sábado, 30 de abril de 2011

Resumo da semana

Desde a minha última postagem, alguns eventos importantes aconteceram, e como eu estou sem disposição de escrever um texto elaborado, vai em tópicos um update.

-Na Austrália foi feriado de sexta a terça-feira;
-Sexta-feira eu e o Troy terminanos a moldura da porta do banheiro, que ficou ótima. Agora só falta a porta;
-Sábado eu nem me lembro mais o que fiz de dia, mas de noite fomos num bar com o Dave e o Nick e depois no Rosy O'Gradys para dançar e foi muito legal, mas infelizmente no final da noite deviso a uma bebida bizarra, o Nick vomitou azul (e nós três, é claro, demos risada dele);
-Domingo eu e o Troy fomos na casa da Susana para o almoço de páscoa com a família dela (metade Uruguaia e metade australiana) e foi ótimo, não queríamos ir embora, mas tivemos, de qualquer forma, porque;
-Domingo à noite fomos na casa do Bruno e da Steph para comer o bolo que eu e a Steph tínhamos feito de manhã cedo, em comemoração de páscoa também;
-Segunda eu, a Steph, o Bruno, o Danilo (marido da Steph) e o Daniel (alemão extra) fomos para Moore River pescar. Os meninos não pescaram peixe algum e eu e a Steph tentamos um pouco, mas pescar da praia é difícil e a gente só arrastou a isca na areia, basicamente;
-Terça era Anzac Day e a gente ia ajudar o pai do Troy a se mudar de casa, mas ele acabou não conseguindo alugar o caminhão e a gente foi lá só pra olhar se tinha algo que a gente quer pra minha casa e o resto do dia foi meio de bobeira, acho, e de noite o Malcolm cozinhou jantar pra gente;
-De quarta a sexta à tarde eu fui para Jurien Bay para a minha viagem de campo como monitora dos alunos de 3o. ano, e apesar de ter tudo a ver com o meu trabalho e do Stu (meu co-orientador) estar junto e ser super legal, eu meio que só queria voltar pra Perth pra ficar em casa e pra escrever a tese, porque;
-Amanhã é dia 1o. de Maio. MAIO, e eu não acredito como o meu trabalho está indo devagar quase parando e por isso vou dar um gás total e escrever a tese em casa um dia por semana também, porque no escritório sempre tem outra coisa pra fazer.

Acho que é só.
Ah, hoje fui ao cinema ver Paul, achei legal.

Até.
Mari

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Baratas e baratinhas

Eu me lembro de quando a gente morava na Vila Sônia, e de vez em quando tinha umas baratas em casa. Era o maior horror: grita, chama o pai e pega o spray ou o chinelo. Baratas eram um problema naquela casa. Aí a gente se mudou pro apartamento, e depois pra Granja e depois pra casa nova, e eu praticamente não me lembro de ter visto baratas nunca. Com detetização e faxina constante e vigilância, claro, mas sem baratas.

Aqui na minha casa a situação mudou dramaticamente. Meus pais presenciaram as baratas no verão quando vieram me visitar, e a casa é mantida limpa, não deixo louça suja nem lixo velho nem nada assim. No inverno passado foi tranquilo, uma ou outra barata, de vez em quando, e tudo certo.

Um mês atrás, mais ou menos, começou o horror. Todas as noites eu matava umas duas ou três baratas. Aqui elas são de outra espécie, menores e com menos antena. Mas igualmente repugnantes. Tinha várias na cozinha, e eu resolvi re-siliconar atrás da pia e nos azulejos, e melhorou. Aí em uma semana piorou no banheiro. Toda noite matando pelo menos uma, começou a irritar.

Fui ao supermercado e comprei duas bombas. Aqui tem um spray que você aperta, coloca no meio do cômodo e sai fora de casa. O spray funciona por meia hora e é, como o nome diz, uma bomba. Imaginei que eu voltaria para casa com um monte de baratas mortas de pernas para o ar e eu ia aspirar tudo e problema acabado. Não.

Já faz uma semana que colocamos as bombas na cozinha e lavanderiaa/banheiro, e todas as noites sem exceção; TODAS AS NOITES ÃS 8h00, eu vou matar algo entre 50 e 100 baratas e seus filhotinhos no banheiro e lavanderia. Elas estão já meio lesadas, andando devagar e tendo tremiliques normalmente, mas vivas. E eu com o chinelo ou o spray ultra atrás de cada uma. Minha alma está morrendo um pouquinho com isso.

Nos dias que foi pior, eu e o Troy juntos matamos com spray e chinelo ou aspiramos as baratas vivas, mesmo. Tenho que aspirar e limpar o banheiro não diariamente, mas umas 4 vezes por dia, porque eu não quero pisar na banheira sabendo que eu esmaguei uma barata ali.

Já encheu. Perdeu a graça. Quero que elas morram só com o meu olhar furioso agora. Hoje eu passei mais ou menos umas duas horas limpando o banheiro com cândida e esfregando cada azulejo com meleca de barata. Aposto que daqui a três horas terei que matar mais umas 50 e limpar tudo de novo. Quero férias, quero ir viajar e voltar para cá com o problema resolvido.

Vou investigar quanto custa uma detetização poderosa, mesmo que eu tenha que desativar os meus aquários, isso encheu demais já. Só que aqui é feriado até quarta que vem, e na quarta eu saio de viagem de campo e só volto no domingo. Vai demorar pra resolver isso e me dá aflição só de pensar. Me dá mais aflição ainda de pensar na hora em que eu tiver que esvaziar o caso do aspirador. Argh!

Desejo a todos um final de semana sem baratas!

Beijos,
Mari

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Piquenique no sábado





Sábado passado tivemos um piquenique do departamento onde eu trabalho, e foi o chefe do departamento que convidou a todos para ir ao parque e que ele providenciaria toda a comida. Ele também ia arranjar das crianças fazerem uma caça aos ovos de páscoa.

Chegamos lá e eu descobri que ele (que é inglês de nascença), trabalhou por alguns anos na Síria, onde conheceu a esposa, então tivemos um milhão de pratos maravilhosos Sírios para o almoço, e as crianças ao invés de ganharem os ovos de páscoa diretamente, têm que ir procurá-los no parque, pré-escondidos, claro. As cores escandalosas dos papéis ajudam, mas os ovinhos são muito pequenininhos, do tamanho de uma bola de gude, mais ou menos, e cada criança saiu de lá com dois punhados, mais ou menos, de ovinhos.

Depois do almoço, os meninos foram jogar bola (Troy na foto, liiindo!) e nós fomos para a casa deles para as sobemesas. Me senti totalmente em casa, pois tinham umas 25 pessoas na cozinha, e no mínimo (sem exagero) uma dúzia de sobremesas. Eu levei os cupcakes da foto, com chocochips que eu e o Troy cozinhamos de manhã. Isso valeria uma história por si só, porque a primeira batelada que eu cozinhei sozinha deu totalmente errado, pela primeira vez na vida eu assei algo que não foi comestível.

Enfim, foi um dia muito bom e ainda bem que a Yuphin, do laboratório, levou a super-câmera dela e tirou algumas fotos. Na verdade ela tirou um milhão de fotos, mas estas foram as que ela mandou para nós.

Um beijão e boa viagem pra quem vai passar o feriado fora!

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Frankie e Mr Ian

Frankie s emudou, ele foi, desta vez, coletado pelo irmão. O irmão dele veio de Brisbane no dia seguinte, empacotou tudo, pegou o Frankie e a Cici, a gata de estimação e levou tudo e todos pra casa dele em Brisbane. Me sinto meio mal por ter ficado contente. Fico bem mais tranquila sem ele do meu lado. Vamos ver agora quem é que vai alugar o apartamento...

O Ian, dono da casa, veio aqui ontem pra limpar o apartamento e ver o que é que precisa de reforma. Aí eu aproveitei que ele estava aqui e falei pra ele olhar o que eu fiz no meu apartamento de reformas e pinturas e tal. Ele adorou, e disse pra mim que eu posso mandar todos os recibos de material que ele me paga por tudo! Eba! Bônus de páscoa!

Reclamei do aquecedor a gás e ele disse que vai ligar para o técnico, pra ver se tem conserto ou se vai trocar. De uma semana para a outra e com novos parâmetros, acho que eu virei a melhor inquilina do mundo!

Até,
Mari

domingo, 10 de abril de 2011

Nor-mal

De vez em quando alguma coisa acontece que muda os nossos parâmetros.

Em alguns momentos da minha vida eu me senti meio louca. Ou porque ninguém compreendia o que eu pensava, ou porque é mais fácil explicar uma pessoa louca e quatro normais morando numa república do que o contrário, ou porque, de vez em quando, eu gosto de olhat para o teto, ou porque tenho vontade de deitar na grama no meio da madrugada.

Sexta-feira tudo isso passou para a categoria do completamente normal. Meu vizinho do lado, que usa drogas e que bebe bastante e que tem transtorno bipolar (de acordo com o outro vizinho) tem uns surtos de vez em quando. Ele começa a xingar tudo e todos (apesar de eu ter 95% de certeza de que ele sempre está sozinho), e faz barulho e às vezes esmurra a parede. Isso acontece mais ou menos uma vez a cada duas semanas, e eu sempre ignorei, porque quando eu encontro com ele na rua, ele dá bom-dia e quando ele está no quintal, ele conversa sobre o sobrinho dele e me empresta ferramentas pra eu consertar a minha casa.

Mas na sexta-feira não foi só isso. Ele começou do jeito de sempre, com os fuck you e fuck me e fuck this shit de sempre, mas aí ele dava umas gargalhadas histéricas e depois voltava a ficar nervoso, e eu e o Troy dentro da minha casa (trancados), só ouvindo. Então ele começou a quebrar tudo. A gente ouviu muito mas muito barulho de coisas sendo jogadas na parede e no chão e muito barulho de vidro quebrado. Acho que durou mais ou menos 10 ou 15 minutos. Eu e o Troy fomos até a casa do Malcolm pra perguntar se não era melhor ligar pra alguém ou chamar alguma pessoa, mas o Malcolm estava cozinhando, cantarolando sem preocupação nenhuma, então a gente voltou pra casa pra ver tv com o barulho de fundo.

De repente o barulho parou e eu imaginei que ele tinha cansado e pronto, mas na hora que o Troy estava indo embora, o Darren, o outro vizinho, disse que a polícia e a ambulãncia vieram pegar o Frankie, que estraçalhou a casa inteira e estraçalhou os próprios braços quebrando as janelas e as garrafas. Também descobrimos que o Malcolm estava com o iPod no ouvido cantarolando, e não estava a par do que estava se passando.

No fim, não sabemos quem chamou a polícia e a ambulância, mas hoje ele voltou pra casa e está bem quieto, tem alguém na casa com ele e ele passou o dia todo limpando (depois do Malcolm ter limpado boa parte por conta própria, já que a porta foi arrombada pela polícia mesmo.

Estou trancada em casa. Não acho que ele é perigoso em termos de me agredir, nunca achei. Mas eu liguei para o dono dos apartamentos para relatar o acontecido. É meio triste, porque ele certamente está doente, e não sei como ele pode arranjar outra casa, mas espero muito mesmo que ele seja despejado. não quero morar ao lado de loucura de verdade. Mas ao mesmo tempo, não quero eu ter que me mudar por causa dele.

Bom, quem sabe não existe a terceira porta, e ele, sei lá, toma uns remédios e fica bom...

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Jogo dos 7 erros

Na postagem passada eu escrevi diversos nomes diferentes pra menina. Coitada. Tem nome ruim e nem 'e um nome que pega. O nome dela 'e Velvet-Rain. N~ao 'e Valvet, nem Violet.

Hoje de noite vou ver uma apresentacao de comedia do Carl Barron, que eu ja vi o DVD e e muito engracado. Vamos eu, Troyzuchinho, Waru e Rianna. O Waru 'e do Sri Lanka e a Rianna 'e australiana, e eles sao muito legais. Amigos do Troy, naturalmente.

Quem quiser ver um pedacinho (em ingles) do Carl Barron, aqui tem um link: http://www.youtube.com/watch?v=wooAsMxJGy0

E a Annaliese, minha amiga, voltou da China hoje! Ela s'o vai ficar em Perth por um mes, ate ir para o leste para trabalhar em Brisbane, mas estou bem contente mesmo assim!

T'e mais,
Mari

quarta-feira, 30 de março de 2011

Violet-Rain

No ultimo horario de aula de natacao que eu dou nas tercas-feiras, eu tenho duas alunas de 4 anos: a Mason, que e um terror e fica dando canhao na agua, e a Velvet-Rain, que sempre esta quieta e tem um pouco de medo e e bem fraquinha e gordinha.

Enfim, ontem as duas chegaram para a aula e a Mason se jogou na agua de cabeca, sem problemas, voltou pra superficie sorrindo. A Valvet, por outro lado, colocou a boia e foi andando devagarzinho para a beira da piscina, e eis que ela pisa na unica fresta que tem no ralo do filtro, enfia metade da perna no buraco do filtro, se desequilibra, cai com a cabeca e os bracos dentro da piscina, e fica dom a bunda e as costas (com a boia) pra fora da agua!

Eu fui la ajudar, tirei ela da piscina e devolvi para a mae resolver o choro. Ela nao se machucou, mas se fosse eu eu choraria tambem, foi patetico e essas quedas lentas sao as piores... Depois ela voltou, tudo bem, sem problemas.

Na hora eu lidei bem com a situacao, resolvi e abracei ela e tentei consolar e passei pra mae. Depois, quando eu estava contando para o Troy e agora, escrevendo o email, eu nao consigo parar de dar risada.

Eu, particularmente, acho que tudo comecou a dar errado quando os pais dela deram esse nome pra coitada. Veludo-Chuva nao 'e nome.

Beijos,
Mari

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