terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Jantar no Balthazar e jantar em casa

Não sei se eu comentei em algum canto, mas uma das minhas resoluções deste ano é de cozinhar mais receitas novas. Fiquei pensando na quantidade de livros de receitas que eu tenho e nos programas de tv que eu vejo e no fim das contas, eu sempre acabo fazendo o que é mais fácil, o que eu sei que dá certo.

Por enquanto tem ido super bem, mesmo que a "receita" seja só modificar um tempero, eu estou inventando mais na cozinha. Estou inclusive experimentando com alguns ingredientes que eu nunca tentaria usar antes, como lula, por exemplo. E às vezes eu compro alguma coisa diferente pra cozinhar ao redor dela ou compro batatas e digo que eu prometo (e cumpro!) usar as batatas de forma nunca antes testada.

Mas o texto de hoje não é sobre isso. É sobre dois outros jantares, onde eu não cozinhei.

O primeiro foi no sábado passado, eu e o Troy resolvemos destruir a conta bancária indo num restaurante que eu acho que está no top 5 daqui de Perth, e é onde a irmã dele é chef. Ela não estava trabalhando lá no dia em que a gente foi, infelizmente, mas ela deixou os outros chefs avisados e do momento em que a gente pisou lá até sairmos, fomos incrivelmente bem servidos, e pra falar a verdade, não escolhemos praticamente nada do que comemos e bebemos, a não ser pelo prato principal.

O menu foi assim:
Ao chegar, sentamos no bar, e o Troy pediu uma taça de champanhe pra ele e eu tomei um drinque delicioso chamado Faulty Tower (com manjericão). Aí eles trouxeram um prato com presunto parma e parmesão e rúcula baby, sem nem perguntar nada. Quando a gente terminou essa entrada, sem pedir nada de novo, o garçom apareceu com uma outra entrada, com quatro tipos de comidas pequenininhas, uma era tipo um bolinho de carne super chique, uma tâmara recheada de patê (tá, isso eu achei meio estranho), um falafel e um bolinho de bacalhau. Tudo com a melhor apresentação e tempero do mundo.

Achei que as surpresas ficariam por aí, mas não! Em seguida trouxeram vieiras; cada uma sentadinha em um purê em uma colher de sopa. Duas com purê de batata e duas com purê de abacate.

Mudamos do bar para a mesa de jantar e eu já estava bem satisfeita. O Derek, o garçom, trouxe então uma terrine de carne co codorna. É carne moída crua com uma gema de codorna em cima e você mistura tudo e come com Lavosh, tipo uma torrada. Eu já tinha comido kibe cru várias vezes, mas essa terrine superou muito a minha expectativa. O tempero de tudo era maravilhoso!

Aí escolhemos os pratos principais; o Troy pediu um peixe com trigo temperado e vagem, que estava bom, mas não delicioso como o meu peito de pato no molho madeira servido com um ravioli de perna de pato assada. Mmmm! Sem dúvida entre as melhores coisas que eu já comi na vida!

Eu não queria mais nada depois disso, mas o Troy pediu uma sobremesa para mim; uma torta de maracujá com cobertura crocante de figo e mais várias coisinhas boas no prato. Eu quase morri de tanta comida boa! E pra cada coisa, o Derek trazia também um vinho especial para acompanhar, e um vinho licorado no fim de tudo.

Achei que eu ia deixar o meu carro lá para pagar, mas eles cobraram tudo errado da gente, de propósito. Eles "esqueceram" todas as entradas e metade das bebidas da conta. Foi muito, muito legal fazer um programa assim, especial.

O outro jantar do qual eu quero falar foi ontem, com Letícia, Danilo, Bruno, eu e o Troy na minha casa. Eu dei aula até as 6 da tarde e aí fui buscar a Letícia e o Danilo e o Bruno encontrou a gente em casa. Quando eu cheguei lá, o Troy já tinha organizado tudo para cozinhar (tudo picado e temperado e pronto pra botar no fogo, e aí a gente ficou batendo papo e ele mesmo cozinhou. Purê de batata com alho, cebola e bacon fritinhos, verduras estilo oriental (com molho de ostra e shoyu e pimenta) e cordeiro com cominho e iogurte (um corte que chama cutlet, e parece uma costelinha com uma bolinha de carne associada). Foi uma delícia; eu nem tive que fazer nada, porque depois do Troy cozinhar tudo, a Letícia lavou toda a louça! Ah, e sorvete de sobremesa! Mmmm!

Então é isso. Chega de descrições gastronômicas. Acho que dá pra todo mundo perceber que eu estou me alimentando bem por aqui :)

Beijos!

3 comentários:

  1. Ai, ai, ai.... e eu aqui fazendo regime dos vigilantes!
    Beijocas
    Tia Gê

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  2. A coxtelinha com a carninha se chama carré de cordeiro, e é boa mesmo.
    Cuidado. Desse jeito vai mudar de profissão, hem!

    Beijo, mãe

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  3. É isso ai filha, coma bem mesmo, pois vale a pena. Na próxima vez que eu for aí vamos experimentar o restaurante, e azar de quem não fôr.
    Beijos

    João Antonio

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