quarta-feira, 20 de outubro de 2010

São Paulo-Perth

Hoje é o dia de terminar de empacotar tudo para voltar para Perth. Acho que eu já mencionei isso antes, mas eu não digo que vou pra lugar nenhum, eu estou sempre voltando. Volto para São Paulo e volto para Perth. Os dois lugares são igualmente meus.

Eu já tinha empacotado tudo nas duas malas antes (limite de duas de 23kg cada); mas tinha ficado um tanto de coisas para fora. Hoje eu abri tudo de novo e, como diz a Martina, fiz um origami das minhas coisas para caber. Meu pai (especialista em "carregar" os porta-malas) ficaria orgulhoso de ver que eu botei uma meia enroladinha em cada vão de cada sapato de salto alto...

Tá, deu ligeiramente mais de 23 kg em cada. Uma tem 23.800 e a outra tem 24.500. Vou tentar a técnica do olhar de cachorrinho para a moça do check-in; se não der, eu abro a mala na frente dela e escolho algumas coisas para serem retiradas. Vai ser uma escolha difícil!

Depois de tudo empacotado, parece que eu tenho muito pouco. Fiquei pensando nisso; será que a minha vida brasileira cabe em duas malas mais a mala de mão? Não coube. Além do óbvio, que são as pessoas que eu (infelizmente) não posso levar comigo, fiquei rodando a casa e vendo todas as outras coisas minhas que eu terei que deixar aqui, como as quinquilharias e decorações e origamis de passarinho e peixinho que eu fiz ou ganhei ou recortei de revistas ao longo do tempo; as minhas pastas de artes e pseudo-artes; os meus livros bonitos, daqueles que só têm figuras (do Monet, Van Gogh, Impressionistas, National Geographic, além de muitos, muitos mais, e também dos livros de literatura, mesmo.

Ficam para trás os meus brinquedos de criança, bichos de pelúcia (que eu estou guardando desde os 5 anos de idade para os filhos que eu terei), cartinhas das amigas e cartões de natal e aniversário. E mais, muito mais quinquilharias. Todas essenciais.

Acho bom, no final das contas. Acho bom que eu tenha coisas minhas aqui para olhar e pegar toda vez que eu vier visitar, e também porque essa casa aqui também é a minha casa e nada mais natural do que ter um monte de coisas minhas nela.

2h30 da madrugada sai o meu avião. Adiante com as 30 horas de cadeira! Pelo menos não temos mais que viajar por meses em um barco :) Nivelar por baixo, sempre!

2 comentários:

  1. Quando vc chegar lá, desarrumar as malas, contar da viagem e descansar vai lembrar que o mais importante do Brasil vc já carrega com vc. Sempre. E a gente carrega vc por aqui. Em São Paulo, em Campinas, no Rio ou em qualquer outro lugar onde seus amigos e familiares estejam vc estará também. Boa viagem! Beijinhos

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  2. Ê Mari...
    Já estou com saudades!
    O interessante é que estamos longe, nos vemos muito pouco, mas quando nos encontramos parece que não tínhamos ficado muito tempo distantes... isso acontece devido ao AMOR!
    Amor de família - verdadeiro e simples...
    Amor de recordações - "_ Maristina!" "_muleres primeiro"!
    Amor de encontros na casa da vó! das tias! No sítio ao lado do "salsichódromo"...
    A vida é assim. - ecnontros, saudades, recordações e AMOR!
    beijocas
    Tia Gê

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