domingo, 20 de novembro de 2011

Nataaaal!


Aê gente! Listões sendo encaminhados, apesar de que não todos, e as lojas estão se decorando e tudo o mais. Tá chegando perto o melhor dia do ano, e desta vez eu estarei aí no Brasil para comemorar com a família e amigos daí.

Estou montando a minha agenda do Brasil, então se quiserem marcar algum encontro ou passeio, por favor me avisem para que eu organize as coisas. Estou pensando em passeios em São Paulo, como Paulista, centro e Mercado Municipal e pro Troy, especialmente, churrascaria e quem sabe até estádio de futebol?

Beijos, Mari

domingo, 6 de novembro de 2011

Relutância

A vida por aqui está normal. Depois que eu terminei o doutorado e passei a trabalhar em tempo integral, eu estou me sentindo mais normal. Eu vou pra empresa de ônibus ou bicicleta, porque vaga reservada é um luxo para poucos na minha empresa; e aí eu digito no computador fichas de campo (puramente transcrevendo informação) ou eu faço recorte-e-cole, o que é o que eu mais faço; entre introduções de relatórios, entre agendamentos de viagens ou, o mais gigante de todos, entre nomes e fotos de plantas.

Na hora do almoço eu esquento a minha marmitinha, como na empresa mesmo, e aí eu volto para o meu computador para mais recorte-e-cole. Trabalho 8 horas por dia; mais se tiver mais trabalho e menos se eu tiver que ir ao mercado ou coisa assim. Aí de vez em quando tem trabalho de campo, 12 a 14 horas por dia de andar muito, trabalho físico e muito calor, muita sede. E estou gostando muito da vida assim.

Em casa as coisas estão meio devagar, eu estou numa pausa nas minhas inovações culinárias, e desde o vestido preto que o Troy contou, não costurei mais nada. As baratas estão ameaçando voltar com tudo no verão, e eu não sei o que fazer, já que com os aquários, eu não posso fazer detetização.

Ontem eu fui ao casamento do Chris e da Katherine, amigos da faculdade, e foi legal. Foi um casamento bem pequeno, e a Katherine fez quase tudo ela mesma. O mais sensacional foi que ela costurou o próprio vestido de casamento! Isso sim é talento! Eu e o Troy ficamos no hotel onde foi a festa e hoje de manhã deu preguiça de voltar pra casa pra fazer a faxina semanal.

Eu lavei a roupa e guardei a louça e varri o chão, e aí deitei no sofá e vi um filme de sessão da tarde e agora estou relutando muito contra as minhas planilhas que eu tenho que analisar pra poder publicar os resultados do doutorado. Muito mesmo. Pregui.

Minha cabeça anda mais ocupada com o natal e os planos de encontrar todo mundo e festas e férias.

Chega logo, dia 9 de dezembro, que eu quero entrar no avião!

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Mariana - a australiana brasileira









Este deve ser o post mais longo que eu já escrevi. É que eu tenho muita coisa pra contar. Bom, ainda bem que o Troy foi atualizando vocês da vida aqui. Estou costurando meus vestidos e ganhei um monte de retalhos da mãe do chefe dele, que estou animada para usar, e estou cozinhando com a minha batedeira nova, apesar da minha maior especialidade ultimamente ser queimar comida.

Na faculdade está tudo na mesma, ainda estou esperando o resultado da minha tese. Se passou um mês dos 4 a 6 de espera. Dá-lhe espera! Agora, a melhor notícia mesmo é que o departamento de imigração me autorizou a trabalhar em tempo integral, então eu não terei que viver a pão e água (até parece que era ruim!). De verdade, isso me ajuda porque eu paro de irritar a minha chefe com chatices de ser estrangeira.

Agora o melhor de tudo: minha viagem para o Pilbara. O Pilbara (pronúncia Pilbra, com o "r" enrolado) é um lugar meio estranho e muito bonito. É seco e mais seco e duro e doído, mas tudo isso só faz ser mais bonito ainda. Lá tem um monte de mineradoras de minério de ferro, e a minha empresa me mandou pra lá para trabalhar na área da Rio Tinto contando plantas. Mais especificamente, contando Acacia aptaneura (uma espácie de leguminosa) e grama. Muita grama pra contar.

Nem sei por onde começar. A gente foi pra lá de avião, alugou um carro e fomos para a "vila" dos mineradores. Lá tem tudo o que você pode precisar, tudo fornecido pela Rio Tinto. Comida muito boa no refeitório, a cerveja mais barata da Austrália (a partir das 6h30 da noite), academia, quadras, piscina, telefone, TV, mini-lojinha e essas coisas. A maioria dos mineradores trabalha 14 dias seguidos com 7 dias de descanso. Assim, a maioria das pessoas vai pra lá mas tem casa em Perth. Ah, e os turnos de trabalho são de 12 horas.

As pessoas são extremamente simpáticas, todo mundo quer conversar e como a vida se resume a trabalhar, comer e dormir, é muito, mas muito tranquilo. Todos os quartinhos são iguais, mas eu descobri depois que é só por fora. Tem quartos melhores que outros. Todos são tipo um container de navio adaptado pra ser uma casinha, o meu tinha 4 ou 5 quartos, e o banheiro era externo. No meu quarto tinha cama de solteiro, escrivaninha, frigobar e um armário pequeno. No meu não tinha TV, mas na maioria deles, tem.

A terra é vermelha e pegajosa. Tudo o que você tem fica vermelho. A minha pele ficou vermelha da terra, não tinha banho que resolvesse, porque você sai do banheiro todo cheio de vapor e lá fora tem terra vermelha de novo e vento pra grudar ela em você.

Minha rotina lá foi de acordar às 4h30 da manhã, com lua no céu e tudo, tomar café da manhã (no buffet tinha umas coisas estranhas; além de pão e o normal, tinha também ovos e bacon, que é normal, e aí tinha carne cozida, salsicha, feijão com molho de tomate, espaguete, batata e coisas assim... Eu era mais da torrada com manteiga, e às vezes bacon.

Todo mundo tem que trabalhar com roupas fluorescentes, então era muito difícil achar as minhas amigas no refeitório. Na foto, uma das manhãs amarelo-fluorescente.

Às 6h30 da manhã o calor já estava pegando, e com ele, as moscas. As moscas de lá são na verdade abelhas, mas elas não picam nem nada, elas só incomodam muito, que nem moscas. Eu queria tirar uma foto da minha mão coberta de moscas, mas nas duas vezes que eu tentei eu tive xilique de olhar a minha mão coberta de moscas.

Às 13h eu estava absolutamente derretendo. Com calça comprida, perneira, camisa grossa, boné de astronauta (pra não queimar o pescoço) e de bota com bico de aço, ficava meio quente. A gente estava, também, andando por volta de 10 ou 12 km por dia, e em um dos dias, eu e a Michelle sozinhas botamos 168 estacas no chão com marretas. Foto ilustra como dá pra ser delicada fazendo esse trabalho.

Contei muita grama, abri e fechei muita fita métrica, andei muito, bebi entre 9 e 12 litros de água por dia (dos quais só meio litro virava xixi) e vi muita, mas muita coisa legal. Nas fotos, tem pegada de canguru com o desenho do rabo no chão, tem lagartinho que eles chamam de dragão, que é a coisa mais fofa, e até fóssil de conha e "faca" de aborígenes, que a gente encontrou num sítio arqueológico. Na verdade, quase toda calha de rio por lá é um sítio arqueológico, então ninguém nem se preocupa muito com essas coisas.

Às 18h a gente estava de volta na vila, nós quatro imundas, e aí era hora do banho e jantar às 18h30 e aí, basicamente, cama. Teve uma noite que eu fui no bar com a Michelle e a gente conversou com o pessoal que trabalha lá direto e com os aborígenes. Ume deles me chamou de mulher branca (white fellow) e aí depois ele ficou constrangido, como se tivesse me ofendido. Achei engraçado o ridículo do politicamente correto.

Foi realmente uma experiência ímpar, e que vai virar par no mês que vem, porque eu vou pro mesmo lugar de novo. ENtre 11 e 20 de Novembro, que é pra passar mais calor ainda. O que o Troy disse é verdade: a temperatura de superfície lá chega a 60oC, e eu estou mais do que orgulhosa de não ter desmaiado nem arregado.

Aqui tem uma expressão pra quando a pessoa está de frescura: "harden up!"; ou seja, endurece! Estou virando casca grossa. E do jeito que a gente trabalha lá, eu também virei lixa grossa, comendo que nem pedreiro. E adorei a chance de viver lá, nem que só por um pouqinho. Estou gostando muito do meu trabalho.

E é melhor ainda quando eu volto para casa depois de uma semana e está tudo limpo e tem jantar pronto e flores e bilhetinhos... Ah, Troyzinho!

Beijos,
Mari

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Mariana - A real Australian

Hi All Mariana followers, Troy here.

Mariana asked me to tell you all she is alright up in the Australian bush.

As I write, she is trekking through some native land somewhere in the pilbara/gascoyne (Central Western Australia), wearing a fluorescent shirt, steel cap boots and the Australian component a full face fly net!! The surface temperature up there can get over 60 degrees and little whitey Mariana is probably a little pink.

She will be back next Friday the 21st October. Unfortunately for her she has left me all alone in this house which means there will be no food, no clean clothes and dust everywhere when she gets back. I'm all talk (bravado), I am not brave enough to do that!

To update you on life;

I am getting my passport again! I have to get a yellow fever vaccination to go over there, if I wish to return home that is. By the sounds of Brazil, I should be getting 100s of vaccinations!

Mariana has used her kitchen aid and made macaroons! Yummy!
Her succulent plants are all flowering and the vegetable patch is booming, especially the artichokes.
More wine has been purchased and we have run out of storage space, that girls loves her vino... and ice-cream.
The dress maker (Mariana Cruz Rodrigues de Campos) has made a beautiful black dress.

There is now a spare bed, so you now all have to come over, one at a time.

Thank you Mother and Father for the dinners you gave Mariana, lucky for me she had to take someone.

Looking forward to a big christmas and to my secret santa, my havaianas are wearing thin..

Love,

Troy and Mariana from the wild west

sábado, 8 de outubro de 2011

Gingin



Querido diário,

Hoje eu acordei, fiquei de preguicinha por um pouco, aproveitando o meu sábado, e aí o Troy resolveu, de surpresa, inventar da gente ir para Gingin. Leva só 1h30 pra ir pra lá, e tinha uma vinícola que a gente estava há tempos para visitar.

Fomos, e acabou que foi um dia super divertido, fomos na vinícola (cuja dona é a sogra do meu ex-colega de escritório na faculdade), almoçamos num restaurante e terminamos a viagem com uma parada na sorveteria que ganha vários prêmios!

E ainda são só quatro da tarde, e eu vou agora visitar uma amiga minha e sair com o pessoal que trabalhava dando aula de natação mais tarde! O dia que mais rendeu na história!

Fotos para comprovar o passeio de carro e os sorvetes. Eu estava lambendo um e olhando para o outro, gulosa :)

Beijos

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Mistureba




Oi!

Esta semana eu passei toda num congresso sobre rizosfera, ou seja, o trisquinho de solo que encosta nas raízes das plantas e tudo o que acontece por lá. Apesar de eu ter exercido muita paciência para sentar calada durante algumas palestras insuportáveis ou, deviso a sotaques horríves, incompreensíveis, algumas palestras foram super legais e eu me empolguei com o assunto.

Claro, agora que eu tenho emprego, não odeio mais o trabalho anterior... Recebi até uma proposta para fazer um pós-doc internacional! Uh! Apresentei um pôster e fiz a minha parte. Mas o melhor mesmo foi que eu pude ficar no hotel InterContinental, com todos os luxos do mundo, que eu aproveitei ao máximo! Foto do quarto para ilustrar e dar inveja :)

Na quinta-feira também teve o jantar de gala, onde eu vi meus dois orientadores australianos ficarem bebadinhos e aí eu vi eles dançando descoordenadamente. Eu fui recrutada pela minha mesa para ir para o palco e dançar com os aborígenes, e coloquei o vídeo aqui para passar vergonha um pouco mais. Isso vai cair na internet de uns 20 países! Hahaha

A outra foto é da minha super-batedeira máximo que eu ganhei de aniversário (na foto, ainda recebendo o presente de pijama com café na cama. E foto do café na cama também. Pena que eu só faço aniversário uma vez por ano...

Beijos,
Mari

domingo, 25 de setembro de 2011

As fotos prometidas




Ah, nada como um flash na cara pra fazer todo mundo se contorcer no meio de uma festa. Nosso grupo estava comemorando o meu aniversário e o da Bonnie, e ela tinha um monte de amigos na festa. Nós alugamos um ônibus para levar-nos de um bar para o outro, fomos em um bar e duas danceterias, (quase) todos fantasiados de super heróis.

A festa foi muito boa, muito divertida, mas o centro das atenções foi, de longe, o Woody. O Troy estava fantasiado de Woody, do Toy Story, e não conseguia dar dois passos sem alguém gritar Woody! E conversar com ele, ou gente tirando o chapéu da cabeça dele.

Além da festa de aniversário, eu também ganhei café na cama e uma batedeira super super máximo pra poder me divertir na cozinha. Vamos ver quantos quilos virão por conta...

Muito obrigada por todos que me ligaram e mandaram emails e mensagens. É muito mais fácil lidar com essas datas festivas quando as pessoas queridas estão, de alguma forma, presentes.

Beijos,
Mari

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