sexta-feira, 21 de setembro de 2012
As pequenas coisas, segunda edição
Tenho a impressão de que já escrevi sobre isso e talvez seja uma retomada, talvez seja uma repetição, mas hoje cedo eu fui inundada de novo pelo sentimento das pequenas coisas.
Bateu quando eu vi o meu vizinho no quintal tirando a blusa de moletom, que levantou a camiseta dele uns 10 cm e depois descolou e tudo retornou ao normal. Eu nem conheço esse vizinho, e não há nada de especial nele, e sim no gesto. Por algum motivo estranho, a camiseta (de qualquer pessoa) que gruda no moletom e meio que vai querendo sair quando a gente tira a blusa é algo que eu acho de incrível beleza. Como se tornasse a vida mais normal e a pessoa mais humana.
Senhorinhas varrendo o quintal e as folhas relutando com a ajuda do vento, o frio imediato que dá quando a nuvem tapa o sol, crianças com comida respingada na camiseta.
Me lembro de uma aula de história no colégio em que a professora comentou sobre a quase-simetria da arquitetura grega. Aparentemente, depois de aperfeiçoarem as técnicas de construção e conseguirem perfeita simetria, os gregos de muito tempo atrás resolveram reinserir imperfeição em seus prédios e templos. Possivelmente (na minha interpretação) porque o perfeito não nos faria sentir em casa.
Estou com saudades dos meus pais que foram embora depois de passar as férias aqui, estou com saudades do meu irmão e dos filhos dele e da Dani que eu conheço remotamente e das peculiaridades e detalhes possivelmente insignificantes (mas para mim incrivelmente significantes) de cada pessoa que eu já conheci.
E já que eu estou nos temas estranhos mesmo, quero reiterar que eu também tenho saudades do que ainda vai acontecer.
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Pô Mari...Lindo.
ResponderExcluirMas não vou te desejar um imperfeito feliz aniversário, mas q a tendência da sua vida siga o seu padrão: de sempre ver o lado belo das coisas.
Bjos e muitos anos de vida!
Mari,
ResponderExcluirComo já disse um dia:
Quando você vai começar à escrever um livro?
O que você escreveu foi muito bonito.
Você escreve muito bem.
Será que este, não é o momento de uma virada??mesmo continuando no teu caminho??
Ver o lado belo das coisas, sentir saudades do que ainda vai acontecer, ouvir o riso/gargalhada inocente de uma criança, ouvir ela pedir "palavria",quando depois de algum tempo descobrir que era "palavra cantada" o CD que ela queria. ouvir ela dizer "mixilica". Ouvir dela o som do "pum" que saiu sem perceber, seguido de um riso marôto, seguido de uma garagalhada infantil.
Isto é vida.
Beijos, João