Segunda-feira sempre teve uma conotação meio ruim para mim, de que o final de semana tinha acabado. Estranhamente, acgora eu vejo as segundas-feiras como um dos dias mais produtivos da minha semana. Eu curto, sim, muito o final de semana, e adoro relaxar e passear e ir no ferro-velho com o Troy em busca de uma porta para o meu banheiro (foi o que fizemos no sábado, de verdade!), mas atualmente eu tenho visto a segunda-feira como um dia em que eu tenho a semana inteira pra fazer as coisas que eu tenho que fazer pro doutorado; é o único dia da semana em que eu trabalho mais tranquila porque o tempo não está apertando.
Bom, hoje eu recebi as correções (mais uma vez) dos meus orientadores, e um dos capítulos está acabado! Agora sim estou vendo a luz no fim do túnel.
Enquanto isso, eu e a Bonnie estamos planejando minha festa de aniversário de 28 anos. É que ela faz aniversário um dia depois de mim, então vamos comemorar juntas. Vai ser uma festa à fantasia, e eu garanto mais notícias e fotos depois.
Beijos,
Mari
domingo, 28 de agosto de 2011
segunda-feira, 22 de agosto de 2011
Agosto no final
Oi!
Primeiro queria comentar sobre a postagem anterior, do Troy. Eu disse pra ele que ele podia escrever o que quisesse, em inglês mesmo, e ele achou engraçado tirar sarro usando todas as gírias australianas na última frase. A melhor forma de procurar o significado dessas coisas é usando o "urban dictionary", que tem um monte de bobagens, não necessariamente australianas.
Mas pra facilitar, eu traduzo aqui:
back of Bourke = no fim do mundo, no meio do nada
crack a tinny = abrir uma cerveja
barbie = churrasqueira
bail you up = dar um oi
Ele não fala assim, de verdade, essa é a gíria dos manos daqui...
Bom, 23 de Agosto hoje, meu desaniversário, e falta muito pouco para eu virar a página. Ainda estou sufocada com o trabalho, mas para diversificar, agora também estou sufocada com uma das piores gripes possíveis. Que nem quando eu terminei o mestrado e fui para a praia e fiquei com febre e vomitando lá. Tá, não estou tão mal assim, mas sentar ao computador para revisar a versão 15 da minha tese espirrando e tossindo e com os olhos doídos é o fim!
É pra provar a resistência. Pra ficar mais desafiador.
Vamos lá, hora de almoçar.
Beijos,
Primeiro queria comentar sobre a postagem anterior, do Troy. Eu disse pra ele que ele podia escrever o que quisesse, em inglês mesmo, e ele achou engraçado tirar sarro usando todas as gírias australianas na última frase. A melhor forma de procurar o significado dessas coisas é usando o "urban dictionary", que tem um monte de bobagens, não necessariamente australianas.
Mas pra facilitar, eu traduzo aqui:
back of Bourke = no fim do mundo, no meio do nada
crack a tinny = abrir uma cerveja
barbie = churrasqueira
bail you up = dar um oi
Ele não fala assim, de verdade, essa é a gíria dos manos daqui...
Bom, 23 de Agosto hoje, meu desaniversário, e falta muito pouco para eu virar a página. Ainda estou sufocada com o trabalho, mas para diversificar, agora também estou sufocada com uma das piores gripes possíveis. Que nem quando eu terminei o mestrado e fui para a praia e fiquei com febre e vomitando lá. Tá, não estou tão mal assim, mas sentar ao computador para revisar a versão 15 da minha tese espirrando e tossindo e com os olhos doídos é o fim!
É pra provar a resistência. Pra ficar mais desafiador.
Vamos lá, hora de almoçar.
Beijos,
quinta-feira, 18 de agosto de 2011
What will Brazil offer me?
Hi All Brazilians,
I speak no Portuguese! Looking forward to meeting the many Cruz's, Rodrigues' and de Campos'. have heard a lot about the family and their parties and I feel I will fit in with nearly everything but as I am not from the latin variety my arse is unable to shake ('dance') like the rest of you. What would you all like from Perth, I'll give you a quick list of what we have. Good sand on the west, good wine in the south, good gold in the east, good iron in the north. That is about it.
Well nice to meet you all and I look forward to getting out to the back of bourke and cracking a tinny over the barbie and I'll bail you folk up soon.
Love always,
Troy
quinta-feira, 11 de agosto de 2011
Grevillea
Uma das minhas flores favoritas na Austrália é a Grevillea. Além de ser totalmente extravagante em termos botânicos, elas são lindas, tem de várias cores, e as folhas todas recortadas, muito bonitas também.
Primavera chega logo, logo, e aí eu posso ir passear no parque com a câmera nova pra tirar milhões de fotos!
terça-feira, 9 de agosto de 2011
Agendamento de café virtual
Ontem escrevi bastante, mas nem terminei uma seção de um capítulo. É assim. Pelo menos eu fui dormir com a sensação de que fiz o que tinha que fazer. A melhor parte do dia, no entanto, foi devido à uma boa notícia que eu tive.
Eu tinha ligado anteriormente (umas 3 vezes) para o departamento de imigração para saber a quantas ficaria o meu visto depois que eu submetesse a minha tese. Sempre mal-humorados, sempre sem vontade de ajudar, eles me disseram, em outras palavras, que eu ficaria no limbo.
Mas como eu não gostei dessa resposta repetida, eu continuei ligando. É que é tipo um tele-atendimento com muitas pessoas, e eu queria ser atendida por alguém um pouco mais bem-disposto. Eis que ontem eu ligo e um cara me atendeu direito e, melhor ainda, me deu a resposta que eu queria: com uma carta da faculdade para a migra, eles me liberam para trabalhar em tempo integral, o que é essencial, já que eu já arranjei emprego e tudo o mais. Aí o dia rendeu mais.
Hoje vi os comentários da minha postagem anterior, que foi de um momento tenso, e resolvi agendar o café virtual. As meninas estão convidadas, meus amigos da USP, o pessoal da Unicamp, os amigos do Fê e, naturalmente, a família. Todo mundo num quintal imaginário com bancos pelos cantos e espaço pra todo mundo dar volta e conversar, comidas gostosas, música ao fundo e uns cachorros também. Vários cachorros. Todo mundo estaria feliz, todo mundo por um dia sem problemas e preocupados somente com qual será o destino da sua próxima viagem de férias.
E um arco-íris.
Eu tinha ligado anteriormente (umas 3 vezes) para o departamento de imigração para saber a quantas ficaria o meu visto depois que eu submetesse a minha tese. Sempre mal-humorados, sempre sem vontade de ajudar, eles me disseram, em outras palavras, que eu ficaria no limbo.
Mas como eu não gostei dessa resposta repetida, eu continuei ligando. É que é tipo um tele-atendimento com muitas pessoas, e eu queria ser atendida por alguém um pouco mais bem-disposto. Eis que ontem eu ligo e um cara me atendeu direito e, melhor ainda, me deu a resposta que eu queria: com uma carta da faculdade para a migra, eles me liberam para trabalhar em tempo integral, o que é essencial, já que eu já arranjei emprego e tudo o mais. Aí o dia rendeu mais.
Hoje vi os comentários da minha postagem anterior, que foi de um momento tenso, e resolvi agendar o café virtual. As meninas estão convidadas, meus amigos da USP, o pessoal da Unicamp, os amigos do Fê e, naturalmente, a família. Todo mundo num quintal imaginário com bancos pelos cantos e espaço pra todo mundo dar volta e conversar, comidas gostosas, música ao fundo e uns cachorros também. Vários cachorros. Todo mundo estaria feliz, todo mundo por um dia sem problemas e preocupados somente com qual será o destino da sua próxima viagem de férias.
E um arco-íris.
segunda-feira, 8 de agosto de 2011
R
Meu orientador brasileiro veio para a Austrália para um congresso e passou em Perth para visitar a universidade e conversar com o Hans e tal. Aí ele sentou comigo também e deu uma olhada rápida em um dos meus capítulos da tese e fez sugestões de adicionar uns 4 ou 5 gráficos com os dados interpretados. Achei as sugestões boas e depois de ter trabalhdo um tanto na faculdade hoje moendo amostras de plantas (sim, nunca tem fim!), eu voltei para casa, jantei e abri o computador para fazer os gráficos.
O sentimento é uma mistura de ódio enorme e da maior frustração do mundo.
Não são gráficos simples. São gráficos em que cada espécie de planta que eu coletei tem uma bolinha de cor diferente, e aí cada lugar em que eu coletei tem um símbolinho diferente. Pra fazer isso no Excel eu demoraria uns 3 dias (cada gráfico, claro!), então eu estou tentando usar o R.
O "R" é um programa que permite que você faça várias análises estatísticas e gráficos e provavelmente muito mais coisas que eu nunca descobrirei e é grátis e é livre e é maravilhoso. Só que tem que não tem interface de usuário, e, portanto, eu tenho que colocar o código de programação para fazer ele cuspir os resultados que eu quero. Isso significa, para mim, que para casa códigozinho que eu coloco, tem uns 10 minutos de procura no google, mais uns 10 de interpretação do que é que a pessoa quis dizer com aquilo, e aí eu uso os comandos. Para as coisas simples, é simples. Mas eu passei as últimas 2 horas tentando colocar uma **** de legenda no gráfico e isso simplesmente está além do meu alcance hoje.
Só falta um mês para terminar e eu estou querendo chorar constantemente. Eu tenho noção de que isso é só uma tese, e que eu não estou apertando o botão vermelho, sabe? Mas acho que isso só piora o meu estado de espírito, porque eu sei que toda a ansiedade e o estresse e o nervoso e o xilique são (mais ou menos) pra nada.
Eu só quero terminar. Tudo o que eu quero é terminar. E a cada dia parece que fica mais longe da reta de chegada, mais labiríntico e complicado e impossível.
Pelos relatos das outras pessoas que já terminaram seus doutorados, parece que todo mundo passa por isso. Só que mesmo assim eu me sinto completamente isolada e completamente sozinha nisso. E acho que esse é o problema do doutorado. O projeto é seu, e ninguém pode te ajudar e trabalhar junto.
Cansei. Minha cabeça e o meu corpo não estão no mesmo ritmo. Eu acordo e meus pensamentos vão a mil com todas as coisas que eu tenho que fazer, mas meu corpo fica na cama como se fosse uma escapatória possível. Eu sento quietinha na frente do computador pra trabalhar e fico pensando em quantos milhões de pedacinhos eu ia ter se eu arrebentasse esse laptop e jogasse ele pela janela e fosse passear no parque.
Eu lembro que na reta final do meu mestrado eu estava tentando fazer umas análises multivariadas no fitopac, o programa mais temperamental do mundo, e dava errado e errado e errado, até que eu comecei a (literalmente) estapear o teclado. O André e o Bruno Aranha e o Pequeno me tiraram da frente do computador e eu fui tomar um café com o pequeno enquanto o André e o Bruno fizeram as minhas análises. Só que aqui não tem André, Pequeno e Bruno. Aqui cada um fica no seu escritório e quando eu peço ajuda, eles me indicam um livro ou artigo pra ler. Todo mundo está muito ocupado em ficar sozinho.
Mais do que o normal, hoje eu estou com saudades.
Mari
O sentimento é uma mistura de ódio enorme e da maior frustração do mundo.
Não são gráficos simples. São gráficos em que cada espécie de planta que eu coletei tem uma bolinha de cor diferente, e aí cada lugar em que eu coletei tem um símbolinho diferente. Pra fazer isso no Excel eu demoraria uns 3 dias (cada gráfico, claro!), então eu estou tentando usar o R.
O "R" é um programa que permite que você faça várias análises estatísticas e gráficos e provavelmente muito mais coisas que eu nunca descobrirei e é grátis e é livre e é maravilhoso. Só que tem que não tem interface de usuário, e, portanto, eu tenho que colocar o código de programação para fazer ele cuspir os resultados que eu quero. Isso significa, para mim, que para casa códigozinho que eu coloco, tem uns 10 minutos de procura no google, mais uns 10 de interpretação do que é que a pessoa quis dizer com aquilo, e aí eu uso os comandos. Para as coisas simples, é simples. Mas eu passei as últimas 2 horas tentando colocar uma **** de legenda no gráfico e isso simplesmente está além do meu alcance hoje.
Só falta um mês para terminar e eu estou querendo chorar constantemente. Eu tenho noção de que isso é só uma tese, e que eu não estou apertando o botão vermelho, sabe? Mas acho que isso só piora o meu estado de espírito, porque eu sei que toda a ansiedade e o estresse e o nervoso e o xilique são (mais ou menos) pra nada.
Eu só quero terminar. Tudo o que eu quero é terminar. E a cada dia parece que fica mais longe da reta de chegada, mais labiríntico e complicado e impossível.
Pelos relatos das outras pessoas que já terminaram seus doutorados, parece que todo mundo passa por isso. Só que mesmo assim eu me sinto completamente isolada e completamente sozinha nisso. E acho que esse é o problema do doutorado. O projeto é seu, e ninguém pode te ajudar e trabalhar junto.
Cansei. Minha cabeça e o meu corpo não estão no mesmo ritmo. Eu acordo e meus pensamentos vão a mil com todas as coisas que eu tenho que fazer, mas meu corpo fica na cama como se fosse uma escapatória possível. Eu sento quietinha na frente do computador pra trabalhar e fico pensando em quantos milhões de pedacinhos eu ia ter se eu arrebentasse esse laptop e jogasse ele pela janela e fosse passear no parque.
Eu lembro que na reta final do meu mestrado eu estava tentando fazer umas análises multivariadas no fitopac, o programa mais temperamental do mundo, e dava errado e errado e errado, até que eu comecei a (literalmente) estapear o teclado. O André e o Bruno Aranha e o Pequeno me tiraram da frente do computador e eu fui tomar um café com o pequeno enquanto o André e o Bruno fizeram as minhas análises. Só que aqui não tem André, Pequeno e Bruno. Aqui cada um fica no seu escritório e quando eu peço ajuda, eles me indicam um livro ou artigo pra ler. Todo mundo está muito ocupado em ficar sozinho.
Mais do que o normal, hoje eu estou com saudades.
Mari
domingo, 31 de julho de 2011
Viva o emprego!!!
Gente, a melhor notícia que eu podia ter ultimamente saiu: arranjei um emprego aqui em Perth. Não é trabalho casual, não é vender bolo na feira. Um emprego de verdade, de gente grande e para o qual o meu diploma é requerido! Ah, demais!
O que eu tenho que fazer agora é terminar a tese (sem pressão, pff!) pra poder começar a trabalhar em tempo integral. Enquanto eu sou estudante, eu irei para a empresa trabalhar um dia por semana. Comecei na sexta-feira passada, e passei 8 horas digitando nomes de espécies. Mas nada como fazer esse serviço sendo bem paga!
Mas não se desesperem! Minhas férias no Brasil continuam agendadas, a diretora da empresa não viu problema em me dar férias antes de ter um ano de trabalho cumprido.
La-la-la-la-la-la, uma coisa a menos pra me deixar ansiosa!
O que eu tenho que fazer agora é terminar a tese (sem pressão, pff!) pra poder começar a trabalhar em tempo integral. Enquanto eu sou estudante, eu irei para a empresa trabalhar um dia por semana. Comecei na sexta-feira passada, e passei 8 horas digitando nomes de espécies. Mas nada como fazer esse serviço sendo bem paga!
Mas não se desesperem! Minhas férias no Brasil continuam agendadas, a diretora da empresa não viu problema em me dar férias antes de ter um ano de trabalho cumprido.
La-la-la-la-la-la, uma coisa a menos pra me deixar ansiosa!
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