Este final de semana foi intenso! Fiz mais coisa num final de semana do que eu estou acostumada a fazer num mês. Vamos lá:
Sexta-feira, depois de dar a última monitoria do semestre (e provavelmente do ano), eu fui encontrar meus amigos no Happy Hour no pub aqui perto da faculdade. Depois de ver 10 apresentações mixurucas e desinteressantes eu precisava dar risada. Foi legal, tinha bastante gente lá, tomei uma cerveja e aí saí de novo para ir ao cinema com a Nadia e a Sara. Como eu não tinha jantado, comprei um baldinho de pipoca :)
Saindo do cinema (vimos um filme australiano chamado "I love you too"), o Troy me liga dizendo que está no Mustang, um lugar perto de casa que tem música ao vivo. Pra quem está achando estranha a aparição do Troy na história, é isso aí. A gente brigou e ficou separado por uma semana e só, e estamos juntos namorando e tals. Enfim, ele me ligou do Mustang dizendo que estava super legal e que ia me esperar lá, então eu fui dançar, ficamos até tarde, uma menina mais manguaçada que qualquer coisa escorregou na minha frente e derrubou um copão cheio de coca com vodka em mim e eu fiquei de mau-humor. Aí a gente saiu de lá e fomos comer um kebab, equivalente do dogão. Eu já tinha almoçado kebab, acho que é contra os 10 mandamentos comer 2 kebabs no mesmo dia...
Sábado de noite tinha a festa de noivado da Allanah, prima do Troy, e eu tive que sair de dia comprar um vestido pra ir na festa. A Annaliese me emprestou os vestidos dela para eu escolher, mas mesmo tendo a mesma altura e o mesmo peso, a gente é bem diferente, e os vestidos ficaram estranhos. Fui na Myer, uma loja enorme de departamento e tava em promoção e acabei comprando dois vestidos. Um azul/aquamarine e o outro rosa claro, anos 60, o meu favorito. Compramos um presente pro casal também e aí passamos no escritório do pai do Troy pra conversar, já eram 3 da tarde e a gente não tinha almoçado e o Troy não sente fome nunca e eu não consigo explicar de jeito nenhum pra ele que fome é fome, e eu preciiiiiso comer... Ele foi pra casa dele se arrumar e eu fui pra casa comer lasanha (hummmm!) e me arrumar.
Aí eu fui passar o vertido rosa e me deparo com uma daquelas coisas que apitam ao sair da loja. Inspecionei o troço e parecia que eu não ia conseguir tirar mesmo e resolvi deixar pra ir na loja dia seguinte pra tirar aquilo. Mas quando o Troy chegou em casa pra me buscar e me viu com o vestido azul ele ficou incomodado porque sabia que eu queria usar o rosa (ah, problemas! problemas!) e resolveu tentar tirar o negócio. Ele foi delicado o suficiente para não estragar o vestido, mas ao quebrar a peça, descobrimos que ela contém várias bolinhas de tinta, e o vestido novo, lindo, ganhou uma nhaca verde na barra. Eu quase chorei, porque não achei nunca que a loja trocaria o vestido... Mas era tarde e a gente foi pra festa e pronto.
A família dele é normal, legal, não sei porque ele reclama tanto deles. Fiquei dançando com a Janice, a tia-avó, e a família do noivo, que era super empolgada. Veio um monte de gente conversar comigo e me entupir de comida e bebida. O único problema dessa festa é que não teve bolo.
Domingo: café da manhã na casa do Jeremy, que está indo embora para Brisbane, um amigo a menos aqui. Cheguei lá às 10 da manhã e fiquei até mais de meio-dia. Foi legal, o Alberto imprimiu várias fotos de nós todos para dar de presente para ele, e comprou um cartão bem legal também.
Saí de lá e voltei na Myer pra explicar o problema do vestido, e para a minha surpresa enorme eu não tive que discutir com gerente nem nada. A moça do caixa pediu muitas desculpas para mim por não ter tirado o alarme da roupa e por ter me causado um inconveniente de não poder usar o vestido novo. Eu fiquei em silêncio porque entrei em choque com isso. Trocou o vestido e pronto. Agora preciso de outra festa pra ir!
Daí fui na casa da Katherine pra usar a máquina de costura dela pra alterar umas roupas, enquanto ela fazia um brinco de miçanga. Levei 3 horas pra consertar tudo o que eu tinha, mas foi muito legal que a gente ficou conversando bastante e eu até descobri que tem um curso aqui de alteração de roupas. Vou ver se é legal.
Saí da casa dela para a casa da Eli, que tinha combinado de fazer macarrão (na máquinha). Fizemos macarrão e a maior sujeira do mundo! Conseguimos fazer linguine pra secar e fizemos ravioli fresco, recheado de ricota, manjericão e nozes. Ficou bom, bem bom! A Nadia e a Liz estavam lá também, e completou meu dia de convívio social.
Fiquei sem fazer faxina no final de semana pela 3a. semana seguida. Mas se eu nem fico em casa, pra que limpar, certo?
domingo, 30 de maio de 2010
segunda-feira, 24 de maio de 2010
New Norcia



Ouvi dizer (isto é, a Stephanie me disse) que tem um lugar aqui perto de Perth, 130 km de distância, que é uma cidadezinha que foi iniciada por causa de um mosteiro beneditino e que é um centro cultural e que tem uma padaria super famosa e que também vende vinho do porto local (versão melhor de pão e vinho, né?)
Então no final de semana passado eu resolvi ir lá dar uma olhada, passar um dia, só. Peguei o carro, entrei na estrada Norte, depois de 30km descobri que eu estava na estrada errada, voltei, peguei a outra estrada Norte e fui até lá.
A viagem é tranquila, duas pistas retas até o infinito, mas com paisagens que vão mudando e mini-cidades de 40 habitantes (tá, elas devem ter mais de 40 habitantes, mas é a impressão que dá) e quase nenhum posto de gasolina. Ainda bem que o meu carro é hiper econômico...
Cheguei em New Norcia super animada, mas me surpreendi que não há ruas na cidade. Na verdade, a "cidade" consiste do mosteiro, três prédios que eram colégios no passado (estilo internato, um para meninas, um para meninos e um para aborígenes), um museusinho com lojinha e um hotel. E é isso. Era mais de meio-dia e eu estava morrendo de fome, e fui comer no hotel, única opção. Relembrei as lições sobre monopólio da quinta série, ao pagar 15 dólares por um lanche bizarro de apresuntado com tomate seco. Mas uma coisa me deixou extremamente feliz. O pão era do mosteiro, e era um pãozinho francês, perfeito, sem tirar nem pôr, até com aquelas marquinhas redondinhas na parte de baixo.
Enfim, já que estava lá acabei pagando o tour pelos prédios, e ao pisar no grupo eu baixei consideravelmente a idade média da galera. Todo mundo ali, exceto eu, tinha mais de 60 anos.
A história acabou sendo muito interessante, esse mosteiro era de origem espanhola, e tinha um monte de coisas diferentes do resto que se vê aqui, e vitrais e murais e ornamentos por todo o canto, lembrou um pouco as igrejas no Brasil, apesar de eles não terem tanto ouro, mas terem muito dinheiro mesmo assim. Hoje tá meio decadente, mofo nas paredes e cocô de pássaro por todos os cantos, mais uma similaridade, acho. Eles estão investindo a maior parte do dinheiro em restaurações de escadas de madeira nobre que foram pintadas de tinta marrom ou murais lindos que foram pintados de branco com suvinil. Aparentemente tem uma técnica boa que retira camadas pequenas de tinta, mas o trabalho é feito (sem brincadeira) com cotonete. Paredes e paredes...
A padaria estava fechada mas eu descobri que tem uma filial não muito longe da faculdade, e já virei fã. Não tem o pãozinho francês nessa padaria, mas tem pão de verdade além do pão de forma que os australianos gostam tanto.
Algumas fotos de lá para ilustrar o passeio.
quarta-feira, 19 de maio de 2010
Baywatch

(música de fundo: Beach Boys, Good Vibrations)
Lembram que eu tinha feito aquele lance para ser salva-vidas de piscina faz um tempão? Então, esta semana chegou no correio um envelope da faculdade, meio pesadinho, e ao abrir, eu fiquei super contente de ver que eu tenho uma medalha de bronze de verdade! Uh! Salva vidas! Se afoguem que eu vou ao resgate!!!
sexta-feira, 14 de maio de 2010
Luzes


Hoje o Jeremy ligou para mim para saber se eu não podia fazer luzes no cabelo dele. Sim, mesmo sendo loiro ele quer luzes mais loiras, e aí eu fui lá e ele tinha tudo preparado, aquela touquinha com os furinhos e agulha de crochê e botou um filme para a gente assistir enquanto eu trabalhava ali.
De graça? Nada! Ele me pagou em cheesecake. Mais um amigo que me conhece o suficiente pra saber que açúcar é moeda.
terça-feira, 11 de maio de 2010
Fim da catação de clusters
Mais uma etapa cumprida no meu trabalho, acabei de separar os clusters do resto das raízes das minhas 150 amostras! Eba! Se não dá para entender, leia: acabei de catar as agulhas no palheiro na piscininha d'água usando uma pinça em cada mão.
Agora eu terei mais um trabalho trash, que é de contar as micorrizas (leia: botar raiz sob o microscópio e contar os fiozinhos e as bolinhas certas).
Vou comemorar não indo para a academia! Porque qualquer desculpa vale! Hahaha
Agora eu terei mais um trabalho trash, que é de contar as micorrizas (leia: botar raiz sob o microscópio e contar os fiozinhos e as bolinhas certas).
Vou comemorar não indo para a academia! Porque qualquer desculpa vale! Hahaha
sexta-feira, 7 de maio de 2010
Mickey
Final de semana de pobre serve para carregar pedra. No meu caso, para fazer faxina. Hoje eu acordei, enrolei um pouco na cama, fiquei pensando no que eu poderia fazer de manhã, pensando em rearranjar os móveis ou arrumar as roupas dentro deles de uma forma melhor (ou simplesmente diferente) e aí decidi fazer algo útil: faxina.
Antes disso eu me embolei no cobertor e fiquei pensando no café da manhã no sítio, ovos mexidos com presuntinho e café com leite com açúcar (ao invés do adoçante com o qual eu já me acostumei) e pãozinho. Fiquei pensando forte, meuito forte mesmo pra ver se a comida se materializava, ou se os meus pais (que preparavam isso ocasionalmente) não se materializavam pra aí fazer a comida. Não foi dessa vez. Tive que levantar e preparar a comida eu mesma. Sentei de frente pra janela que dá pra ver uma árvore lá longe e comi.
Aí... faxina! Nada de balde e vassoura, porque aqui não tem piassava nem ralo em casa. Aspirei tudo primeiro e passei o "pano" que é um tipo de esfregão que é basicamente uma esponja com cabo. A diferença do que eu faço normalmente é que hoje eu arrastei os móveis. Arrastei a cama e removi cabelo o suficiente para fazer 4 perucas, arrastei o sofá e limpei a poeira que invade a sala e arrastei o fogão e encontrei a casinha do Mickey. Ou do Jerry. Tinha várias sementes e outras gostosuras de rato acumuladas ali, e não fui eu que derrubei. É que tem uma fresta entre as tábuas do chão e a parede, que dá um espaço para o bichano entrar e sair do vão no contrapiso ou laje, sei lá, onde eu imagino que ele more. Aspirei tudo, limpei tudo, mas fiquei com uma dúvida séria: eu quero ou não quero matar ele?
Porque se eu não matar, o Mickey pode conhecer a Minnie e aí é infestação total. Ou ele pode dar para revirar o meu lixo ou ir passear no quarto, o que é uma possibilidade horrível. Mas se eu colocar veneno, ele pode comer e ir morrer num lugar pouco acessível, aí a minha casa vai ficar fedendo (de novo); e se eu colocar ratoeira, depois de ficar preso na armadilha, eu tenho que matar. Ou soltar no quintal e esperar ele voltar para a vingança.
Resolvi não fazer nada, deixar a casa tão asseptica que ele resolva morar em algum lugar com mais comida que aqui. Também resolvi que na próxima vez que eu fizer um jantar eu vou perguntar pros meus amigos: "então, você já matou algum rato na vida?"
Pena que eu não goste muito de gatos como bichos de estimação. Entendo porque 2 dos meus 3 vizinhos têm gatos agora...
Antes disso eu me embolei no cobertor e fiquei pensando no café da manhã no sítio, ovos mexidos com presuntinho e café com leite com açúcar (ao invés do adoçante com o qual eu já me acostumei) e pãozinho. Fiquei pensando forte, meuito forte mesmo pra ver se a comida se materializava, ou se os meus pais (que preparavam isso ocasionalmente) não se materializavam pra aí fazer a comida. Não foi dessa vez. Tive que levantar e preparar a comida eu mesma. Sentei de frente pra janela que dá pra ver uma árvore lá longe e comi.
Aí... faxina! Nada de balde e vassoura, porque aqui não tem piassava nem ralo em casa. Aspirei tudo primeiro e passei o "pano" que é um tipo de esfregão que é basicamente uma esponja com cabo. A diferença do que eu faço normalmente é que hoje eu arrastei os móveis. Arrastei a cama e removi cabelo o suficiente para fazer 4 perucas, arrastei o sofá e limpei a poeira que invade a sala e arrastei o fogão e encontrei a casinha do Mickey. Ou do Jerry. Tinha várias sementes e outras gostosuras de rato acumuladas ali, e não fui eu que derrubei. É que tem uma fresta entre as tábuas do chão e a parede, que dá um espaço para o bichano entrar e sair do vão no contrapiso ou laje, sei lá, onde eu imagino que ele more. Aspirei tudo, limpei tudo, mas fiquei com uma dúvida séria: eu quero ou não quero matar ele?
Porque se eu não matar, o Mickey pode conhecer a Minnie e aí é infestação total. Ou ele pode dar para revirar o meu lixo ou ir passear no quarto, o que é uma possibilidade horrível. Mas se eu colocar veneno, ele pode comer e ir morrer num lugar pouco acessível, aí a minha casa vai ficar fedendo (de novo); e se eu colocar ratoeira, depois de ficar preso na armadilha, eu tenho que matar. Ou soltar no quintal e esperar ele voltar para a vingança.
Resolvi não fazer nada, deixar a casa tão asseptica que ele resolva morar em algum lugar com mais comida que aqui. Também resolvi que na próxima vez que eu fizer um jantar eu vou perguntar pros meus amigos: "então, você já matou algum rato na vida?"
Pena que eu não goste muito de gatos como bichos de estimação. Entendo porque 2 dos meus 3 vizinhos têm gatos agora...
quarta-feira, 5 de maio de 2010
Frio
Agora a temperatura baixou mesmo aqui. Durante o dia ainda está fazendo uns 22-25 graus muito agradáveis, e ainda não começou a chover todo dia, o que é fantástico, mas a maior diferença é à noite, porque tem feito uns 7 a 10 graus de noite.
Comprei um lençol de flanela (que na primeira lavagem já encheu de bolinhas, que saco! odeio bolinhas nas roupas!) e embolo todo o cobertor em cima de mim. É ruim quando eu tenho que fazer xixi de noite, porque o banheiro fica lááá longe.
As manhãs também estão menos ensolaradas, e quando eu acordo, às 7, o sol está nascendo e sai fumacinha do meu nariz.
Descobri que além da minha casa ser insuportavelmente quente no verão, ela é bem fria no inverno. E nem é inverno ainda. As frestas entre a porta e o batente insistem em deixar o frio entrar, e o pé direito enorme também não está ajudando muito. Mas é o de menos. Ainda acho que vale muito a pena ter a minha casinha só para mim, super bem localizada e baratinha (em comparação com o que eu consigo achar aqui).
Estranho, né? No verão parece que eu não tenho saias e regatas o suficiente, e no inverno parece que eu não tenho calças e botas em número! Comprei duas calças jeans esta semana, porque eu tive que dar tchau para duas outras que sublimaram depois de tanto uso, e eu encontrei duas bem boas, que eu espero que durem. Preciso fazer a barra. Vou ver se a Katherine deixa eu usar a máquina de costura dela.
Aaaahhh, hora de trabalhar!
Comprei um lençol de flanela (que na primeira lavagem já encheu de bolinhas, que saco! odeio bolinhas nas roupas!) e embolo todo o cobertor em cima de mim. É ruim quando eu tenho que fazer xixi de noite, porque o banheiro fica lááá longe.
As manhãs também estão menos ensolaradas, e quando eu acordo, às 7, o sol está nascendo e sai fumacinha do meu nariz.
Descobri que além da minha casa ser insuportavelmente quente no verão, ela é bem fria no inverno. E nem é inverno ainda. As frestas entre a porta e o batente insistem em deixar o frio entrar, e o pé direito enorme também não está ajudando muito. Mas é o de menos. Ainda acho que vale muito a pena ter a minha casinha só para mim, super bem localizada e baratinha (em comparação com o que eu consigo achar aqui).
Estranho, né? No verão parece que eu não tenho saias e regatas o suficiente, e no inverno parece que eu não tenho calças e botas em número! Comprei duas calças jeans esta semana, porque eu tive que dar tchau para duas outras que sublimaram depois de tanto uso, e eu encontrei duas bem boas, que eu espero que durem. Preciso fazer a barra. Vou ver se a Katherine deixa eu usar a máquina de costura dela.
Aaaahhh, hora de trabalhar!
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