dezembro de 2009

Final de fevereiro

Sabem o que eu vou fazer no final de fevereiro/começo de março, enquanto vocês pulam carnaval? Vou tomar sol. Em BALI!!! Hahaha - morram de inveja!

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Baratinha

Ela veio para me aterrorizar. Hoje cedo eu abri o armário debaixo da pia (é sempre no armário debaixo da pia, né?!) e tinha uma baratinha. Não daquelas nojentas voadoras enormes, mas mais parecida com aquelas magrinhas que ficam nas pedras na praia, sabe? Não importa: pequena ou grande, qualquer barata me dá uma aflição ENORME e eu já começo a arrepiar, o meu nariz coça e eu quero lavar tudo o que tem na casa inteira. Paranóia completa.

Peguei o spray, porque a última coisa que eu quero é esmagar ela e limpar a meleca depois, e spray-zei a barata e ela ficou maluca e eu virei de costas, tive um mini-faniquito e virei de frente de novo para ver se ela estava morta, e ela estava lá, andando contente por cima das pás da batedeira e do mixer, então eu spray-zei mais dessa vez, e aproveitei para jogar um pouco de veneno no fundo do armário também.

[observação: enquanto escrevo isso, estou coçando o nariz e a cabeça e fazendo uma cara de nojo ridícula para quem só está se lembrando de um evento...]

Ela foi resistente, não morreu. Aí ela subiu em cima do passador de café e isso foi demais para mim. Peguei o coador e joguei ele no chão, a baratinha caiu meio longe e eu pisei nela com tudo. Aí, claro, tive que pegar o papel toalha e recolher ela, com o braço super esticado, pra manter meu corpo o mais longe possível daquele ser repugnante, e joguei no lixo. Aí passei a próxima meia hora lavando tudo o que estava dentro do armário, tanto pela barata ter andado ali como pelo spray ultra-nocivo.

Fico pensando: será que as baratinhas se aventuram por outros armários, como o que eu uso para guardar os copos e pratos? Vou acreditar que não, que elas gostam de ficar só debaixo da pia, pra não ter a paranóia de lavar tudo antes de usar também.

Credo! Por que ninguém extinguiu as baratas ainda? Será que elas cumprem um papel muito importante no mundo? O que aconteceria se as baratas simplesmente deixassem de existir?

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