segunda-feira, 19 de julho de 2010

Sem nada muito novo

Às vezes acontece um monte de coisas e eu não tenho tempo de atualizar as postagens aqui, e às vezes eu tenho vontade de escrever mas não tenho muito para contar. Hoje é um dia da segunda opção.

O final de semana foi meio nhé, não fiz nada de mais na sexta; teve um jantar na casa do Tim que foi legal, e aí no sábado de manhã eu lavei um milhão de toneladas de roupa e limpei a casa... Aí o Troy veio em casa pra eu cortar o cabelo dele com a maquininha, e foi terrível, porque ele tem muuuuito cabelo, e além de ter doído (para ele), agora tem restinho de cabelo por toda a casa, mesmo aspirando é impossível de limpar.

Enfim... Fomos jantar na casa do Ben e da Emily e foi legal, foi engraçado por causa do coreano e do Taiwan-nês que moram com eles e eles querem aprender todas as palavras erradas. Aí eu dormi lá porque no domingo eu e a Emily tivemos que sair às 6 da manhã para ir vender bolos no mercado.

Vendemos tudo, não sobrou nenhumzinho para levar para casa, e aí depois disso, ao invés de descansar eu vim para a faculdade para cuidar das minhas plantas. Só cheguei em casa às 5h30 ou 6 da tarde, aí eu jantei hiper cedo e fui dormir às 8.

Hoje trabalhei o dia inteiro de novo, e estou indo para a academia, finalmente, depois de mais de um mês de não ir nunca.

Deixei meu carro na oficina que ele está na revisão e me ligaram para avisar que a correia do alternador (ou qualquer coisa assim) e o timing belt e os wipers e os filter e oils e tudo o mais tava na hora de trocar e aí eu vou tomar uma facada! Ainda bem que eu sou muito sortuda e recebi o retorno do imposto de renda hoje! Então nada terá que ir para o cartão de crédito!

É isso. Vida normal.

Beijos para todos!

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Aniversário do Troy


Ontem foi aniversário do Troy, 25 anos, e de manhã ele levou um bolo na faculdade para todo mundo comer na hora do cafézinho; e aí de noite ele chamou uns amigos para irem na casa dele e ir jantar no restaurante que é vizinho do prédio dele. Eu fui, claro, e comi bife com batatas fritas e salada e molho de alho em cima de tudo. Gostoso, mas melhor por estar todo mundo junto dando risada mais do que qualquer coisa. A Lou, que é a outra moradora da casa dele, apareceu com uns muffinzinhos deliciosos também, segundo bolo do dia :)

Aí ele resolveu convidar todo mundo para a festa de verdade no sábado que vem, na minha casa. Nem perguntou pra mim nem nada, eu achei legal que ele se sinta assim na liberdade. Eu gosto de dar festa mesmo, e tenho uma desculpa para fazer um bolo também!!!

Aí completa a terceira comemoração. Sempre tem que ter três!

A pedidos da Fê, uma foto minha com ele (uma das duas que eu tenho, raridade) - esta em Margaret River.

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Margaret River






Margaret River é um lugar não muito longe de Perth, conhecida por ser a melhor região produtora de vinhos de Western Australia, que nem é super o máximo em termos de Austrália e do mundo, mas em termos de Western Australia é o supra-sumo. A região também é conhecida (aí, sim, internacionalmente) pelas praias e surfe.

Como eu disse ontem, o Owen foi dirigindo a gente até lá; ele próprio, óbvio, a Kate, mulher dele (casaram no ano passado e ela só tem 24 anos!), a Stella, cachorra mais mimada do mundo e eu e o Troy.

Foi muito boa a viagem, certamente visitarei a região de novo. É estranho, porque fica entre a praia e a floresta, no meio de um monte de vinícolas e fazendas. Mas foi muito legal, é super tranquilo e vocês bem sabem que não fazer nada é uma das coisas que eu mais gosto de fazer. Mofar e mofar.

Estou mandando fotos da cabeleira (hair-monster) e depois bonitinha na foto, mesmo que de lado. Foto da gente com a vaca-Beatles (apesar de que a Kate nunca queria foto porque não estava maquiada, penteada ou arrumada o suficiente! afe! uma hora de manhã pra se arrumar e sair na chuva!), uma foto da degustação na cervejaria e uma das árvores na floresta.

Não tem muitas fotos porque foi uma viagem curta e porque eu estava me divertindo demais pra sacar a máquina fotográfica e me distrair... Mas pelo menos ilustra um pouquinho.

terça-feira, 29 de junho de 2010

Postagem múltipla





Vinte e dois dias sem escrever absolutamente nada, mas eu não desisti do Blog ainda, não, Lorena! É que acumulou uma coisa e depois outra coisa, e aí é que nem passar uma semana sem ir na academia. Uma semana vira um mês rapidinho.

PARTE 1

Finalmente, fotos da festa junina. São as últimas fotos com óculos que eu tenho de mim mesma. As bandeirinhas foram fabricadas por mim na minha casa, que virou um super bandeiral imenso. Pelo menos o Bruno (na minha opinião, mais bem caracterizado como caipira e o dono da festa) salvou as bandeirinhas pro ano que vem.

Foram 2 litros de quentão e 8 litros de vinho quente. Uma tonelada de comida também, e os australianos entraram na onda, foram fantasiados e dançaram quadrilha. Mas forró ficou só pros brasileiros e colombianos...

PARTE 2

Dia 14 de Junho foi o dia da minha cirurgia nos olhos. A Carol (minha médica) me levou até lá, ficou esperando, foi confundida por minha mãe mais de uma vez, e depois me levou para a minha casa com um muffin e um café de presente. Os médicos disseram que era melhor eu ficar acompanhada de noite pois poderia precisar de ajuda, e como o Troy tinha a despedida de uma amiga dele na casa dele, eu liguei pro Bruno pra me hospedar por lá. De novo. Valeu Bruno! Essa noite foi tranquila, e no dia seguinte, depois do trabalho, o Troy passou lá pra me buscar e me levou pro apartamento dele, onde eu fiquei hospedada com ele, o Ben e a Emily, ingleses.

Aí foi ruim. Quem é da minha família já ficou sabendo das novidades, mas vou escrever pra informar geral. Foi terrível. Doeu muito, mas muito mesmo, o que é raro nesse tipo de cirurgia. Eu tive uma reação qualquer à lente protetora e não conseguia abrir os olhos nem um pouquinho que eles fechavam com força automaticamente, e qualquer sinalzinho de luz me incomodava. A sensação era de que eu estava esfregando pimenta com vidro nos olhos constantemente. Fiquei dentro da casa o tempo todo, a não ser pelas consultas no oftalmo, com chapéu, óculos de sol, luz apagada e de vez em quando com o cobertor me cobrindo a cabeça, o que foi apelidado de caverninha. Por causa dos óculos de sol o Ben me apelidou de Stevie (Stevie Wonder).

Eles três foram ótimos comigo, eu ficava chorando com frequência, e o Troy cuidou muito bem de mim, me acalmou quando possível e também me deu sorvete, chocolate, queijo e me manteve constantemente alimentada. O Ben e a Emily, que não trabalham e ficaram em casa comigo o dia todo me liam as notícias e o Ben fez a locução de jogos de futebol e até ficou tocando músicas brasileiras do Youtube. Realmente a melhor coisa que se pode ter na vida são bons amigos!

Na sexta-feira o médico tirou a tal da lente protetora e eu parei de sofrer. Não passei a enxergar perfeitamente na hora, ainda está melhorando devagarzinho, mas posso ler o computador e dirigir e tal. Me surpreendo ainda de não estar de óculos ou lentes de contato. É muito bom!

PARTE 3

Depois disso veio a curtição. Sábado teve uma festa mexicana na casa da Kate e do Owen, foi bom, e fui duas vezes na semana seguinte na casa do Tim, que tudo o que acontece é na casa do Tim. Teve jantar com a Annaliese e os amigos dela também, e este final de semana passado eu fui para Margaret River, que será um post por si só amanhã. Muito bom! Muito bom mesmo!

PARTE 4

A quarta parte desta postagem enorme é sobre trabalho, que, afinal de contas, é o que eu vim fazer aqui na Austrália. Transplantei ontem metade das minhas plantas para o experimento e está tudo correndo bem, aparentemente. Tem que dar certo desta vez, porque não terei tempo para refazer (ou melhor, tre-fazer) isso. Todo mundo, dedos cruzados para mim!

Na faculdade também consegui um trabalho temporário (6 a 8 horas por semana) ao invés de monitoria este semestre, pra uma graninha a mais. Eu andei gastando dinheiro livremente nos últimos tempos, e percebi que se eu quiser viajar para o Norte da Austrália ou para a Nova Zelândia quando terminar o doutorado, preciso voltar a ser mais econômica. Então esse trabalho ajuda, e também o trabalho de domingo, quando eu vendo bolo na feira. Além de vender bolo na feira, eu posso ficar com o resto da produção que não é vendida! Uh! Delícia!

Acho que vou ficar por aqui por hoje. Escreverei amanhã de novo, o que, devido ao fuso horário vai cair no mesmo dia por aí...

Beijos para todo mundo,
Mari

terça-feira, 8 de junho de 2010

Festa junina

Sábado que vem eu vou numa festa junina! Eba! Eu estou me encarregando das bandeirinhas e do doce de abóbora. Os demais brasileiros também vão garantir paçoca, pé-de-moleque e pão de queijo. Os aussies vão trazer um prato de qualquer coisa, imagino que combinações bizarras possam ser formadas nessa festa, sempre tem alguém trazendo comida chinesa ou indiana. Mas tudo bem! Pelo menos tem uma festinha junina :)

Prometo fotos depois!

domingo, 30 de maio de 2010

Saga do final de semana

Este final de semana foi intenso! Fiz mais coisa num final de semana do que eu estou acostumada a fazer num mês. Vamos lá:

Sexta-feira, depois de dar a última monitoria do semestre (e provavelmente do ano), eu fui encontrar meus amigos no Happy Hour no pub aqui perto da faculdade. Depois de ver 10 apresentações mixurucas e desinteressantes eu precisava dar risada. Foi legal, tinha bastante gente lá, tomei uma cerveja e aí saí de novo para ir ao cinema com a Nadia e a Sara. Como eu não tinha jantado, comprei um baldinho de pipoca :)

Saindo do cinema (vimos um filme australiano chamado "I love you too"), o Troy me liga dizendo que está no Mustang, um lugar perto de casa que tem música ao vivo. Pra quem está achando estranha a aparição do Troy na história, é isso aí. A gente brigou e ficou separado por uma semana e só, e estamos juntos namorando e tals. Enfim, ele me ligou do Mustang dizendo que estava super legal e que ia me esperar lá, então eu fui dançar, ficamos até tarde, uma menina mais manguaçada que qualquer coisa escorregou na minha frente e derrubou um copão cheio de coca com vodka em mim e eu fiquei de mau-humor. Aí a gente saiu de lá e fomos comer um kebab, equivalente do dogão. Eu já tinha almoçado kebab, acho que é contra os 10 mandamentos comer 2 kebabs no mesmo dia...

Sábado de noite tinha a festa de noivado da Allanah, prima do Troy, e eu tive que sair de dia comprar um vestido pra ir na festa. A Annaliese me emprestou os vestidos dela para eu escolher, mas mesmo tendo a mesma altura e o mesmo peso, a gente é bem diferente, e os vestidos ficaram estranhos. Fui na Myer, uma loja enorme de departamento e tava em promoção e acabei comprando dois vestidos. Um azul/aquamarine e o outro rosa claro, anos 60, o meu favorito. Compramos um presente pro casal também e aí passamos no escritório do pai do Troy pra conversar, já eram 3 da tarde e a gente não tinha almoçado e o Troy não sente fome nunca e eu não consigo explicar de jeito nenhum pra ele que fome é fome, e eu preciiiiiso comer... Ele foi pra casa dele se arrumar e eu fui pra casa comer lasanha (hummmm!) e me arrumar.

Aí eu fui passar o vertido rosa e me deparo com uma daquelas coisas que apitam ao sair da loja. Inspecionei o troço e parecia que eu não ia conseguir tirar mesmo e resolvi deixar pra ir na loja dia seguinte pra tirar aquilo. Mas quando o Troy chegou em casa pra me buscar e me viu com o vestido azul ele ficou incomodado porque sabia que eu queria usar o rosa (ah, problemas! problemas!) e resolveu tentar tirar o negócio. Ele foi delicado o suficiente para não estragar o vestido, mas ao quebrar a peça, descobrimos que ela contém várias bolinhas de tinta, e o vestido novo, lindo, ganhou uma nhaca verde na barra. Eu quase chorei, porque não achei nunca que a loja trocaria o vestido... Mas era tarde e a gente foi pra festa e pronto.

A família dele é normal, legal, não sei porque ele reclama tanto deles. Fiquei dançando com a Janice, a tia-avó, e a família do noivo, que era super empolgada. Veio um monte de gente conversar comigo e me entupir de comida e bebida. O único problema dessa festa é que não teve bolo.

Domingo: café da manhã na casa do Jeremy, que está indo embora para Brisbane, um amigo a menos aqui. Cheguei lá às 10 da manhã e fiquei até mais de meio-dia. Foi legal, o Alberto imprimiu várias fotos de nós todos para dar de presente para ele, e comprou um cartão bem legal também.

Saí de lá e voltei na Myer pra explicar o problema do vestido, e para a minha surpresa enorme eu não tive que discutir com gerente nem nada. A moça do caixa pediu muitas desculpas para mim por não ter tirado o alarme da roupa e por ter me causado um inconveniente de não poder usar o vestido novo. Eu fiquei em silêncio porque entrei em choque com isso. Trocou o vestido e pronto. Agora preciso de outra festa pra ir!

Daí fui na casa da Katherine pra usar a máquina de costura dela pra alterar umas roupas, enquanto ela fazia um brinco de miçanga. Levei 3 horas pra consertar tudo o que eu tinha, mas foi muito legal que a gente ficou conversando bastante e eu até descobri que tem um curso aqui de alteração de roupas. Vou ver se é legal.

Saí da casa dela para a casa da Eli, que tinha combinado de fazer macarrão (na máquinha). Fizemos macarrão e a maior sujeira do mundo! Conseguimos fazer linguine pra secar e fizemos ravioli fresco, recheado de ricota, manjericão e nozes. Ficou bom, bem bom! A Nadia e a Liz estavam lá também, e completou meu dia de convívio social.

Fiquei sem fazer faxina no final de semana pela 3a. semana seguida. Mas se eu nem fico em casa, pra que limpar, certo?

segunda-feira, 24 de maio de 2010

New Norcia




Ouvi dizer (isto é, a Stephanie me disse) que tem um lugar aqui perto de Perth, 130 km de distância, que é uma cidadezinha que foi iniciada por causa de um mosteiro beneditino e que é um centro cultural e que tem uma padaria super famosa e que também vende vinho do porto local (versão melhor de pão e vinho, né?)

Então no final de semana passado eu resolvi ir lá dar uma olhada, passar um dia, só. Peguei o carro, entrei na estrada Norte, depois de 30km descobri que eu estava na estrada errada, voltei, peguei a outra estrada Norte e fui até lá.

A viagem é tranquila, duas pistas retas até o infinito, mas com paisagens que vão mudando e mini-cidades de 40 habitantes (tá, elas devem ter mais de 40 habitantes, mas é a impressão que dá) e quase nenhum posto de gasolina. Ainda bem que o meu carro é hiper econômico...

Cheguei em New Norcia super animada, mas me surpreendi que não há ruas na cidade. Na verdade, a "cidade" consiste do mosteiro, três prédios que eram colégios no passado (estilo internato, um para meninas, um para meninos e um para aborígenes), um museusinho com lojinha e um hotel. E é isso. Era mais de meio-dia e eu estava morrendo de fome, e fui comer no hotel, única opção. Relembrei as lições sobre monopólio da quinta série, ao pagar 15 dólares por um lanche bizarro de apresuntado com tomate seco. Mas uma coisa me deixou extremamente feliz. O pão era do mosteiro, e era um pãozinho francês, perfeito, sem tirar nem pôr, até com aquelas marquinhas redondinhas na parte de baixo.

Enfim, já que estava lá acabei pagando o tour pelos prédios, e ao pisar no grupo eu baixei consideravelmente a idade média da galera. Todo mundo ali, exceto eu, tinha mais de 60 anos.

A história acabou sendo muito interessante, esse mosteiro era de origem espanhola, e tinha um monte de coisas diferentes do resto que se vê aqui, e vitrais e murais e ornamentos por todo o canto, lembrou um pouco as igrejas no Brasil, apesar de eles não terem tanto ouro, mas terem muito dinheiro mesmo assim. Hoje tá meio decadente, mofo nas paredes e cocô de pássaro por todos os cantos, mais uma similaridade, acho. Eles estão investindo a maior parte do dinheiro em restaurações de escadas de madeira nobre que foram pintadas de tinta marrom ou murais lindos que foram pintados de branco com suvinil. Aparentemente tem uma técnica boa que retira camadas pequenas de tinta, mas o trabalho é feito (sem brincadeira) com cotonete. Paredes e paredes...

A padaria estava fechada mas eu descobri que tem uma filial não muito longe da faculdade, e já virei fã. Não tem o pãozinho francês nessa padaria, mas tem pão de verdade além do pão de forma que os australianos gostam tanto.

Algumas fotos de lá para ilustrar o passeio.

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