
Tem dias em que as palavras não querem formar frases, que os pensamentos ficam reverberando sem ir para lugar nenhum e que o sol fica te chamando pra ir lá fora deitar na grama.
Nesses dias eu vejo as cores melhor do que os formatos, e me parece que as partes do meu corpo não fazem parte do todo e tem um pouquinho de vontade própria. Dá pra sentir cada um dos dedos. O lábio em cima dos dentes.
E é nesses dias que eu me lembro mais e melhor de alguns acordes de algumas músicas, e que Carlos Drummond faz ainda mais sentido que o normal, que eu encosto nas paredes enquanto ando no corredor.
Hoje está mais fácil de pensar que o trabalho é bom porque eu conheço muita gente interessante, e eles permitem que eu observe como eles pensam. As frutas querem escorrer até os cotovelos e eu penso em abraçar as crianças (Bi, Lu, João) e ao mesmo tempo imaginar que eles são tamanho normal e eu sou gigante. E a gente usa chapéu e pode voar.
DISCLAIMER: Este texto foi produzido sob condições normais e não é efeito de nenhum psicotrópico. É só para dividir um pouco com vocês o que eu experimento dentro de mim mesma. Estranho e bom.
Que susto filha.
ResponderExcluirComecei a ler ficando preocupado, pensando e pensando.
Que bom que o desfecho clareou o mal pensamento.
Estava estranhando, pois a escrita está perfeita e ótima, só que o texto fazia lembrar Van Gogh.
Comece a escrever uns contos, acho que você tem jeito para isso.
Em português, por favor.
beijos
João Antonio
Amei filha.
ResponderExcluirAproveite essa sua veia poética e autodescritiva.
Acho que voce escreve coisas ótimas.
Beijos, mae
Adorei. Meu dia cinza agora ficou mais colorido. Beijos, Lori
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