domingo, 30 de janeiro de 2011

Sobre coincidências

Em geral eu penso que coincidências são só cioncidências mesmo, e a gente acha elas tão importantes porque sempre estamos procurando por uma ou outra. Mas vez em quando é difícil pensar que não tem nada por trás disso, nenhum plano ou nenhum sentido.

Hoje eu fui nos correios buscar um pacote. Quando eu não estou em casa, o carteiro leva as entregas de volta pra agência, e aí eu tenho que ir lá com um cartãozinho que ele deixa na minha caixa e busco a entrega. É a desvantagem de não tem alguém em casa o tempo todo para assinar. Enfim, é sempre a maior expectativa, porque eu sei que tem algo, mas não sei o que é.

Hoje busquei um envelope, que era a carta de Natal da mãe e do pai postada em 7 de Dezembro. Fiquei muito feliz, e fez totalmente muito sentido, acho até que mais agora do que se eu tivesse recebido antes.

Aí eu ligo o computador e a Má me mandou uma mensagem que também faz todo o sentido, e eu fiquei mais contente ainda.

Então eu fico pensando que as coisas que aconteceram não são em nada extraordinárias, mas elas ao mesmo tempo são, pois fizeram com que eu me sentisse muito especial. A sensação de olhar pro céu estrelado e se sentir parte da família das estrelas, ou de deitar no chão de casa e achar mais gostoso que na cama, ou ver alguém tomar um sorvete que está vencendo a briga, escorrendo pela mão.

É a nuvem dourada me envolvendo.

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Australia Day



Australia Day se comemora dia 26 de Janeiro e todo ano, neste dia, os australianos comemoram sua australianice jogando footie na beira do rio, fazendo um churrasco de salsicha e bebendo muita cerveja!

Eu fui na casa da Annaliese, como no ano passado, e aproveitei a piscina e o churrasco de salsicha, mas com a desculpa de que estava dirigindo, eu nao entrei na onda da bebedeira, tomei duas cidras e deixei as outras 4 do six-pack na geladeira dela. Foi muito legal porque eu pude aproveitar a sobrinha dela, Kira, de 18 meses, que eu peguei no colo e apertei e tudo o mais, como uma substituta da minha Bea. Sobrinha australiana honorária da minha família honorária.

Aqui, os fogos de artifício da celebração que a minha amiga do laboratório tirou.

domingo, 23 de janeiro de 2011

Ano novo, vida nova!







Feliz ano novo super atrasado! Ou feliz ano novo chinês (do coelho) meio adiantado!

O blog ficou em coma por um bom tempo, mas agora voltou à atividade, espero que sem sequelas.

Muita coisa aconteceu desde que eu tirei o infame espelho da parede, e acho que em um só post ficaria demais para processar. Teve natal na casa da Skye e da Gail e da Valerie (irmã, mãe e vó do Troy, respectivamente) e também na casa do Rob, pai da minha amiga com quem eu passei os dois últimos natais. Na foto, eu, Troy e Gail.

O ano novo foi a coisa mais xoxa do mundo, mas aí no dia 1 eu fui para o Sudoeste do estado ver a praia e passear e foi muito legal! Fui pra Yallingup e no dia seguinte encontrei com o Troy em Busselton (cuidado com a pronúncia!) e eu visitei uma caverna super legal (foto) e também nadei e remei no mar e depois fui para Margaret River mais uma vez, que me custou um tanto em vinhos, mas valeu muito a pena, tanto como da outra vez.

Aí, de volta para a faculdade, comecei o meu estágio obrigatório de 20 horas para poder dar aulas de natação pra crianças (que eu terminei sexta-feira) e apesar de ser legal e de eu me divertir e também de fazer algo diferente de Biologia o tempo todo, foi exaustivo cumprir 20 horas em duas semanas sendo que eu continuo trabalhando 8 horas por semana no laboratório, vendendo bolo na feira aos domingos, treabalhando na minha tese, que eu comecei a escrever em Janeiro, e também organizando o congresso do Departamento. Ufa!

E como todo bom pobre, no horário livre eu carrego pedra! Ou melhor, reformo a casa. O banheiro está quase terminado (foto), e o armário que era prata e dourado e marrom e bege que eu lixei ficou lindinho (foto) e a parede do espelho agora é unicolo!

No meio de fevereiro a Sharron (que é dona dos móveis na minha casa) vai tirar tudo de lá, e aí eu terei que comprar algumas coisas, tipo uma geladeira e máquina de lavar roupas. A cama, os sofás e a mesa eu já arranjei, e infelizmente eles foram entregues para mim antes da Sharron tirar as coisas dela, e por isso eu estou vivendo no que parece uma loja de móveis de segunda-mão.

Mas logo melhora. E quanto mais coisas eu tiver pra fazer, mais rápido o tempo vai passar.

Prometo atualizar o blog ao menos duas vezes por semana.

Um abração,
Mari

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Espelho

Vou começar do começo.

Quando eu cheguei aqui na Austrália depois de ter ficado 8 meses no Brasil, eu me hospedei na casa do Bruno e da Ana, por duas semanas, até eu encontrar um apartamento pra mim. Foi super bom, pois é horrível ter que escolher alguma coisa pela internet e quando você chega no lugar nunca é a mesma coisa...

Enfim, estava indo olhar os apartamentos, bem horríveis e bem caros, e um dia veio a Sharron jantar com a gente na casa do Bruno e ela falou que ela estava indo para a Alemanha, e que ia vagar o apartamento dela, pra eu ir lá olhar.

Acabou sendo o arranjo ideal, pois ela não queria se desfazer dos móveis e das coisas dela, e eu consegui um apartamento totalmente mobiliado, com pratos e garfos e facas e panela e TUDO nas gavetas, prontíssimo pra morar. Só que o apartamento é antigo.

Depois de mais de um ano morando lá, os "só que" foram aumentando aos poucos. Logo no início eu pintei a cozinha, que era nojenta. Quando a mãe e o pai vieram me visitar, a gente também pintou a lavanderia e o banheiro. Eu reorganizei todos os móveis do jeito que me agrada mais e coloquei uma mesa e cadeiras decentes na cozinha. Agora estou terminando de lixar um móvel que ficava na lavanderia (só pra me lembrar o quanto eu ODEIO lixar móveis); e o Troy está fazendo a reforma no banheiro; trocou a caixa da descarga e vai trocar a pia e reazulejar um pedaço.

A casa está definitivamente ficando mais com a minha cara, apesar de eu ter que continuar com todas as coisas da Sharron lá, visto que eu não posso jogar o que não é meu no lixo e também porque se eu ligar pra ela pra devolver tudo, eu também ficarei automaticamente sem geladeira, máquina de lavar, cama, armários...

Whatever. Isso dá pra aguentar numa boa. O que não dava pra aguentar mais era o espelho da sala. Imaginem isso: você abre a porta da sala e dá de cara com um espelho redondo, de 90cm de diâmetro, parafusado na parede e jateado com o desenho de (!) uma cesta de rosas que tinham um colorido desbotado pelo passar dos últimos 40 anos. Horrível. Simplesmente horrível.

Meu plano inicial era comprar um quadro maior que 90x90cm e botar por cima, e nunca mais pensar naquele espelho. Mas é surpreendentemente difícil achar um quadro de mais de 90x90cm que eu possa pagar, e o tempo foi passando, passando e o espelho continuava lá.

Ontem o Troy foi jantar em casa e a gente sentou na sala (agora que a cozinha virou o depósito de ferramentas por causa do móvel que ainda está sendo lixado e da reforma no banheiro), e antes mesmo de comer o frango tandoori que eu preparei pra gente, ele levantou, pegou umas chaves de fenda e alicate, subiu no sofá e começou a desparafusar.

O espelho foi removido com muita facilidade, mas aí a gente descobriu outra coisa: não só uma pessoa, mas duas, foram capazes de pintar a parede sem tirar o espelho. Atrás do espelho tinha uma rebarbinha de tinta azul royal, a última cor que aquela sala viu antes do atual bege neutro e são; dó que por trás disso é que está o mais terrível rosa-patê/vômito de molho rosê que qualquer pessoa já viu na vida. É, oficialmente, declarado por mim, a pior cor do mundo. É pior do que Flict.

Tiramos uma lasca da parede pra ir na loja de tinta e pedir para eles encontrarem a cor mais parecida com a atual, pra poder pintar só uma das 4 paredes, e espero que isso seja feito o mais rápido possível. Aquela cor é capaz de causar pesadelos, e se você olhar demais para ela, possivelmente suicídio.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Natação!

Ah, nada como uma piscina no verão! Semana passada fez acima de 30oC todos os dias da semana aqui em Perth, e eu realmente me sinto bem melhor quando vou nadar.

Eu estava usando a piscina da faculdade mesmo, na hora do almoço, que é o horário aberto pra qualquer um, mas agora que a minha anuidade da academia venceu, resolvi me inscrever pro time de natação. Acho que eu vou frequentar bem mais do que a academia...

Fui só em dois treinos, e o Taku, o instrutor japinha de 1,50m passa entre 2 e 3km por sessão de uma hora. É de matar! Na terça-feira eu fiquei tão cansada durante o treino que até me deu uma ansiazinha. Hoje não foi tão ruim, a gente nadou menos também, mas só faltou o ar umas vezes, nada de dores horrendas.

Já voltei também à minha forma antiga de comer feito um montro por causa da natação. Sei lá por quê, mas nos dias que eu nado eu tenho fome constante. Espero não acabar engordando por causa disso!

Depois da aula hoje as outras meninas (acho que a aula é mista, mas calhou de só ter meninas) queriam ir tomar café da manhã juntas e eu fui com elas. Tinha que ir trabalhar no laboratório, mas eu achei que valia a pena fazer amizade com elas. Eu fui sacar dinheiro primeiro e quando cheguei lá pedi um café com leite e torradas (9 dólares, obrigada - aaaaah!) e quando a comida toda chegou percebi que não sou só eu que como feito monstro! Meu, a Shan, que deve medir 1,70 e pesar não mais que 55kg mandou ver duas torradas (as quais ela besuntou de manteiga), uma montanha de ovos e bacon e espinafre e cogumelos. E o café, claro. TODAS elas comeram um super café assim, menos eu. Fiquei me sentindo uma florzinha ali!

Foi bem legal, espero que seja um grupo bom de amigas. No meio da conversa descobri que uma delas é na verdade a organizadora das aulas de natação e ela me perguntou se eu não quero dar aulas para as crianças. É de se pensar. Posso trocar um dos meus trabalhos por isso.

Logo mais, Mariana no bronze do UV!

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Rottnest 2011

A minha foto do blog, com o quokkinha, foi tirada ano passado em Rottnest, onde a gente vai todo ano com todo mundo da faculdade, professores e tudo, pra ter um mini-congresso do nosso departamento, conhecer os alunos novos e fazer um social.

Este ano eu acabei sendo uma das organizadoras-mor do evento, com a Dini. Eu não queria, inicialmente, mas aí a Eli me falou que ela realmente não podia e a Dini só ajudaria se eu participasse e tal e eu acabei aceitando. Resolvi facilitar as coisas e fazer tudo de forma super simples, eficiencia total. Não consegui.

Praticamente a cada dois dias eu tenho que ter uma reunião de duas horas sobre assuntos inúteis que não levam a lugar algum. O Hans me pede alguma coisa, eu tenho que pedir para a pessoa encarregada, porque eu não posso dar um toco nas pessoas que resolveram ser voluntários; mas aí ninguém faz m*** nenhuma e eu tenho que fazer eu mesma uma semana depois com cara de idiota por ter atrasado tudo.

Aaaargh! Devia seguir os meus instintos e continuar mofando no meu sofázinho, ou me enterrar num buraco! Às vezes eu realmente odeio pessoas em geral.

domingo, 21 de novembro de 2010

Pequenas coisas




Facas que cortam.
Óculos de sol.
Talheres de metal ao invés da colher-garfo de plástico de fast-food.
Ar-condicionado no carro.
Descarga que funciona e enche de novo em 1 minuto ao invés de 10.

Aí a foto da descarga nova e do buraco que ficou na parede (por enquanto, a gente vai consertar ao longo desta semana). Isso melhora muito a vida!

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